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Um dia para os alunos do ensino médio do colégio culto à Ciência viver e entender as especificidades da população negra em oficinas, palestras e atividades como a trança, ritmos como o hip hop, [música] o funk, rodas de conversa e outras ações. É o primeiro festival Negritude em Foco, que na semana da consciência negra encerra a trilha antiracista. é uma culminância, né, de toda a trilha antirracista que a gente desenvolve aqui na escola, que é algo que pertence ao currículo, né? Então, existe uma legislação desde 2003 que obriga o ensino eh de literatura, de cultura afro brasileira e africana nas escolas, né? A gente ainda vê que isso é muito falho, mas aqui no culto ciência a gente procura fazer esse desenvolvimento da trilha antirracista o ano todo. Dentro do programa de ensino integral, o Pay, a gente tem que fazer eletivas conjuntas com outros professores, juntei com Sheik e nisso a gente conseguiu fazer uma eletiva de 40 alunos que apoiaram e abraçaram essa ideia. Princípio a gente pensa no nos povos negros e pensa sempre em racismo. A nossa ideia era ampliar, tá? E como é que é o negro no mercado de trabalho, como você mesmo disse, né? Como é que é o negro, por exemplo, no no ensino superior, como é que é o negro na Unicamp? Quais são as formas de ingresso? Quais são as formas de permanecer lá dentro? Então, a nossa ideia era ampliar a visão do aluno para que ele possa conhecer o todo, para que ele possa entender que o mundo é muito mais e é muito além do racismo que ele possa vir a sofrer. Bem diferente dos algoritmos conhecidos na internet, aqui a sabedoria ancestral de um tempo em que os penteados traziam padrões complexos e propositais de trançado de cabelo usados por mulheres africanas escravizadas como uma forma de comunicação secreta e resistência. Eles eram métodos engenhosos de transmitir informações vitais [música] sobre localização de quilombos e que poderiam ter em cada parte do cabelo a semente da esperança [música] de uma nova vida longe do açoite. Acho que é importante a gente dizer para esse mundo hoje todo conturbado que o algoritmo ele começa há 1500 anos atrás através da linguagem das tranças que muitos não conhecem e precisam conhecer. Ela é uma história milenar e a gente precisa transpassar isso, né, para nossos jovens, para as crianças que estão vindo aí, que não tem noção que hoje que usa a trança, o que é o significado das tranças. Geralmente quem usa trança acha que é porque tem um cabelo crespo, né? Tem um problema de identidade, de autoestima. E não, já foi, isso é no passado. Agora nós estamos reconhecendo nossos cabelos crescos. Nós estamos reconhecendo que a trança é fundamental e que ela é muito mais do que uma estética. E precisamos dialogar com a juventude que está aí, está disposta, está na internet e é muito mais fácil disseminar informação eem conhecimentos. E ela foi fazendo a trança e foi explicando o que significava, como você já conhecia ou foi tudo surpresa? Eu já gostava muito de trança, eu gosto de fazer umas tranças mais simples assim, mas é muito legal ter a sensação de alguém fazendo e você e conhecer realmente a história, né, que é uma força histórica. real tem toda uma história por trás, uma força, né? Vários povos que já tinham esse hábito de fazer. Então é muito interessante a gente saber o real significado das coisas, que não é só uma coisa, não é só apenas uma estética, né? Ela tem todo um contexto cultural por trás. 43.3% 3% dos alunos se autodeclaram como pretos ou partos. Foi o pontapé inicial para essa trilha antirracista que hoje culmina com esse primeiro festival, trazendo aí uma compreensão maior sobre as desigualdades sociais e também a busca pela identidade. O censo escolar foi aplicado nas 14 salas de aula da unidade escolar. Nele, dos 508 alunos que responderam à pesquisa, 271 se declararam brancos, o que representa 53.3% do total. São 168 pardos, 52 pretos, 12 amarelos e cinco indígenas. Com essa diversidade, cada atividade mostra que é importante conhecer os elementos das diversas culturas que contribuem [música] para a construção do país. Pensar um pouquinho que a consciência negra nas escolas, ela sempre traz uma visão muito estereotipada do negro. Então, são vivências, culturas muito estereotipadas que são representadas durante essas exposições em escola. com em conversa com o Sheikel, a gente pensou: "E se a gente trouxesse pessoas pretas, negras, indígenas para falar um pouquinho sobre a vivência delas?" Porque para não estereotipar é melhor ouvir. Então, para aprender com essas vivências e essas potências outras, assim, a gente pensou em em trazer esse festival mesmo. Como para você é importante que a escola tenha ações como esta? Eu acho que é bom porque incentiva alunos eh que têm inseguranças às vezes com coisas, com com eh vergonha. E esses eventos são bons também para expressar um pouco da arte negra, o que a arte negra representa. E eu acho que esse evento é traz uma uma visibilidade maior pra escola. E eu acho muito bom por esse motivo. E eu que fiz lá o break dance, eu vi que ele exelava na gente uma cultura, zelava que a gente tinha que dançar, se expressar e eu achei isso muito bom. Tá sendo muito incrível, ainda mais fazer parte da da produção desse evento. Eu acho que é muito importante a gente trabalhar esses assuntos na escola para as pessoas terem dimensão do tamanho dessa cultura e ressignificar as coisas, apresentar para eles um lado que a maioria não conhece e ter essas experiências legais diferentes e trazer essa vivência da cultura negra também pra escola, para esse ambiente seguro, é algo bem interessante, não é fundamental, né? Isso a gente precisa trazer, né, essa cultura negra, trazer essa trilha, no caso que a gente tá trabalhando aqui, que é a trilha antracismo. Isso é muito importante, né, pr pra gente trazer pra escola e vivenciar tudo isso aqui, eles vivenciarem, né, tudo, principalmente porque a gente tem uma maioria branca aqui na escola, né? Então a gente tem que realmente vivenciar tudo isso. Há essa essa necessidade do branco também se entender como branco. Ele também faz parte, é também uma raça, né? Ele precisa se compreender neste mundo. Então essas palestras não são só para os alunos pretos e pardos, são também para os brancos, porque quando você olha para si, você entende o seu local no mundo, você consegue compreender o outro também, né? Que esse evento ele não morra aqui, que ele seja realmente uma semente que estamos plantando para que no futuro possamos colher grandes eventos.