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Possibilidades e desafios no espectro do autismo. Um caminho construído a muitas mãos foi o tema da palestra realizada no plenário da Câmara Municipal. O debate partiu da iniciativa do vereador Rebert Ganém. Temos que levar informação, né? O que que é o autismo, como cuidar, né? O que o ajudar a família também é importante, não é só a pessoa que tem o autismo, as pessoas trouxeram, fic até emocionado, as pessoas trouxeram a vivência, né, as mães atípicas do que enfrentam. A mãe não consegue ir lá fazer compra, né? E na escola, como é que vai cuidar na escola? Os professores também estão preparados para receber essas crianças? Maioria não está. A palestra foi aberta com o relato de uma mãe atípica que destacou a importância da sociedade não romantizar o autismo. O autismo não tem nada de bonito, tem nada de colorido, não tem nada de gostoso. O que tem de bom é só o amor. Mas o que vem com o autismo, gente, é uma pedrada. Só quem vive, quem tá dentro do espectro de alguma forma entende. Só quem sente na pele as mordidas, os arranhões, os chutes. Só quem entende o sentimento de incapacidade diante de uma crise. A tensão da mãe atípica é como se fosse um soldado em combate. Ah, que exagero, né, Joey? Não é porque você fica 24 horas por dia olhando para ver se o seu filho sufocou, se o seu filho tá dormindo ou porque que ele não dorme, né? que a gente também não atenção para que ele não entre numa crise para ver se a respiridonaiprazol ou qualquer outro medicamento tá fazendo efeito ou não. [Risadas] Segundo uma pesquisa do Instituto BESI, em 2012 no Brasil, cerca de 78% dos pais abandonaram as mães de crianças com deficiências e doenças raras antes dos filhos completarem 5 anos de vida. Quem está ali, ainda mais quando as mães não têm suporte, né? Como disse, maioria dos homens, infelizmente vai embora, né? Abandona o lar e parte. Isso é muito triste. Então, aí fica só pra mãe. Aí se a mãe não tiver familiares que ajudam, aí se a escola não tiver preparado, né? Se o poder público não der condições também ali com eh especialidades para ela, né? Ela vai ficar sozinha enfrentar uma situação bem difícil. E é que nós estamos aqui trazendo à tona e eh eh esse debate pra gente poder melhorar. A coordenadora técnica do Paica. O programa de atenção integral à criança e ao adolescente e também mãe atípica, trouxe uma abordagem geral sobre o tema. Ela falou a respeito dos desafios, os direitos e a necessidade de inclusão das pessoas com autismo. Então, quando você fala de família, eu acho que o que nós temos que fazer é ir trabalhando cada vez mais com essa família e oferecendo o suporte. Olha, a gente tá querendo ajudar de alguma maneira. Será que se você levar para fazer uma avaliação na Fo? Eu nunca vou falar médico primeiro. Claro que se eu falar médico já vem essa questão da medicalização, de de ter uma doença, embora autismo não seja doença, né? Um transtorno, mas já vem pr pra mãe isso, né? Então vamos, será que tem um, vamos ver se a gente consegue encaminhar ele para fono, para ver essa linguagem, para ver se a gente consegue ajudar ele a falar, né? aqui, lá também para você entender. Então é isso, é parceria, é uma das coisas que eu sempre falo, né? É você saber acolher. Com base no senso demográfico de 2022, o IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apontou que uma em cada 38 pessoas no Brasil foi diagnosticada com TEA, o transtorno do espectro autista. Isso equivale a aproximadamente 2,4 milhões de brasileiros que receberam o diagnóstico. A gente precisa trazer o debate, a informação junto com a sociedade para que a sociedade acolha. Muitas pessoas dizem: "Ah, tudo agora é autismo, né? tem esse preconceito. Quantas não não estiver dentro das pessoas que o autismo precisa ali ter investimentos, as pessoas precisam ser diagnosticada, isso existe, elas vão achar que é frescura e acha que o poder público não deve investir nisso. Mas quando a gente consegue levar isso, né, pra sociedade debater, a gente tem uma facilidade maior até durante ali a a mãe quando for numa praça ali, levar o filho num mercado, as pessoas entendam aquela situação e não vai recriminar, não vai brigar com a mãe. A pesquisa do IBGE representa um marco importante, pois é a primeira vez que o Brasil possui dados oficiais sobre a prevalência do autismo no país. Os dados são cruciais para a formulação de políticas públicas, o desenvolvimento de serviços e o apoio às famílias que convivem com o autismo. A gente precisa trazer esse debate ativo e que o poder público invista mais, né, com diagnóstico, centros de referência para colher. Minha filha é muito grande, até sai o diagnóstico.