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Durante o período de estiagem, a Fundação José Pedro Oliveira passou a usar drones para intensificar o monitoramento da área da Mata de Santa Genebra, um dos principais locais de preservação ambiental de Campinas. A medida adotada faz parte das estratégias de prevenção para reduzir o risco de incêndios florestais. A utilização dos drones faz parte de um planejamento maior. Existe a brigada de combate e controle aos incêndios florestais aqui da Fundação José Pedro de Oliveira, que é a fundação que cuida há 44 anos da mata de Santa Genebra, e um planejamento para esse período mais seco em que os incêndios têm um risco elevado. Então, além da da do utilização dos drones, nós revitalizamos o sistema de monitoramento por câmeras. São 21 câmeras monitorando, inclusive o presidente, todos os diretores e a equipe acompanham pelo celular imagens de cada uma dessas 21 câmeras, 24 horas por dia. Funcionários da própria fundação que integram a brigada de combate a incêndios agora realizam voos frequentes com drones sobre a área de preservação, reforçando a vigilância em locais mais vulneráveis. Nós temos servidores já foram treinados para utilizar o drone. Vamos até ampliar mais alguns servidores pra gente ter vários servidores treinados e a gente faz um voo uma vez por semana com certeza e a qualquer momento quando há necessidade. Então, alguma alguma suspeita, alguma denúncia, alguma situação que a gente quer apurar ou mesmo a ocorrência de uma fumaça que ainda não tá identificada, o drone voa e vai trazer imagens melhores pra gente. Eh, porque às vezes uma das nossas câmeras, embora são bastante, elas podem não pegar a ocorrência. Então, aí o drone complementa a imagem das câmeras. A tecnologia permite detectar focos de fumaça e alterações na vegetação, além de facilitar o acesso a regiões de difícil alcance por terra. Antigamente a gente precisava fazer um deslocamento de um veículo com pessoal para chegar na área, para averiguar essa área. Nem sempre é um ponto facilmente acessível, né? E com o drone a gente tem velocidade, a gente tem o acesso, né? Então isso ajuda muito para que a gente possa organizar toda a equipe e partir para um combate mais efetivo e rápido. Período da estiagem onde a gente sofre o maior risco, né? a gente não tem tanta chuva, a vegetação tá mais seca, o fogo se propaga com muito mais facilidade. Então, uma resposta rápida é extremamente importante para que não se tenha uma propagação, um aumento, uma escalada desse incêndio, é uma proporção que a gente às vezes não consegue mais sozinho combater. Então, se a gente consegue um acesso rápido num foco que ainda tá em início e o drone, as câmeras de monitoramento são ferramentas essenciais para isso, a gente consegue muito mais rápido e debelar esse foco que poderia tomar um potencial maior antes dele escalar nessa proporção. Com uma área com mais de 351 haar, o equivalente a 300 campos de futebol. A mata de Santa Genebra é o maior fragmento florestal da RMC, a região metropolitana de Campinas. abriga mais de 600 espécies vegetais, são mais de 350 de fauna vertebrada, de fauna invertebrada, um número muito maior ainda, só de borboletas são 700, que no caso de um incêndio estariam sobo. Então a ideia é que a gente possa detectar esses focos fora da unidade, que a 99,9% dos focos se iniciam fora da unidade, né, para evitar que ele chegue e possa comprometer esse ecossistema aqui, que é fundamental para essa fauna e flora. O presidente da fundação também pede o apoio da população, que pode colaborar denunciando focos de fumaça ou atitudes suspeitas próximas à reserva. A gente pede ajuda da população. Se avistar alguém colocando fogo aqui nessa redondeza, pode denunciar alguém soltando o balão. O balão é um risco muito grande, porque se ele cai em áreas pouco acessíveis no interior da mata, dificulta muito o combate ao incêndio que pode ser formado pelo pela queda do balão. Então a gente pede muita ajuda pra população para que denuncie, que não jogue entulho, que não jogue lixo no entorno, porque às vezes a pessoa coloca o fogo para ser livrar do lixo e acaba causando um incêndio. Isso serve paraa mata, serve para as outras áreas verdes da cidade. No ano passado foram registrados 30 focos de incêndio aqui na região do entorno da mata. Nenhum deles transformou em incêndio de maiores proporções graças a esse trabalho que é feito pela Fundação José Pedro de Oliveira.