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A reunião colocou em pauta as novas diretrizes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicadas neste ano. As mudanças ampliam o cultivo no Brasil e flexibilizam o acesso a medicamentos. Para a Paula Miguel, presidente da Frente Parlamentar, as atualizações representam um avanço importante para pacientes e profissionais da área, mas ainda há desafios para garantir que esse acesso chegue de forma mais ampla à população. a Anvisa, né, ela trouxe, ela provou uma nova resolução e que passa por regulamentar a produção e a manipulação dos medicamentos à base de cannabis para fins medicinais do país. E essa decisão, ela representou um passo relevante rumo à democratização do acesso, que é uma das nossas principais lutas aqui no município, né? E tem aberto caminhos paraa produção nacional, né? Para que isso seja, regularizada, descriminalizada, que é o ponto mais importante aqui. As novas regras também foram detalhadas por representantes da própria Anvisa. O órgão reforça que o processo de regulamentação está em andamento e ainda deve avançar. A gente conseguiu em janeiro fazer a edição das três eh resoluções, além da alteração da portaria 344 para excepcionalidades aí desse plantil, dessa planta. Estamos em vias da preparação tanto administrativa como no diálogo com os atores do governo, das outras esferas, da sociedade civil, pra gente começar a a avançar. As normas estão no período de vacáilo, ainda não entraram em vigência, entrarão em vigência no mês de agosto, mas o trabalho aqui não para. A gente tem nos reunido com universidades, com pesquisadores, com visitado associações e tentado construir os elementos necessários paraa implementação dessas importantes normas que completam o ciclo produtivo de produtos, medicamentos e insumos farmacêuticos a partir dessa planta. Para entidades do setor, um dos principais desafios ainda está na formação dos profissionais de saúde. Tem um problema na medicina que que os médicos não conhecem, porque o sistema endocanabinoide ele não é matéria obrigatória nos cursos de medicina ainda. Então, é como se fosse um sistema endócrino, um sistema digestivo. [roncando] Eh, é um sistema do corpo humano. Infelizmente os médicos estão desatualizados e poucos deles se interessam em se atualizar ou se preocupam com isso, né? Então esse essa barreira, [limpando a garganta] eu acho que um dos principais pontos que a gente tem que lutar e trabalhar é justamente para eles serem obrigados a estudar isso. Hoje tem algumas faculdades que tem como matéria optativa, mas ainda acho que seria uma matéria obrigatória, porque é um sistema do corpo humano. Então eh cabe ao CFM ou aos conselhos, né, se atualizarem e se exatamente, mas se empenharem em colocar isso no currículo, né? A vereadora destaca a importância do avanço das políticas públicas relacionadas à cannabis medicinal e defende a ampliação do debate e do acesso seguro aos tratamentos no Brasil. Mas o Brasil ainda, né, não está na vanguarda do setor, né? tem diversos países, né, como Canadá, Alemanha, Suíça, o a grande referência que é o Uruguai, que já avançaram tanto na regulamentação quanto no desenvolvimento econômico ligado a cannabis, né? Então, eu acho que eh existem inúmeros desafios ainda, né? entre eles os impactos históricos da política de guerras drogas, que dificultou principalmente a pesquisa, né, e o estigma social, a ampliação das formas terapêuticas, incluindo produtos fullpectro, como a gente trouxe aqui, o fato de que o autocultivo não foi incluído na regulamentação, né? Então são inúmeros desafios que a gente tem que lutar e avançar.