A Câmara Municipal de Campinas sediou o debate público Eldorado Vive, que marcou os 30 anos do massacre de Eldorado dos Carajás e abriu espaço para a discussão sobre reforma agrária, violência no campo e direitos humanos. O encontro reuniu representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, lideranças sociais e moradoras de assentamentos para resgatar a memória dos 21 trabalhadores assassinados em 17 de abril de 1996 no sul do Pará e pensar caminhos para o presente. Entre os relatos, esteve a experiência de moradores do Acampamento Marielle Vive, que enfrentam autodespejos, dificuldades de acesso à moradia regular e a luta cotidiana pelo direito à terra. Os participantes também trouxeram dados do estado de São Paulo, com 23 mil famílias assentadas em 314 assentamentos, mas ainda cerca de 6,8 mil famílias acampadas aguardando regularização. Uma noite de memória e cobrança por políticas públicas concretas.
Em 17 de abril de 1996, no sul do Pará, 21 trabalhadores sem terra foram mortos pela polícia no massacre de Eldorado dos Carajás. Trinta anos depois, a vereadora Paola Miguel reuniu na Câmara de Campinas o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra para debater reforma agrária e violência no campo. Moradoras do Acampamento Marielle Vive relataram autodespejo e falta de moradia regular, e o Incra apresentou números do estado: 23 mil famílias assentadas em 314 assentamentos, e 6,8 mil ainda acampadas à espera de terra.
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