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O dia do patrimônio cultural funerário foi criado com objetivo de valorizar e preservar as memórias e histórias presentes nos cemitérios de Campinas. A data foi instituída por meio da Lei 16.616, 616, de autoria do vereador e presidente da Câmara Municipal, Luiz Rossini, e é celebrada anualmente no dia 7 de fevereiro, data em que o cemitério da Saudade foi inaugurado oficialmente em 1881. O cemitério da Saudade é um verdadeiro museu ao céu ao vivo, ao céu aberto, né? Eh, primeiro porque ele aqui estão enterrados personalidades importantes da história da cidade, barões, baronesas, coronéis, médicos, né? Muitos que tombaram na epidemia da febre amarela, enfrentando a febre amarela, estão aqui enterrados e muita gente. Eh, e para além disso, há muitos mausoléus com obras de arte de artistas renomados, né? são peças únicas esculpidas para eternizar a memória daqueles que estão enterrados nesses eh mausoléus. E isso passou a ser um fator também de atração turística, como é no mundo inteiro. Segundo o presidente da Câmara Municipal, a lei é também um instrumento fundamental para garantir a preservação do patrimônio funerário. A iniciativa contribui pra proteção dos cemitérios, evitando a perda de acervos históricos. A partir do momento que a sociedade e o próprio poder público reconheça a importância desse patrimônio, a preservação é uma obrigação. A gente já percebe a prefeitura, inclusive a diretoria de turismo, olhar para cá e assim criar condições para as pessoas poderem visitar aqui. Esse cuidado com o patrimônio é uma obrigação, é um dever. Eu acho que a lei reforça isso. É importante preservar tudo isso. Campinas foi a primeira cidade do Brasil a instituir o dia do patrimônio cultural funerário. A lei amplia o olhar da população para os cemitérios não só como um local de despedida, mas também de histórias, cultura e arte. Essa lei é uma lei pioneira no Brasil. Campinas é a primeira cidade do Brasil que tem uma lei que reconhece a importância do patrimônio cultural funerário, que é pouco compreendido, mas é muito visitado em vários lugares, em Campinas e pelo mundo. Então, a gente ter esse holofote para esse tema é muito importante, porque a gente tem uma máxima, né, nós que gostamos desse assunto de que conhecer para preservar. A gente não conhece, a gente não entende o valor e a gente não consegue proteger. Tombado desde 2003, o cemitério da Saudade, fundado no século XIX, preserva um importante acervo de arte tumular. Ao longo de 145 anos, o espaço se tornou local de sepultamento de personalidades que marcaram a história de Campinas e do Brasil. É nesse cenário que acontece a edição especial da visita monitorada Saudade e Suas Vozes, em comemoração ao dia do patrimônio cultural funerário, que convida o público a conhecer trajetórias de nomes como Francisco Glicério, Mário Gatti, entre outros. A gente vai transitar por vários universos, desde do patrimonial, artístico, arquitetônico, biográfico, de personalidades que protagonizaram em seu tempo espaço. Também vamos falar sobre o a espiritualidade da cidade a partir das experiências religiosas que existem aqui e claro também contar uma outra história de assombração, porque afinal de contas o cemitério da saudade também é um cemitério que tem alguns mistérios. Visitantes de Campinas e de outras cidades participaram do passeio e puderam conhecer um pouco da história do município através do cemitério. Eu venho porque eu acho que todo mundo que tá enterrado aqui deixou história, né? E a gente precisa resgatar essa história, ter conhecimento do que esse pessoal que passou deixou para nós, né? Então eu acho que existe uma riqueza muito grande aqui dentro do cemitério. E aqui que a história, como a gente gosta de história, a gente vem para para ver o passeio. Eu sou de Fortaleza, Ceará e eu achei incrível. Eu tô aqui na casa do meu amigo e quando ele me convidou para vir para cá, eu disse: "Eu acho muito interessante, é muito inestado e ter a oportunidade de conhecer um cemitério e ainda ter uma visita guiada. Então você pode conhecer um pouco mais a história dele. É fantástico ter o dia do patrimônio cultural funerário no calendário de datas comemorativas de Campinas estimula também atividades educativas e turísticas nos cemitérios históricos. Essa foi uma lei maravilhosa pra cidade como um todo, né? Eh, não só do ponto de vista de valorização dos aspectos culturais, eh, funerários e arquitetônicos, né? Mas pro turismo foi especial, né? Porque hoje o cemitério é um ponto de atrativo turístico, né? Então quando você pensa na na possibilidade de ressignificar um espaço com esse valor cultural, você começa também a explorar novas vocações desse espaço, né? Então é um espaço que tem vocação pra educação, né? Pra cidadania, para lazer, né? Que trabalha com aspectos da cultura como religião, né? como a questão das personalidades. Eu acho que é informação histórica que precisa est disponibilizada para as pessoas conhecerem a nossa cidade, conhecer a nossa história. E na hora que você conhece a história, você se reconhece nela, cria esse sentimento de pertencimento, né? Você tem orgulho de morar em Campinas.