Um projeto de lei protocolado na Câmara Municipal de Campinas propõe garantir mais dignidade para estudantes da rede municipal que sofrem com cólicas intensas durante o período menstrual em decorrência de endometriose ou adenomiose. A proposta determina que as escolas devem aceitar atestados médicos emitidos pela rede municipal de saúde, abonando faltas durante crises e em dias de provas e atividades importantes, sem prejudicar o desempenho escolar. O parlamentar autor destaca que a endometriose afeta entre 5 e 15 por cento das mulheres em idade reprodutiva segundo o Ministério da Saúde, com sintomas que começam ainda na puberdade e podem deixar a paciente totalmente incapacitada por três a cinco dias por ciclo. A iniciativa busca enfrentar uma das causas silenciosas da evasão escolar feminina em Campinas, dando à aluna o direito de tratar a condição como doença e não como problema disciplinar ou falta de comprometimento com os estudos.
Um projeto de lei quer garantir mais dignidade para alunas que sofrem com dores intensas durante o período menstrual.A proposta prevê faltas justificadas na rede municipal de ensino
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