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A fonoterapia nos primeiros dias de vida pode fazer toda a diferença no desenvolvimento de crianças com síndrome de Dal. Mais do que ajudar na fala, o tratamento é essencial para funções básicas, como a alimentação. Os bebês com síndrome de D, eles têm a hipotonia como uma condição. Mesmo que a gente saiba que a síndrome de Dal não é uma doença, a gente precisa fazer o tratamento precoce, porque a gente precisa ter um olhar diferenciado pro desenvolvimento. E uma criança que começa o desenvolvimento e começa a fazer essas estimulações antes, propicia uma melhora nesse desenvolvimento global. De acordo com a fonoaudióloga, bebês com trissomia do cromossomo 21 costumam apresentar hipotonia muscular, que é a diminuição do tôus, ou seja, da contração natural dos músculos em repouso, que afeta também a região da boca. A hipotonia, ela é como se os músculos estivessem fracos, né? Então, não só da boca, mas do corpo inteiro. Então, por isso que é importante a junção de fono com físio, porque a fono vai trabalhar todas as questões oraisonia, ao tôus. Imagina que é uma academia para esse bebê, porque ele precisa ter o tôus tanto na boquinha e a fís vai cuidar do restante do corpinho. Sem o cuidado adequado, esses desafios podem comprometer o desenvolvimento da criança. A gente vê uma prevalência de disfagia nos bebês com síndrome de Dal por conta do tônus reduzido. Então o bebê ele engasga com frequência, não consegue evoluir na textura, é um bebê que tem dificuldade em deglutir uma quantidade maior de alimento ou água também, muita tosse após a refeição. Então são pontos de alerta que a gente precisa ter uma atenção especial para que esse bebê tenha uma qualidade de vida. Porque se a gente tá falando de alimentação, o bebê não se alimenta bem, a gente coloca em risco a vida do bebê. E como é feito esse acompanhamento assim na prática? é feito junto com a família para eles continuarem esse tratamento também em casa. Sim, a fono sozinha não faz milagre. Eu brinco que eu preciso muito mais do apoio da família do que da criança. Então, com a criança a gente faz o estímulo mediante o que aquela criança precisa. Então, se é um bebê que tem uma hipotonia mais grave, a gente precisa de mais sessões durante a semana. Mas à medida que vai evoluindo, a gente pode diminuir as sessões. Só que a família tem um papel super importante, porque se a família em casa não consegue realizar as orientações, os exercícios, as recomendações, daí fica um pouco difícil a evolução. Então, os bebês que a gente tem, ã, os pais que colaboram com a terapia, a gente vê uma evolução assim absurda em comparação com os pais que somente tem algum tratamento do bebê em terapia. Juliane Roma é mãe da pequena Alana, que nasceu com síndrome de Dal e cardiopatia congênita, e precisou se alimentar por sonda nasogástrica nos primeiros meses de vida. Nós descobrimos tudo durante o período da gestação. Foi um período até difícil assim para nós, até a gente entender como é que tava, como é que funcionava todas essas questões e termos informações até concretas a respeito de todas as condições que ela tinha. Eh, quando a Lana nasceu, ela precisou ficar internada durante alguns dias por causa da da cardiopatia que ela tinha, até a gente conseguir incluir as medicações. E quando nós saímos do hospital, nós recebemos orientação de procurar uma profissional em fono para dar continuidade à questão da da amamentação. A Lana, devido ao fato de ter hipotonia e cardiopatia, é, ela tinha uma disfagia que era um pouquinho severa, até ela não conseguia mamar. E foi quando nós encontramos a Maira através do Instagram, foi assim um presente de Deus para nós, porque a Maira é uma excelente profissional. Nós conseguimos ver o trabalho dela através das redes sociais e nós marcamos uma consulta. De acordo com a mãe, dar atenção à alimentação nos primeiros dias de vida também é uma forma de inclusão e cuidado. Os nossos filhos, eles são muito importantes para nós e eu acredito muito que quando a gente une o conhecimento ao apoio profissional, nós vamos conseguir uma excelente evolução na nossa criança. A síndrome de Dal, ela não é um bicho de sete cabeças, ela é sim uma deficiência, uma deficiência intelectual. Eh, é uma condição genética que não traz eh embora traga alguns desafios paraa criança, a criança ela vai se desenvolver diante do amor, da dedicação e do carinho com que nós tratarmos. E a equipe multidisciplinar, ela é muito importante.