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Com o objetivo de ampliar o diálogo sobre o câncer de mama e reforçar a importância do autocuidado, o presidente da Comissão Permanente de Política Social e Saúde, Paulo Hadad, promoveu uma roda de conversa que reuniu especialistas para debaterem sobre prevenção, diagnóstico, cirurgia e tratamento para o câncer de mama. O evento integra as ações do outubro rosa e a campanha autoestima em movimento você no centro do cuidado. Para o vereador, essa iniciativa convoca as mulheres a terem o cuidado com a saúde como um compromisso permanente e não apenas durante o mês de outubro. O tú rosa, ele é um período em que nós temos eh talvez um um olhar diferenciado, né, pro câncer de mama na mulher, como nós temos no novembro azul pro câncer de próstata. Mas o importante é saber que todo dia, toda o mês, ele é importante pra saúde da mulher como um todo, né, especialmente no que diz respeito ao câncer de mama, né? Existem hoje eh algumas ações, né, hábitos saudáveis que podem colaborar, contribuir, não só para que a gente tenha aí uma incidência menor do câncer de mama, mas também quando a mulher era cometida, né, pela doença, pelo câncer. Eu acho que hoje a gente tem que falar abertamente câncer. Antigamente não se falava, né, essa palavra era proibida, mas ela tem a possibilidade de cura. Hoje você tem a possibilidade de até 95% de chance de cura. Então em 100 mulheres, 95% ou 95 mulheres podem ficar curadas se tiver aí primeiro um diagnóstico precoce, depois se tiver um hábito de vida eh focado numa boa alimentação, numa atividade física rotineira, enfim, coisas que pod possam colaborar. O câncer de mama é o mais frequente, excluindo o câncer de pele não melanoma e corresponde a cerca de 28% dos casos novos em mulheres, conforme dados do Ministério da Saúde. Câncer de mama é o principal câncer diagnosticado na mulher, né? A gente fala que o maior risco de câncer de mama é ser mulher, né? Então, de todos os cânceres femininos, o mais comum é o câncer de mama. ele chega a ser 30% de todos os tumores ah que podem ocorrer nas mulheres. Então, é uma situação que do mundo todo ele tem aumentado os diagnósticos. Alguns países muito desenvolvidos têm inclusive diminuído o risco, a mortalidade do câncer de mama. Mas quando a gente olha a sequência, então o mais comum da mulher é o câncer de mama. Depois, ah, de maneira geral, é seguido pelo colo retal. H, na mulher é o colo de útero e eventualmente o pulmão. São mais ou menos essa sequência que fica a especialmente do mundo. Segundo a pesquisadora Olívia Morais, reconhecer o próprio corpo e manter hábitos saudáveis são passos fundamentais para a prevenção e para o enfrentamento do câncer de mama com mais qualidade de vida, como a prática de exercícios físicos e a redução do consumo de álcool e tabagismo. Existem diversos fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de mama, sendo muitos deles fatores de riscos associados ao estilo de vida, que a gente chama de fatores de risco modificáveis. E entre eles, eu vou destacar aqui a inatividade física, já que, por exemplo, em 2020, no Brasil, cerca de 20 a 25.000% dos casos de câncer foram atribuídos à inatividade física. Mas por outro lado, a boa notícia é que nós já temos dados robustos, dados importantes na literatura, que mostram que maiores níveis de atividade física estão associados a uma redução de desenvolver até 13 tipos de câncer. desses, nós temos uma redução de 20% ou mais nas chance de desenvolver até sete tipos de câncer, sendo eles o câncer de colon, o câncer de estômago, o câncer de esôfago, o câncer de bexiga, o câncer de rim, o câncer de endométrio. E o nosso tema principal hoje, o câncer de mama. Nós temos uma redução de até 20% na chance de desenvolver câncer de mama com aumento de atividade física. E aqui nós temos uma importante relação, dose resposta, ou seja, quanto mais ativa a pessoa for, menor a chance de desenvolver o câncer de mama. Ela explica que em uma paciente que já foi diagnosticada com câncer, a prática de exercício físico previne a chance daquele câncer retornar e reduz a mortalidade. A gente consegue prevenir em até 35% as chances daquele câncer retornar. E por fim, mais ou menos importante, nós conseguimos ter uma prevenção de mortalidade por câncer de mama em até 30%. Então, a atividade física, ela é uma importante adiuvante, uma importante aliada tanto na prevenção quanto no tratamento do câncer de mama. Para as especialistas, a prática dos exercícios físicos auxilia no combate aos efeitos adversos do tratamento oncológico, como a fadiga, náuseas, dores e a perda de massa muscular e óssea. E a recomendação é começar. Muita gente ainda tem medo de treinar, de fazer exercício antes ou durante, às vezes até após, né, o tratamento. Mas hoje a gente já sabe que o exercício ele não só é seguro, como ele é necessário, né? De fato, assim, logo após a cirurgia, a gente precisa de um tempinho em repouso para cicatrizar, para fechar os pontos, tudo mais, se der tudo certo ali em torno de 30 a 40 dias, mas isso depende de paciente para paciente. Uma vez que a paciente tem liberação médica, ela pode treinar normalmente, independente se ela vai para quimioterapia, se ela vai pra radioterapia, porque o exercício, além de ser seguro, ele vai ajudar nessa resposta ao tratamento. Foi um um debate extremamente importante, duas oncologistas, uma mastologista e uma preparadora física trazendo as suas experiências enquanto mulheres. Eu fui o único homem que fiz parte da mesa enquanto presidente da comissão de política social e saúde, mas muito feliz por ter trazido esse assunto paraa discussão dentro do plenário da Câmara Municipal de Campinas. Yeah.