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Como garantir as mesmas oportunidades de acesso, qualidade e permanência para todas as crianças da educação infantil em Campinas foi tema de um debate público na Câmara Municipal proposto pelo vereador Wagner Romão para ampliar o diálogo sobre a educação infantil em tempo integral. De acordo com o parlamentar, atualmente em Campinas, crianças matriculadas em creches até os 3 anos de idade estudam em período integral, mas ao chegarem aos 4 e 5 anos, o ensino passa a ser oferecido apenas em período parcial. Acho que o debate reafirmou, né, essa ideia de que nós temos que que possibilitar que as crianças nessa faixa etária de 3 a 5 anos, né, possam ter acesso à educação infantil em tempo integral. é um momento muito importante do desenvolvimento dessa criança, das suas potencialidades, da sua socialização, né, do início ali da do seus fundamentos de alfabetização, de lidar com números, de lidar com a sua sociabilidade. Então, não é uma questão menor. E o que o debate mostrou é que eh a gente talvez sequer possa falar em vagas em tempo parcial, né? Ou seja, eh, vagas realmente para essas crianças são em tempo integral e é dever da Secretaria Municipal de Educação, da Prefeitura de Campinas, eh, promover essas esse direito. O encontro reuniu representantes do sistema de justiça, da Unicamp e de órgãos de proteção à infância. Segundo o vereador, como a rede pública direta não tem vagas suficientes, parte das crianças é encaminhada para unidades conveniadas que são contratadas pela prefeitura e administradas por organizações da sociedade civil. A gente talvez sequer possa falar em vagas em tempo parcial, né? Ou seja, eh, vagas realmente para essas crianças são em tempo integral e é dever da Secretaria Municipal de Educação, da Prefeitura de Campinas, eh, promover essas esse direito, né? A gente não pode deixar esse direito como um direito de segunda de segunda escala, de segunda classe, eh, apenas com as entidades conveniadas, que são importantes na medida em que a rede não tá oferecendo essa esse direito na sua administração direta. Mas o ideal que nós temos que trabalhar é para que todas as crianças tenham acesso a esse direito de uma maneira equânime, ou seja, todas devem ter direito à educação pela administração direta, uma educação de qualidade, eh, e que a gente possa ter controle social, né, que tem o conselho de escola, que tem a participação dos pais, que tem a gestão democrática, como preconiza a nossa constituição. A vereadora Fernanda Solto também participou do debate e falou sobre a situação dos professores e servidores da rede pública municipal de ensino. Segundo ela, a forma como a educação pública é organizada e administrada também faz parte do processo pedagógico. No momento em que a gente passa pela privatização das escolas da educação infantil, ainda que continue ofertar um serviço público, a população não paga novamente por esse serviço, mas nós estamos falando aqui objetivamente de uma privatização da educação infantil do nosso município. tá relacionado à piora das condições de trabalho, a interferência do processo pedagógico que é construído coletivamente na rede, a criação dessas distorções que o vereador Wagner colocou que são muito graves. Eh, a gente precisa ter o entendimento do que de que é sobre isso que nós estamos falando, né? Nós estamos passando por um processo do desmonte da educação pública, o fechamento das turmas, inclusive a questão, a própria questão da oferta do ensino integral também tá relacionado à questão do fechamento eh das escolas, que foi feito recentemente para a entrega eh para para direcionamento desses alunos paraas eh unidades geridas pelas OSCs, que tem mais alunos por turma, em que os professores chegam a receber quase 70% menos, em que os agentes de educação infantil também tem uma da defasar salarial. Outro ponto bastante discutido foi o impacto do ensino integral na rotina das famílias, principalmente das mães. E é muito caro para mim essa discussão, porque é, a gente se depara com muitas famílias que quando buscam o auxílio do conselho em busca de uma vaga em período integral pro AG3 e a gente pouco tem ação sobre falta mesmo, né, da administração e dessas vagas, a gente tá falando de mulheres que buscam autonomia econômica, que busca romper com ciclos de violência cias domésticas e que buscam eh garantir eh condições sociais mínimas para suas famílias. E daí eu não posso, inclusive entra numa dualidade essa discussão eh sobre qual que é a necessidade dessa família frente ao direito da criança. A gente tem que possibilitar a que as mães possam ter o direito também primeiro a a entender que seus filhos e filhas estão num local seguro, tão num local de educação de qualidade, estão sendo bem cuidadas, bem tratadas e que possam desenvolver já desde o início, né, da sua da sua trajetória de vida e as suas potencialidades. Acho que esse é o ponto principal. e ao mesmo tempo também eh o direito ao trabalho, possibilitar que as mães, mães e pais, né? Porque o trabalho, o trabalho de cuidado sempre recai mais à mulheres, né? Eh, mas nós nós temos que, né, sempre batalhar pela ideia de que os pais também são responsáveis por esse cuidado. Então que eles possam também trabalhar com tranquilidade, possam assumir essas tarefas, né, de de sustento do lar, de de relação com o seu trabalho, com a sua renda, de uma maneira eh também de uma maneira tranquila, entendendo que as suas crianças estão bem eh nas escolas municipais, de preferência da rede direta, da administração direta. Mm.