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A Frente Parlamentar pela cannabis medicinal e canha industrial da Câmara Municipal de Campinas, presidida pela vereadora Paola Miguel, focou os trabalhos em 2025 no estudo e no acompanhamento das legislações e as políticas públicas nacionais e internacionais referente à temática, bem como a continuidade dos trabalhos da frente de mesmo nome e teor encerrada na última legislatura pela parlamentar. A gente vê um passo muito importante da Anvisa, né? Então, teve a liberação de plantil paraa Embrapa, tanto para cannabis medicinal, eh, ser produzida, estudada, mas também teve um processo de estudo a partir da medicina veterinária. Então, isso é um grande avanço pro pro debate, né? A gente vê que, por exemplo, Ribeirão Pires tem uma clínica eh pública municipal de canabis medicinal que faz atendimento para as pessoas. a gente vê diversas associações, né, que tiveram inclusive ataques nas redes sociais que foram ali, né, mesmo com AAS Corpus e toda a questão, eh, com toda a legalização que elas já tinham na no seu processo, elas tiveram o seu material destruído. Então, a gente vê que o que o debate, né, da da cannabis medicinal, ela tá indo para dois caminhos muito distintos. um que é o do governo de entender que muitas pessoas acabam acessando o medicamento e precisam do medicamento, que a gente precisa democratizar o acesso, que é justamente a nossa luta. E um outro é um processo de repressão para que somente as grandes farmacêuticas tenham acesso e as associações fiquem fora disso. Apesar das políticas de regulamentação e incentivo à pesquisa sobre a cannabis, o acesso à terapia ainda é excludente. O alto custo dos medicamentos e os entraves jurídicos criam um gargalo que impede a chegada do tratamento a quem mais precisa. Segundo a vereadora, reverter esse cenário é uma das lutas da Frente Parlamentar. O que a gente sabe é que a canise medicinal ela salva e muda muito a vida de pessoas de diversas patologias, né, como eh Parkon, alguns eh alguns sintomas do espectro aut sintomas do espectro autista, eh pras eh escleroses, para pras epilepsias, para dores crônicas. Então essa população necessita dessa da urgência de ter acesso a um medicamento que seja cada vez mais acessível, porque ele é vendido na farmácia hoje, a dificuldade tá no preço e também que a nossa luta aqui na na Frente Parlamentar é na desmistificação. O que fazer quando chega uma pessoa no posto de saúde que ela já utiliza o medicamento, né, e agora ela precisa ter acompanhamento para alguma outra coisa, né, eh, que já faz utilização, por exemplo, paraa Parkson, como que a gente pode pensar, né, como que é essa interação, por exemplo, com remédio de pressão alta, de diabetes? hoje não há uma formação, né, dos nossos profissionais para conseguir fazer eh justamente esse vínculo. Então, eh essa é uma das coisas que a gente tem trazido, né, aqui para desmistificar e, principalmente diminuir o preconceito com relação a um medicamento que tem mudado a realidade de muitas pessoas. Paola também comentou sobre os desafios enfrentados pelo grupo de trabalho. Nosso principal desafio é chegar na área da saúde hoje, porque muitos eh profissionais tem muitas resistências a fazer novas formações, né? Eh, de qualquer qualquer outra área que não seja a canabis, então tem uma resistência com relação a isso. A gente sabe que muitas vezes os nossos servidores públicos estão sobrecarregados, então você ter mais uma formação sobre isso, né? É sobre a utilização, né, do medicinal pro recreativo, a gente faz esse debate de forma constante, né, das diferenças que são, né, e a diferença que que tem na regulamentação. Eh, mas um ponto muito importante, a gente precisa diminuir o preconceito e a única pessoa que vai saber qual que é a dosagem, qual que é a melhor forma, o horário, né, é um profissional que tenha estudado para isso. Então ele que pode falar, né, se você se o medicamento é em gotas ou então é alguma outra forma de utilização, porque tem alguns casos, né, de epilepsias, que você consegue reduzir de forma significativa as crises, mas que você não consegue zerar as crises. E nesse caso, né, tem vários estudos que trazem que como se fosse uma bombinha de asma, né, que aí a absorvição seria mais rápida. Mas a única pessoa que consegue falar isso, né, de qual que é a melhor forma, o melhor horário, o melhor método de utilização, né, são os profissionais que tiverem, né, a qualificação para poder prescrever, acompanhar e, principalmente não ter o preconceito sobre isso. S.