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A presidente da Frente Parlamentar da Educação, vereadora Guida Calisto, abriu a reunião falando sobre os desafios encontrados no debate da educação especial na cidade. Meu mandato tem tido um acompanhamento muito próximo, principalmente da pauta das cuidadoras, que são as profissionais que estão em salas de aula, dando suporte, apoio, né, para atender os nossos alunos PCDs. É, mas a gente queria tanto acolher, ouvir a essa demanda das cuidadoras, mas também a gente entende de extrema importância a debater os desafios, o avanço, enfim, da proposta pedagógica, política pedagógica da educação especial no município. Em seguida, a Sônia Celim, fonoaudióloga, retratou questionamentos de mães sobre inclusão. Deus não devia deixar morrer quem é mãe de filho especial. Quem vai cuidar deles? Essa é a fala da CM, mãe de PM, síndrome de X frágil, 28 anos. Mães de filhos especiais não têm licença nem para morrer. BD, mãe de LJ, síndrome de D, 34 anos. E GL, mãe de FL, síndrome de R, 23 anos. Elas representam milhares de outras mães que pedem respeito legítimo por suas dores. Quando a gente fala que a criança pode ter atendimento especializado, normalmente é particular, porque eu tentei procurar, tentei não, eu procurei a relação de quantas fonos tem na Prefeitura de Campinas em proporção à população. E olha, eu não consegui achar, mas eu escuto. Tem muita gente que me procura perguntando, é uma vergonha, isso tem que ser revisto, porque isso é uma lei e isso não acontece. Elise Moura, coordenadora do núcleo de educação especial, vinculada à Secretaria Municipal de Educação, mostrou o trabalho realizado aqui em Campinas. A educação bilíngue. A gente sabe que desde 2021 a educação bilíngue é uma modalidade, né, segundo a LDB. E são a educação bilíngua é um outro campo de ações, de necessidades, formações profissionais, né? A questão da comunidade surda, da identidade, dessa necessidade de pensar Libras como primeira língua, né, da pessoa surda. Então, eh, pro núcleo também é uma responsabilidade grande a gente conseguir acompanhar as escolas polo bilíngua e pensar o atendimento desses alunos na cidade, né, que hoje a gente tem uma escola bilíngua de ensino fundamental, mas esse poderia ser também ampliado para talvez mais um polo, né, mais próximo da residência desses alunos. O influenciador e ativista anticapacitista Ivan Baron contou sobre o início difícil na escola e o número de pessoas especiais analfabetas. A nível nacional, mais de 2.900.000 são analfabetas, não sabem ler nem escrever. E isso não é reflexo da paralisia cerebral, que é a condição que eu tenho, mas isso é reflexo de sistema educacional capacita, excludente e limitador, entende? Então, quando a gente precisa falar sobre educação especial, a gente também precisa falar sobre numas perspectiva da inclusão, porque aos meus 3 anos de idade eu adquiri a doença. Ros eu pisei pela primeira vez na escola tardiamente. Eu não era um aluno incluído. É o que a gente costuma chamar de aluno integrado. Minha presença tava ali, apenas a física. Eu não participava das dinâmicas escolares, eu não participava da hora do recreio, que é o momento mais aguardado também. colocar a nossa solidariedade, principalmente as mães que estão aqui, né, duas mães, a Janaína e a Marina que estão aqui, que se colocaram, né, quanto enquanto mães eh de filhos, eh, que fazem esse enfrentamento. Então, a gente precisa pensar mesmo em ações, em coletivos, fortalecer redes para poder dar suporte, porque realmente ainda nós mulheres continuamos sendo as mais afetadas, né, diante de toda essa situação. Tam.