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Presidida pelo vereador Wagner Romão, a Frente Parlamentar pelo meio ambiente e enfrentamento às mudanças climáticas, debateu a política municipal de resíduos sólidos. Um dos temas fundamentais que a gente entende que devem ser tratados e que a gente entende também que Campinas pode melhorar demais, né? Pode melhorar muito na sua atuação, é a questão dos resíduos sólidos. A professora da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp, Emília Vanda, realizou uma apresentação e abordou o plano que fora estabelecido pelo município. O que está hoje como plano de resíduos desta cidade tem como meta que a máxima reciclagem vai se dar máximo em 2050, 2030, com 30% do resíduo doméstico sendo coletado, né? A a meta é que 35% ainda vá para aterro, tá? e que a população e por que que é só 35%, que 35% tem que ir pro aterro, porque se diz que a população campineira não vai conseguir separar na fonte mais do que 20%. Tem uma sensação de que a população não consegue fazer isso, mesmo com a PPP de 30 anos que será super eficiente. Tá bom? É muito difícil a população fazer qualquer coisa decente se não tem nenhum programa educativo para tentar ajudá-la, né? Kelly Brito, representante da Cooperativa de Catadores Renascer, fez uma análise sobre o trabalho que é realizado na cidade e a estrutura atual das empresas. A cidade de Campinas, ela ela tem tido vários problemas com a questão da do resíduo mesmo na cidade. A professora Emília enfatizou bastante sobre a questão da da coleta, eh, dos catadores fazerem essa coleta, é de extrema importância, porém a gente tem um um agravante que é não ter uma estrutura, né, legal para tá fazendo isso. Nem todas as cooperativas têm essa estrutura. Diversas pessoas que participaram do debate público contribuíram com sugestões, críticas à política municipal de resíduos sólidos. Uma coisa que me preocupa muito na legislação no Brasil é que ela é muito cheia de princípios e objetivos e diretrizes, né? Então a gente vê isso na nossa legislação municipal. A gente fez um debate aqui, debate aqui sobre o verde, né? E a gente viu que tá tudo na lei, mas nada acontece. Eh, a o plano é maravilhoso, virou lei e nada acontece. Quer dizer, porque a gente tem uma legislação, me desculpe, mas é muito discurso, é muito discurso, né? O o o Vilassa lá atrás dizia que os planos diretores eram grandes discursos, continuam sendo grandes discursos, mas a legislação também. M.