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O evento Esporte, as quadras e suas periferias foi realizado na Unicamp e contou com palestras de profissionais da área. É um evento muito bacana. Eu tô muito honrada de participar do evento, representando aqui a rede municipal de ensino de Campinas. E falar sobre o esporte que acontece na escola é sempre um prazer, né? A gente tem aí no esporte um um tema importantíssimo pro desenvolvimento integral das crianças e e o tema desse fórum é o esporte e as quadras da periferia. Então, quando a gente pensa em periferia de de um jeito simbólico, é trazer esse esporte da da margem da sociedade, o esporte que acontece lá na escola pro centro, né? E e a gente tem feito isso na rede na rede municipal através dos jogos escolares, que é o GEN. A gente tem dado visibilidade para isso. A gente tem a gente tá na 17ª edição dos Jogos Escolares e envolvem todas as escolas de Campinas da rede municipal. E e a e eu venho aqui hoje trazer essa experiência e mostrar que é possível a gente valorizar o esporte que acontece na escola. O esporte ocupa espaço privilegiado na vida pública. Primeiro que a gente não pode pensar numa única periferia, mas em periferias, né? Não apenas a questão da periferia no seu sentido de às vezes carência, mas uma periferia que constrói sentidos, constrói sentidos pelas suas práticas cotidianas, constrói sentido pel esses agentes que vivem esse dia a dia, né? E aqui a periferia é pensar também, não, como eu disse, num espaço geográfico, mas num espaço de construção de significados não hegemônicos que fazem a resistência acontecer. O fórum tem como público alvo pessoas ligadas ao esporte. A gente sabe que muitas vezes em aulas de educação física na escola as meninas são maioria entre aquelas que não fazem a aula, que ficam ali as margens, né? Então o que que seriam estratégias de trazer esse público também para dentro do esporte, né? também um esporte praticado por outros corpos, né? Corpos de pessoas transexuais, corpos, né, talvez também de pessoas com deficiências, corpos obesos que também podem praticar esporte. Então, um pouco nesse sentido de trazer pra universidade que é um berço da produção científica e da formação profissional, essas outras práticas esportivas. Estudantes de educação física reforçam que o evento é importante para a profissão. A gente tá vendo muito sobre a temática das quadras de suas periferias. Eu acho importante pra gente na educação física para ver além das escolas e além dos lugares que a gente vê mais eh fácil a nossa atuação. Eu acho que a nossa atuação vai muito além disso e a gente vê muitas ONGs em muitos lugares que fazem trabalhos voluntários além desses lugares que a gente tava comentando mais eh dos centros periféricos, dos centros das cidades. Então acho muito importante isso. A gente faz parte do Petf, né, o grupo aqui da Unicamp. E a gente faz um trabalho que chama Crescer Jogando numa escola ali do bairro São Marcos. E aí a gente trabalha com diversos esportes, então a gente dá aula eh pra pro quinto ano, né? Pro quinto ano. Então a gente consegue eh a partir eh dos estudos que a gente teve ver essas diferenciações de gênero, ver as questões de preconceito que muitas vezes são enraizadas. Então a gente com esse trabalho, a gente consegue quebrar um pouco essas barreiras e eh inserir o esporte de uma maneira não só prática, mas social também.