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O evento presidido por Bruna Mendes Buzo, responsável pela Secretaria Escolar da Elecamp, aconteceu no plenário da Câmara de Campinas. A palestra Guerra de Narrativas. O novo campo de batalha da polarização política foi conduzida pelo cientista político e publicitário Gilmar Arruda, que trouxe uma reflexão como as narrativas moldam percepções, disputam espaços e influenciam decisões em um ambiente marcado por redes sociais, algoritmos, desinformação e discursos fragmentados. As plataformas hoje elas direcionam o conteúdo de forma individual. E isso é importante entender um conceito que daqui a pouco a gente vai falar, tá? Eh, sobre essa criação de bolhas e a dificuldade que as pessoas têm de olhar pro outro lado do balcão e poder dialogar sobre política de forma mais humanizada, vamos dizer, tá? Então, essa característica aqui é importante de eh ter o entendimento. Eh, e no final da linha, o que que as plataformas querem, né? como eu já adiantei aqui para vocês, eh uma competição desenfreada pela atenção. Então, a gente vive hoje a era da economia da atenção. E aí existem diversas estratégias que os usuários destas plataformas utilizam para despertar atenção e interesse dos usuários, seja através do humor, seja através de uma linguagem direcionada para uma determinada demanda, seja através da construção de narrativas que causam o quê? o sentimento negativo, porque o que viraliza nas redes sociais não é uma notícia positiva, é aquela notícia negativa. Sobre os desafios regulatórios, o palestrante reforçou que ainda há muito a ser feito. Existe um uma confusão de censura com regulamentação. É impossível, na minha perspectiva, e nós que trabalhamos no cotidiano com plataforma, que não haja uma uma certa regulamentação, como há uma regulamentação que não tem nada a ver com eh censura, eh para você ser um canal de televisão, para você ser uma emissora de rádio, você tem lá, né? Então, ó, tem que funcionar dessa forma e não sei o quê. Eu acho que as plataformas em algum sentido, como nós estamos cotidianamente experimentando a realidade, porque ela tá batendo na porta, essa questão, por exemplo, da adultização das crianças, isso é uma regulamentação. Então, é um projeto de lei que vai, opa, eh dar conta de algo que a gente não enxergou lá. Eu acho que tem muita ponta solta. A reflexão se estendeu ao impacto das narrativas nas tomadas de decisões políticas e sociais no Brasil. Apesar das dificuldades, a Ruda acredita em um futuro mais equilibrado, em uma democracia mais saudável. Tudo é um processo, né? Tem começo, meio e fim. a gente vai passar por isso e vai ficar como aprendizado até para que possamos ter uma um um uma democracia mais saudável, talvez, sei lá, daqui 15, 20 anos. Tudo isso que a gente vai estar olhando, a gente vai falar: "Meu, passamos por isso, aprendemos e agora temos que fazer melhor". É isso que eu espero.