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Resistir às mudanças da cidade não é tarefa simples. E mesmo com muito bom gosto, é preciso som na caixa para manter viva a cultura do centro. A música surge na vida das pessoas eh desde que nascem, né? E você acaba escutando com pai, mãe, tios, vizinhos, a, né? É meio que natural isso. Em em determinado momento você começa a a ter uma apetidão, a sei lá, de repente gostar mais, começa a querer eh ter o material, né, do do artista, das bandas que você gosta. E aquilo ali, assim, consciente ou inconscientemente, você vai levando, vai levando, de repente você se vê com vários discos, eh, conhecendo mais sobre os artistas. Nas prateleiras, os estilos são diversos e com inúmeros cantores e bandas, mas sempre pela valorização da música. O mais legal que eu abri uma loja Riva Rock Discos na época que o CD tava dominando e eu abri o Riva Rock Discos por isso. Esse eu comecei um revanchismo que com o tempo viria mudar porque hoje em dia eu falo bem de CD, mas na época como o CD tava colocando o vinil como é supérfo, uma uma mídia morta, então eu abri uma loja para enfrentar isso. Então eu eu abri uma loja com mais LPS e com menos CDs. Então eu fui levando minha coleção pra loja aí, né? E e tudo que que tava acontecendo naquele momento em termos de música, eu deixei para depois. Eu eu eu procurei eh ter aquilo que eu ouvia muito, que era o rock 60, 70, o Revimento Metal. O rock surgiu no subúrbio dos Estados Unidos na década de 40. Depois de 10 anos, veio para o Brasil e começou a ganhar o mundo. Mas foi na década de 2000, ou melhor no ano 2000, que a Riva Rock se instalou pelo centro da cidade e hoje é a guardiã dessa cultura no centro de Campinas. E como Nitzia, sem música a vida seria um erro. No primeiro momento eu abri a loja Riva Rock mesmo. Então tinha rock, esses estilos que eu te falei, alguma coisa ou outra de de de blues, de funk rock, tipo funkad, parliament, James Brow. Mas assim, eu abri a loja é baseado no meu gosto mesmo, no que eu via e e no que eu achava que as pessoas deviam ouvir, né? Foi, foi mais ou menos isso. Depois, claro, a gente também, né, o o como diria o meu pior, o novo sempre vem, né? Então, eu fui me adaptando o os novos, né, que hoje já tem quase 30 anos, né, são as bandas que começaram a surgir no começo dos dos anos 2000. De portas abertas há tanto tempo, a Riva Rock vai além da venda de músicas. A gente procurou divulgar os protagonizadores, né, as pessoas que foram eh os alicerces, né, de diversos estilos de música. Isso aí a gente tanto no jazz, no blues, no rock 70, 60, 50, no metal, na música brasileira, até assim em tudo. A gente sempre procurou divulgar a a os alicerces. A loja ela sempre eh assim, ela sempre quis divulgar eh as pessoas, os o as o os estilos, quem criou os estilos, quem criou os fraseados, quem que inventou aquele acorde, assim, quem que, né, quem que quem que misturou a música clássica com música negra afro americana e resultou nisso. É, é um lance meio de Sim, sem o Black Saba não teria várias bandas de metal. É, é mais ou menos isso, né? Um espaço como este transcendem as caixas de sons, permanece na região central por tantos anos e ainda aguarda a cultura da música da cidade. A música salvou o Brasil, né, nos seus diversos eh movimentos durante o século XX, né, falando do século XX, porque estamos no começo desses. Então, e uma forma também de ser de é uma experiência também, né? Você fica mais experiente e você agrega mais também, né? Porque a mesma pessoa que consome blues, que consome rock, pode consumir música brasileira, pode consumir rap. É como Nelson Calvaquinho falou, a cada um sente a música no seu coração do seu jeito, né? Então isso aí eu gostei muito de ter feito isso, ainda ampliei depois com o jazz também, que o jazz também eu criei uma ala aqui para ele e estudei bastante e eu acho que ficou completo blues, o jazz, a música brasileira e o rock geral assim. E e hoje é sua bem natural, apesar de ser Riva Rock, todo mundo sabe que é é tão normal você comprar um uma LP do do secos Molhados ou do Bezerro, do Jorge Ben aqui ou como comprar um disco de metal, um disco do Sabá, um disco do Aerom, do metálico assim. É rola, rola essa vibe aqui. A gente é é assim, por causa da nossa trajetória, a gente vira um ponto onde as pessoas vêm. Então as pessoas vêm especificamente na loja, eu junto com meus colegas, né, dos CEO, assim, nós somos os guardiões da cultura. A gente sabe que é porque faz, é consciente isso aí. A gente sabe o que tá fazendo aqui. [Música] [Aplausos] [Música]