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Por iniciativa do Fórum Permanente contra a Violência Política de Gênero e o Feminicídio de Campinas, o debate público presidido pela vereadora Guida Calisto teve como tema central a cultura redpill e feminicídio. Participaram do evento a professora Ancelma Sales, a pesquisadora Renata da Luz e a advogada Regina Casice. O encontro buscou dialogar sobre caminhos para enfrentar o aumento da misogenia e da violência contra mulheres, especialmente no contexto político. De acordo com a parlamentar, o que motivou esse debate foi a perseguição que o seu mandato sofreu por um grupo de homens que utilizam a internet para disseminar ódio e desprezo às mulheres. Começa mais ou menos um mês, né? Quase um mês que começa essa perseguição. Primeiro eles conseguiram abordar eh duas assessoras minha na praça, numa praça pública. Depois eles vieram aqui na Câmara, entraram no meu gabinete. Depois tentaram novamente entrar na Câmara, no meu gabinete, tentar me abordar no dia que a ministra das mulheres estava aqui em Campinas. Após esse episódio, a vereadora denunciou e obteve uma medida cautelar. Nessa decisão, eh, a juíza descreve, né, alguns pontos ali, que é proibição de aproximação dos investigados em relação às vítimas, no caso, sou eu e a minha assessora, proibição de contato com as vítimas por qualquer meio de comunicação, vedação de acesso ou permanência nas dependências da Câmara Municipal, especialmente nos locais de trabalho das vítimas, ressalvadas as hipóteses de de autorização judicial. Vale ressalvar também que foi um pedido do Ministério Público. Então a juíza, ela só toma essa decisão após a manifestação do Ministério Público que entendeu ser favorável à medida cautelar. Outro destaque abordado foi sobre violência nas escolas. A professora Anselma Sales falou alguns casos trágicos dentro do ambiente acadêmico, como o Massacre em Rialengo, no Rio de Janeiro em 2011 e o de Suzano em 2019. e como educadora, destacou que a escola deve ser um espaço de conscientização para prevenir abusos domésticos e coibir a violência contra a mulher. esses estudos, principalmente o relatório, né, elaborado pelo governo federal, eh, via Ministério da Educação e Ministério de Direitos Humanos e Cidadania fez um levantamento, né, até o ano de 2025, início do ano, de 47 ataques que ocorreram às escolas, dessas escolas, né, eh, que foram alvo, né, eh, Sim, 23 eram [limpando a garganta] foram escolas estaduais, 13 municipais e sete escolas particulares. Eh, o resultado desses ataques foram, né, o resultado eh trágico, 56 vítimas fatais, a maior parte delas estudantes, mas também vitimou professoras, professores, auxiliares de educação infantil, eh, e 121 pessoas feridas, né, com sequelas gravíssimas, como, por exemplo, eh, amputações e, eh, eh, tetraplegia, como ficou comprovado no caso de Suzano, esses jovens, por meio de redes sociais, como Discord, por exemplo, né, eh eles são instados a efetuar um desafio. E o desafio é justamente o ataque na escola. Eu não tô dizendo que todos eles tenha, né, tenha esse tipo de de eh envolvimento em desafios em que eles partes de um grupo, né, estão eh querendo provar depois na nesses nesses fóruns, né, de de fascistas, né, de neonazistas, eh a as atitudes que eles vão cometer. Então, e existe um verdadeiro recrutamento desses jovens, né, que as famílias, né, acreditam, né, que a criança, o adolescente, quando ele está, né, eh, muitas vezes trancado no quarto, né, eh, ali no, no seu celular ou no computador [roncando] que eles estão seguros, não, eles estão falando, né, com com uma rede de de neonazistas, pedófilos, né, agora que a gente sabe sabe, né, eh, sintetizar, né, eles eles estão nessas redes da machosfera. Existe a violência de gênero, existe a violência racial, o capacitismo nas escolas, né? Mas a violência extrema, né? Eh, dado aí o seu nome, né? Essa que faz vítimas, que mata pessoas, né? Então, eh, até para o próprio enfrentamento dela, né? Através de programas para discutir masculinidades nas escolas, né? Discutir aí fora da escola, né? com as famílias, quer dizer, junto às famílias e dessa dos adolescentes, das crianças, das crianças pequenas, discutir eh formas de combate, então, precisa entender as motivações, então precisa de uma vigilância aí, né, estatal. Agora entrou em vigor o ECA digital, né? Então é uma série de responsabilização às empresas, né? e como também as famílias que precisam ser mais vigilantes, né? Mas aí o nosso combate maior é nessa esfera, né, política, social, né, contra aquilo que tá eh sendo patrocinado pela institucionalidade. A vereadora ressalta que é crucial não naturalizar a violência e a perseguição, exigindo punição rigorosa e continuar com a luta coletiva. essa medida cautelar, deferindo que o agressor que tem perseguido o nosso mandato não tem o direito de entrar aqui, não tenha mais o direito de vir nos ameaçar, nos nos constranger. Isso é muito gratificante que a gente tem aí o apoio do Poder Judiciário para poder continuar fazendo a atuação do nosso mandato. Acho que esse fórum vai dar aí a tônica do que vai ser feito daqui por diante.