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Uma parceria internacional está levando a música da periferia de Campinas para o outro lado do mundo. Representantes do Instituto Anelo embarcam para a China em um intercâmbio cultural com uma das escolas de música mais prestigiadas do planeta, a Julia Art School. Alguns anos atrás, a gente conheceu um parceiro que inclusive é um dos apoiadores financeiros dessa dessa viagem, que é o Stanley Ting. Eh, o Stanley ele tem um amigo que faz parte do conselho da Juliard de na China, né? A Juliard tem um campus em Nova York e esse campus novo na China. Eh, e ele fez a ponte entre a gente e esse e essa instituição, né, através do Rob Ross, que é o a pessoa que faz a agenda, tudo mais, faz a gestão daquele daquele espaço, né? E essa não é a primeira vez que o instituto vive essa experiência. Depois da viagem do ano passado, a iniciativa mostra que a parceria continua rendendo frutos. Aí no ano passado, a gente já foi para lá a primeira vez. Nessa primeira visita, a gente passou alguns dias observando a sala de aula, entendendo como é que é o cotidiano deles. Eh, e aí também a gente teve a oportunidade de tocar e ensinar pros alunos deles, né, que foi muito, muito interessante. E, e foi essa visita que abriu as portas para essa segunda segundo retorno. Agora, de acordo com o coordenador de educação musical, essa nova experiência será fundamental para o desenvolvimento pedagógico da instituição. a gente dividiu em três grandes objetivos. Um deles é o pedagógico. Eh, esse objetivo pedagógico tem eh, bom, a principal o principal maneira que a gente quer fazer isso é fazer olhar para como eles fazem as coisas, como eles organizam as salas e tentar entender como a gente com a nossa realidade pode se pode se aproximar disso, né? Então isso tanto na Juliard quanto também na nas escolas em que a gente vai com que a gente tem parceria, né? que a gente vai visitar. A ideia é ir nesses lugares, observar, entender e também eh levar um pouco da reestruturação que a gente tá planejando para 2027, eh levar para eles e e tentar fazer o benchmark, né? Mostrar para eles e ver qual é a opinião deles dessa reestruturação, como eles olham para isso baseado na realidade que eles têm hoje lá nas escolas deles, né? Isso. Tô falando tanto na Juliot, quanto no Conservatório de Tiandin que a gente vai visitar, quanto na Canadia International School e na Wellington College, que são outras instituições de ensino que a gente vai que a gente vai visitar e trocar, né? Lucas destaca ainda que todo conhecimento adquirido deve ser aplicado em um novo projeto que pretende transformar o modelo de ensino do Instituto Anelo a partir de 2027. O que a gente tem observado é que a nossa comunidade tem tanta sede e tanta eh e tanto talento, né, que muitos dos nossos alunos querem dar o próximo passo, mas o que a gente oferece hoje não tem sido uma plataforma forte o suficiente para levá-los para essa próxima etapa, né? Seja fazer uma faculdade de música, seja eh frequentar um conservatório dos grandes conservatórios da região, ou seja ser se tornar um bom amador, alguém que toca na sua comunidade eh com grande qualidade, né? Então esse próximo passo, eh, e para dar esse próximo passo, eles precisam de uma plataforma mais estruturada. E é isso que a gente tá tentando descobrir como fazer. Além de aprender, a proposta dos representantes é também apresentar um pouco da identidade brasileira para os chineses. Dentre todas as coisas que a gente vai fazer, a gente vai e tocar muita música brasileira, eu e a Júlia Toledo, que é a cantora que vai comigo, que é a nossa professora de coral. A gente preparou um concerto com aí quase 30 músicas de do repertório brasileiro que vai desde o chorinho, passando até por alguns temas de Vila Lobos, mas também bastante bossa nova, alguns sambas. a gente vai levar um pouco dessa cultura, que é algo que eles têm muita sede. Tanto que quando a gente aplicou para tocar na casa de jazz, eh, assim, algumas gravações da gente tocando música brasileira foi suficiente para eles fecharem a data com a gente. Eh, a gente também vai oferecer em uma das escolas a experiência de uma espécie de escola de samba, né? a gente vai pegar os instrumentos que eles têm na escola, eh, e fazer alguns ritmos brasileiros, não só o samba, mas pensando nessa ideia, né, de ritmos e instrumentos graves, médios e agudos, como é que a gente consegue aproveitar o que a gente já tem aqui nessa nessas escolas de percussão para para levar para lá. Também a gente vai fazer um com alguma com uma banda de uma das escolas, a gente vai tocar alguns temas brasileiros, eles já tocam alguns temas brasileiros, a gente vai tocar outros, ensinar outros temas para eles. Eh, e aí pros alunos que aprendem português nessa universidade chinesa, a gente pegou os fonemas que são mais complexos para para quem fala chinês eh aprender, né? Os fonemas portugueses que são mais complexos. E a gente fez alguns exercícios e vai levar algumas canções para ensinar eles no formato mais de coral, né? uma atividade bem focada com esse objetivo de desenvolver fonemas, essa musculatura do fonema, coisa e tal.