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A vereadora Fernanda Solto promoveu um debate público na Câmara Municipal para discutir os impactos da crise internacional sobre o preço dos combustíveis. Participaram do encontro o professor José Augusto Ruas, doutor em teoria econômica pela Unicamp, e Cloviomar Cararini, técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioconômicos, o DIES. Também estiveram presentes representantes do SIND Petrio, Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo, do SIM POSPro, Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis de Campinas e região e da RecAP, Sindicato do Comércio Varegista de Derivados de Petróleo de Campinas. Bom, nós já fizemos uma primeira atividade que também contou com a participação dos companheiros do Sind Petro pra gente começar a pensar um pouco sobre os impactos, né, da escalada da dos conflitos militares, especialmente no Oriente Médio, sobre o preço dos combustíveis aqui no Brasil e também pensar um pouco sobre a questão eh do desenvolvimento nacional, sobre o que é necessário pra gente avançar no debate da soberania energética brasileira. Com os ataques de Israel, Estados Unidos ao Irã, nós vimos o preço do petróleo explodir no mundo todo, né? E isso muitas vezes sendo utilizado como justificativa para um aumento abusivo dos preços combustíveis aqui no nosso país. Mas é importante a gente retomar também na história recente do Brasil. Durante os governos Temer e Bolsonaro, nós tivemos intervenções muito profundas sobre a cadeia produtiva dos combustíveis, né, do diesel, gasolina, do gás. E isso também tem a sua parcela de impacto relativamente maior nesse aumento que nós temos visto aqui. E é um momento importante pra gente discutir o que é necessário avançar na verdade e de retomar o controle estatal, controle estratégico sobre a cadeia produtiva dos combustíveis no nosso país e qual a importância disso dentro do debate soberania nacional. Um dos principais pontos abordados foi o impacto da privatização de parte da cadeia de produção e distribuição de combustíveis, o que, segundo o coordenador do SIND Petro, dificulta o controle dos preços em meio ao atual cenário de conflitos internacionais. Em função de uma decisão estratégica, ideológica, né, de competição e tal, a distribuidora, os postos de gasolina foram vendidos, a distribuição também foi vendida. Então hoje esse pedaço da cadeia de do petróleo, né, dos combustíveis, ele não tem um controle direto do governo. Eh, em alguns momentos, esse controle que existiu cria criou algum problema. a gente sabe, né, que o controle de preços, né, se ele for uma coisa muito exagerada, eh, não é não não causa um desequilíbrio também, mas de alguma maneira, na maior parte do tempo, eh, existia uma convivência eh nesse sistema, né? né? Então, a gente tá até aqui, o pessoal que tem os postos de gasolina, eh, tem muitos postos aí que têm 50 anos de idade. Então, nesse período, existia uma convivência, um sistema que funcionava. E até nessa questão da distribuição e dos postos, um outro eh malefício que aconteceu é a entrada do crime organizado nos no na questão de distribuição. Porque [limpando a garganta] quando você tinha a berra distribuidora e você tinha os postos da da Petrobras, existia um controle de qualidade, existia um uma eh uma supervisão, pelo menos por parte do governo, né, desses postos, né, e com a privatização total, os postos, o o crime organizado viu ali uma oportunidade de entrar e lavar dinheiro nesse nesse nesse ramo, prejudicando inclusive inclusive aqueles eh postos eh que são honestos, porque a gente viu na refinaria lá de manguinhos eh eh combustível adulterado, comprando combustível de fora e declarando que era petróleo, mas era combustível final, pagando menos impostos. Então, criou uma concorrência desleal, prejudicando toda essa estrutura que tem, que já tinha, que funcionava muito bem. Segundo a parlamentar, a iniciativa buscou esclarecer questões que impactam diretamente a vida da população, como a política de preços dos combustíveis no país e a relação com o cenário internacional, além de quais medidas podem ser adotadas para evitar que esses efeitos econômicos atinjam os trabalhadores. Nós tivemos a participação aqui de pesquisadores, professores, também de representantes do movimento sindical, do Sind Petro, dos sindicatos frentistas, pra gente aliar quem tá pesquisando, pensando, produzindo pesquisa sobre isso e e trazer essas informações, esses dados importantes e também quem tá na luta do dia a dia nessas categorias que estão enfrentando eh diretamente eh enfrentam diretamente essas contradições que se colocam entre as questões internacionais e nacionais. Então, hoje foi um momento importante pra gente fazer uma eh confluir essas ideias, esse debate e também elaborar uma síntese, né, com a o que que nós em que que nós precisamos avançar. E o que fica claro pela intervenção da mesa, nós precisamos avançar na retomada estatal, ou seja, retomada pela Petrobras de caráter público de toda a cadeia produtiva do petróleo, que a gente fala Petrobras pública do poço ao posto. E esse é um compromisso que o presidente Lula tem assumido com o povo brasileiro e o nosso mandato é tem atuado na tentativa de aproximar a população de Campinas dessas discussões tão importantes.