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O encontro que discutiu a precarização do trabalho no Santander, presidido pelo vereador Paulo Hadad, uniu representantes do Sindicato dos Bancários, estudiosos e também de outras organizações que atuam com a categoria. Nós não precisamos ter aí um uma um discurso tão eloquente, tão eh e eh eh eh de uma forma tão alvaçaladora que a gente intimide. Não, não, não precisamos intimidar, a gente precisa convencer. Então esse é o espaço. Então eu fico feliz, me deixa aí muito envaidecido de poder ser o vereador que de alguma forma pôde trazer a baia, trazer na a essa casa esse debate que eu acho que é tão importante, que em 4 anos ele diminuiu pela metade o número de bancários. Isso não foi impacto da IA, né, que é uma coisa também que nós estamos discutindo na mesa de negociação. Faço parte do comando nacional também, é uma discussão importante para ser feita. Nós estamos vendo claramente o banco tirando, né, funções importantes, estratégias, né, até de de sigilo mesmo de cliente passando para para terceiros. categoria tem um piso considerável, né? Um piso construído através de muitos anos, né, de muita luta da categoria bancária, tá certo? E ele é contratado muitas vezes por 1/3 desse salário. Então é isso que a gente tá brigando. O cara é explorado, né? Ele tem um sistema de meta, como a gente eh ficou sabendo, né? Eh, esse pessoal que trabalha em call center, né? Ele tem que fazer o atendimento em 5 se segundos, que se ele não faz esse atendimento, o que acontece, né? ele ganha um um demérito, né? Então isso interfere na produtividade dele, então isso é muito ruim para ele, né? Então ele só recebe o salário básico, que geralmente o salário básico é um pouquinho acima de R$ 1.600, que é o piso de um salário mínimo, né? Então a gente tem trabalhado isso, tentado trabalhado isso, mas a dificuldade é que foi a reforma trabalhista que nos ocasionou isso. Infelizmente nesse sentido, com a participação de trabalhadores do sistema bancário, especialistas em economia e comportamento, analisaram a visão de mercado e as questões que envolvem as relações de trabalho. São 55.000 trabalhadores, né, no Santander, mais apenas 18.000 bancários. Então, o que que acontece, né? Como que a gente pode pensar eh um banco que lucra, né, que aumenta o seu lucro, que tenha uma posição eh também no sistema financeiro internacional, né? A gente pensar aqui a posição do Santander como um dos maiores bancos mundiais, né? Eh, que aumenta o seu lucro ao mesmo tempo, quer dizer, ele cresce, né? e o número de bancários que seria, né, o o trabalhador adequado para um banco, diminui. É uma resistência civilizatória, né? Eh, essa que acho que é é uma resistência civilizatória. Por isso que eu acho que a sociedade tem que abraçar isso, porque essa lógica, se essa lógica do Santo André não for contida, é dificilmente você vai ter sociedade, né? se dificilmente você vai ter comunidade. E uma lógica em que os seres humanos não são seres humanos portadores de dignidade. Os seres humanos são meras peças que pode como um fator de produção, como é um computador. Um vídeo sobre o tema foi apresentado para que essa reflexão fosse colocada entre os presentes que debateram as novas atribuições da função. E não poderia deixar de parabenizá-los. né? E esse vídeo ele ele ele é muito emblemático, né? e ele nos dá aí uma uma alegria muito grande de ver que muitas vezes na algo que começa pequeno toma uma dimensão muito grande. Então esse vídeo ele é muito inspirador. Então, parabenizá-lo, parabenizá-los por essa, por esse material, falar que ele realmente é inspirador, que isso sirva de de lição e de exemplo, né, para essa geração que se faz presente hoje, para as próximas gerações. Nice.