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A Frente Parlamentar, em defesa do hip hop e da juventude periférica da Câmara Municipal de Campinas, encerrou o ano de 2025 com saldo positivo e avanços importantes nas discussões. A vereadora Guida Calisto, que preside o colegiado, destaca que a principal preocupação é a vida do jovem da periferia, que enfrenta diariamente a violência, o preconceito e a escassez de oportunidades. Essa frente parlamentar é uma frente que se se dispõe a discutir esses temas, o quanto a nossa juventude periférica precisa desse apoio. E a cultura é um espaço importantíssimo pra gente poder garantir que a gente não perca os nossos jovens. Nesse sentido, nós apresentamos também um projeto que chama Conexões Periféricas, que é um que é um projeto que pauta aí a gente poder fortalecer, formar grupos de hip hop, apoiar principalmente em questões de documentação, de formação de associação, né, de núcleos artísticos, para que eles possam, inclusive poder contratar com a administração pública. Porque veja, eh, os nossos jovens, a população pobre que não tem sequer informação, ela tá tão excluída, ela tá tão afastada que ela acha que é um bicho de sete cabeça. Então, o nosso mandato tem esse esse projeto das conexões periféricas para poder apoiar, dar suporte à nossa juventude, que tem possibilidade sim de fazer arte, de fazer cultura, de sobreviver a partir da arte e da cultura e potencializar os nossos territórios. Ao longo de 2025, o grupo debateu propostas de políticas públicas voltadas à formação de artistas urbanos, a democratização do acesso aos equipamentos culturais e ao fortalecimento da cultura de rua como instrumento de cidadania e transformação social. Então o que que acontece? A nossa juventude, ela produz muita cultura. Ela ela está nos territórios, produzindo cultura, dialogando com a comunidade. Se a gente não der oportunidade para isso, eles serão alvo fáceis do tráfico, né, do crime que a gente não quer que seja. A gente não quer que os nossos jovens morram nessa nessa condição. O jovem brasileiro hoje, ele é vítima dessa violência urbana, mas ele também é vítima da violência de estado, né? Quando a polícia chega, muitas vezes a gente fala que tem comunidades, que tem territórios, que não, o serviço público não existe ali e não existe ali. O único serviço público que tem é a polícia chegando, né, com a sua com toda a sua letalidade policial, com toda a sua violência naqueles territórios, porque são territórios ocupados por jovens negros, pretos, periféricos, né? Enfim. A vereadora também destacou a presença de um parlamentar do Paraná que veio da periferia e hoje atua como deputado estadual. Para ela, um exemplo concreto de superação e participação política. É um jovem periférico, negro, enfim, que apoia muita juventude no seu estado. A gente trouxe Renato para cá para discutir sobre isso. E o Renato fala que o hip hop salvou a vida dele, inclusive para que ele não fosse para caminhos tortos. Aí, então, nesse sentido, a gente também, eu valorizo muito a frente parlamentar da da conexão, frente parlamentar do hip hop e da juventude periférica. Ao encerrar os trabalhos de 2025, a Frente Parlamentar reafirmou o compromisso com jovens da periferia e com o hip hop. É uma bandeira que eu defendo, porque a juventude brasileira, os jovens negros, os trabalhadores e periféricos, a juventude pobre que mora, né, nos territórios, nas comunidades, nas favelas, eles são excluídos, né, do processo e de direitos do nosso país. Isso.