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A iniciativa foi do vereador Herbert Ganém. A homenagem Vozes que conectam 2025 deu reconhecimento e visibilidade aos pais e mães atípicos, profissionais da área do transtorno do espectro autista e a todos que apoiam a causa. As pessoas acham que é o mar de rosas, mas não é. Quem enfrenta tem muita dificuldade. Então é isso. A gente precisa abraçar as famílias. com eh com os com os projetos de lei, com os recursos, né, para que a família possa eh, né, ter forças para lutar, que não é fácil. O médico psiquiatra César de Moraes fez uma provocação ao estado e relatou as dificuldades existentes. Bem-vindo ao mundo das contradições, onde crianças que não falam em muitos momentos tem as melhores mães que vocês podam possam conhecer no mundo. Bem-vindo à contradição onde 2.4 milhões de crianças hoje no Brasil precisam de diagnóstico precoce e que tem um diagnóstico só por volta de 8 anos de idade e que perdem toda a janela terapêutica possível de tratamento e a chance de ter vida adulto independente cai de para 2%. Bem-vindo ao mundo da contradição, onde tudo que é feito num país que a gente tenta lutar e construir da melhor forma possível é feito por pais. A gente sabe que a a pra gente ter efetivamente as políticas públicas necessárias, né, como tão bem colocou o Dr. César, eh exige visibilidade, né? A gente, a gente sabe que a sociedade ela tem uma série de desafios, mas os desafios só são eh alcançados ou pelo menos enfrentados por parte do poder público quando eles ganham visibilidade. Yuricapelato, psicólogo, criticou uma romantização do autismo que, na visão dele, tem acontecido, de uma família que sofre, de uma família que batalha dia a dia e engole muitas vezes para si esse sofrimento, porque carrega culpas, carrega cobranças e medos. E isso acontece porque quando a gente pensa na maternidade e na paternidade, existe um desejo, existe um sonho. Então essa mãe quando tá grávida, ela já tá imaginando a vida inteira dessa criança. Ela imaginou essa criança nascendo, ela pegando no colo. Imaginou essa criança olhando de volta e dando um sorriso social de volta. Imaginou essa criança aprendendo a andar, aprendendo a falar, chamar de mamãe, dar abraço, ir na escola, aprender a ler, escrever, aprender a ir na casa dos amiguinhos, participar de festas, formaturas, e de repente você já sonhou até com o trabalho do seu filho. E quando nasce todos esses sonhos tão à tona e quando a gente dá um diagnóstico vem um medo muito grande, porque de repente essa mãe percebe que essa criança já não sorri de volta. percebe que essa criança não corresponde ao que ela imaginava.