Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
O projeto Moda Inclusiva chegou em Campinas, no Centro Cultural Luiz Braile, com uma turma voltada exclusivamente ao atendimento de pessoas com deficiência visual. é muito importante porque assim, é uma fase de inserção deles na tanto na área no mercado de trabalho quanto na atividade do dia a dia. Uma pessoa com a deficiência visual que perdeu totalmente a visão, conseguir costurar alguma coisa, não só para ela, mas pra família ou pra comunidade é muito importante, né? Isso faz com que ele retome o seu dia a dia, faz com que a sua rotina melhore e que sua vida não perca o rumo, né? Porque quando a pessoa acaba perdendo a visão, ela acha que acabou. a vida dela, isso não é realidade, né? Ela tem uma habilitação e uma reabilitação para ser feita. E essa oficina é muito importante nesse sentido. A coordenadora geral do Luiz Braile reforça que o convite é para toda a comunidade, incluindo as famílias dos nossos assistidos. Aqui, por exemplo, a gente tem uma das esposas de um assistido. Enquanto ele tá numa oficina, ela tá em outra fazendo atividade, mas é aberta a toda a comunidade. Bom, a iniciativa promove oficinas teóricas e práticas que estimulam a criação, também o desenvolvimento de peças adaptadas. Para responsável pela condução pedagógica do projeto, a proposta vai além da formação técnica. A moda inclusiva requer verificação de categoria. Então, por exemplo, aqui eu trabalho com um deficiente visual. Então, a metodologia que eu preciso utilizar é uma metodologia de ah conhecer. Então, eles têm que tatear o que eles vão eh manipular. Depois que eles tateiam, eu ensino a as funções da máquina. Então, essa é a parte técnica, quais as funções da máquina. Depois a gente ensina a colocar o tecido na máquina e costurar a peça que eles querem fazer. A programação prevê debates e atividades sensoriais. A máquina pro deficiente visual tem algumas coisas muito boas. Eles ajudam na cognição porque tem que usar muito a cabeça para saber onde tá fazendo. Ajuda na audição, porque a máquina ela é chatinha. Se alguma coisa não tiver certa, ela muda o barulho. Com muita dedicação e competência, Francisca, que é deficiente visual, participa da oficina. Eu já fiz pano de prato, tô fazendo agora vental pro lado dos velhinhos, inclusive já tem um aqui quase acabado, só falta eu pôr a parte de cima. E é um aprendizagem muito bom, bom mesmo, de verdade. Vale a pena. Vale a pena, vale a pena tentar, porque, ó, é um sonho que tá sendo realizado, que eu tinha. É por aqui. Gratidão. Fala mais alto. Eu sou baixa visão, tenho, enxergo 5% só. E estou participando dessa oficina, que era um sonho meu, porque eu já fazia corte costura. Com a perda da visão, eu perdi essa essa chance. E eu quero agradecer, sou muito grata às pessoas que estão vindo aqui nos auxiliar, nos ajudar, porque a gente tem competência, mas precisa de paciência e de técnica pra gente poder se desenvolver. Então, eu sou muito grata ao pessoal que tá aqui nos ajudando e a vocês também que nos incentivam. Muito obrigada. Que Deus abençoe a todos nós.