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As duas moções apresentadas pela vereadora Mariana Conte são de apelo ao governador do estado e de apoio à luta dos estudantes da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp. Os documentos tratam de reivindicações de estudantes, docentes e trabalhadores técnico-administrativos. Entre os principais pontos estão a ampliação da moradia estudantil em Campinas, a construção de moradia no campus de Limeira e o fortalecimento das políticas de permanência universitária. São duas moções. Primeiro, uma moção de apelo para que a reitoria da Unicamp e o CRUESP abra negociações. A gente tá tendo um movimento muito importante de eh organização em greve dos estudantes e funcionários da USP, da Unicamp, da Unespicando coisas básicas. Os funcionários estão reivindicando reajuste salarial, reivindicando condições de trabalho, a não terceirização do Hospital das Clínicas e de todo complexo de saúde da Unicamp e estão reivindicando o respeito. A verdade é que os trabalhadores das universidades estão no limite, assim como tantos trabalhadores de tantas como assim como o trabalhador em geral, né? aqui a luta pela redução da jornada de trabalho, quando a sede moral perpassa um conjunto de instituições e também a universidade pública, os trabalhadores estão nessa luta e também os estudantes estão em luta porque teve uma uma situação que foi a aprovação das cotas raciais do vestibular indígena e das cotas das cotas trans. Mudou, né, a aprovação dessas cotas mudou a cara da universidade. Eu tenho, eu sou servidora da Unicamp e eu sou estudante. E eu tenho muitos colegas negros, muitos trabalhadores que trabalham comigo são negros, são pobres, são filhos, são trabalhadores. Mas há alguns anos atrás a gente não via que os filhos daqueles que trabalham na universidade conseguiam chegar na universidade e fazer um curso pelas condições econômicas. As cotas mudam essa realidade. A universidade tá mais diversa. Hoje o filho do trabalhador tem mais chance de chegar à universidade. Só que não basta chegar, é preciso se manter. E para se manter precisa de moradia estudantil, precisa de bandejão e precisa de bolsa. O que os estudantes estão revindicando é permanência, é ter permanência estudantil. Conforme o documento, muitos alunos interrompem a graduação por dificuldades financeiras. Segundo a vereadora, o custo do aluguel compromete a permanência no ensino superior. Quando o estudante faz estágio, o que é obrigatório, todo estudante que vai fazer um curso, ele é obrigatório para se formar, que faça o estágio. Quando ele vai fazer o estágio, ele automaticamente perde a bolsa. Então, o que tá acontecendo é que tantos e tantos estudantes chegam no final do curso, estão na etapa do estágio, o estágio paga muito menos, que não dá condição da moradia e aí quando chega no final do curso, ele não consegue terminar o curso porque ele não tem como pagar um aluguel, que é um aluguel caríssimo e que também pressiona muito pelo aumento do aluguel em geral. As moções reforçam apoio à mobilização dos alunos, defendem diálogos sem repressão e cobram transparência nos projetos e investimentos da moradia acadêmica. Eu quero dizer aqui todo apoio à luta dos estudantes, todo apoio à luta em defesa da universidade pública, que é um patrimônio do povo brasileiro, e que esse patrimônio seja dos trabalhadores. Iso.