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A cidade de Campinas implementa políticas públicas antiracistas em diversas áreas e engloba os municípios da região metropolitana que assinaram o pacto das cidades antiracistas, reafirmando o compromisso de manter as ações para combater a desigualdade racial e fortalecer a igualdade de oportunidades. A cidade conta com órgãos públicos que prestam serviços para a população afrodescendente, como a Coordenadoria Departamental de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial e o Conselho de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra de Campinas. o papel do conselho, além das fiscalizações, né, de fiscalizar, eh, de propor ações, né, de proporções, de, é, uma forma que a comunidade, a população, né, a sociedade civil tem para poder eh solicitar os direitos que que é da população. Embora os órgãos estejam empenhados com as construções de medidas, o sucesso e o resultado efetivo dos programas dependem da parceria da sociedade, do poder público. Nós temos as reuniões do conselho, né, e dentro das reuniões vão chegando as demandas da população. Então, como o conselho ele é composto pela sociedade civil e pelo poder público, a sociedade civil demanda, traz, né, vamos supor, se for uma denúncia, se for uma sugestão de atividades, por exemplo, um tempo atrás teve uma atividade do futebol antiracista, o esporte antiracista, que foi proposto pelo conselho. Então, a a comunidade civil traz essa demanda aí junto com o poder público, a gente elabora projeto, né, ou eh elabora uma atividade para que seja executado. A coordenadoria tem um papel de fortalecer ações que garantam direitos, oportunidades igualitárias e o enfrentamento à intolerância, além de ter um espaço físico para debates e reuniões. A coordenadoria é um espaço de articulação das políticas públicas voltadas para o enfrentamento e combate ao racismo, discriminação religiosa e o papel fundamental e principal da coordenadoria é a articulação ah com os demais órgãos do poder público e sociedade civil. De acordo consenso de 2022, a população autodeclarada afrodescendente em Campinas cresceu 52% entre o censo de 2010 e 2022, enquanto a população branca continua sendo a maioria com 59,5% do total de habitantes. Em contrapartida, as iniciativas colocam Campinas como sendo uma cidade empenhada em manter essas ações, mas o desafio ainda é grande. Campinas, eh, apesar de ter sido a última cidade abolir a escravidão, ela também vem, né, trabalhando isso com projetos antiracista dentro da educação, em outros setores também, né? E o conselho está sempre presente. A gente tem um plano de igualdade racial já há muitos anos, né, que foi discutido há mais de 10 anos dentro de todas as secretarias o que pode ser feito, né, para melhorar essa situação dentro da cidade. E é importante lembrar que esse passo ele só é dado quando a população tem ciência dos seus direitos e cobra, porque quando a gente cobra os nossos direitos, né, a gente tá exercendo a nossa cidadania e com isso faz com que se movimente para que realmente combata o racismo com efetividade. O combate ao racismo não pode ser um discurso, ele não pode eh ser numa história. E e o racismo ele vem se movimentando, a sociedade vai se movimentando, o racismo ele se movimenta, ele vai aparecendo ah cada vez mais. Então, eh, sempre é necessário entender que a prática de racismo é crime e como um crime, ele ele está acontecendo e a gente vai tentando combater. Nunca o que nós estamos fazendo ou que foi feito é o suficiente, porque a cada dia ele vai mostrando novas facetas, já que ele é estrutural, estruturante, já que ele é institucional. A medida que você vai quebrando as cascas, né, os atravessamentos, você vai conseguindo encontrar e combater o o racismo ou os racismos. Durante a semana da consciência negra, o município promove diversas atividades, mas os representantes destacam que a conscientização deve ser o ano todo, todos os dias, e não apenas em um mês. E essa é a maior luta do movimento. Por que isso? Nós temos deveres e direitos e através do conselho é que nós colocamos isso em exercício. A Campinas é uma protagonista em relações da efetivação da política pública nos anos 90. Ah, nós já tínhamos dentro da Secretaria de Educação, no sistema educacional do município, a pauta sobre africanidade, sobre a o estudo de relações étnicosraciais. Yeah.