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O governo federal, o Congresso Nacional e o Poder Judiciário lançaram o Pacto Nacional Brasil contra o feminicídio. O acordo parte do reconhecimento de que a violência contra as mulheres no Brasil constitui uma crise estrutural que exige respostas articuladas e contínuas do Estado. A visita da ministra da mulher, Márcia Lopes, à Câmara de Campinas representa a União dos Três Poderes para a promoção da igualdade de gênero na região. A ministra falou que o debate proposto pela bancada feminina da Câmara consolida a unidade do poder público no enfrentamento à violência contra a mulher. O que é fundamental é ter um diagnóstico. Aqui eu eu até disse que Campinas com quase 1.200.000 habitantes tem 621,300.000 mulheres. Então é muito importante que tenha um diagnóstico. O fato de ter uma secretaria municipal agora recentemente, isso ajuda muito. Nós estamos estimulando que que os municípios tenham um órgão gestor de política para as mulheres, porque essa essa área ela tem que coordenar as demais. Então o que na saúde tem que ser feito pra mulher, o que na educação tem que ser feito, o que na assistência social, no trabalho, todas as áreas. Então isso, né, também vai facilitar muito se houver essa disposição. E a iniciativa da Câmara foi muito importante, particularmente das nossas vereadoras mulheres que têm esse compromisso, mas que o presidente da Câmara, né, eu também conversei com ele e ele tem esse compromisso e agora com a Secretaria Municipal de Mulheres tem um passo aí dado importante, trazer o sistema de justiça, porque eh de fato ele é mais complexo, né? O evento organizado pela bancada feminina da Câmara Municipal de Campinas recebeu lideranças de toda a região para discutir o combate a violência contra a mulher. A secretária municipal de políticas para as Mulheres, Alessandra Herman, falou das recentes iniciativas de Campinas no combate à violência de gênero e destacou uma nova parceria com a Secretaria da Educação para levar o debate às escolas municipais de Campinas. Iremos capacitar os educadores e educadoras de aproximadamente 430 escolas municipais e estaduais em violência digital para que os professores saibam conduzir da melhor forma possível esse tema em sala de aula. para os alunos de primeiro até 9º ano, será incluso no plano pedagógico. Eh, da mesma forma que que são dadas aulas sobre racismo, sobre pautas ambientais, né? Agora, agora, a valorização do papel das mulheres e aulas sobre enfrentamento à violência também serão fornecidas e promoveremos no final do ano justamente para ter o engajamento dos alunos. eh um concurso para os menores de frases e desenhos e paraos maiores de redação com com premiação, enfim, para que que todos participem. As vereadoras da bancada feminina da Câmara de Campinas falaram sobre a importância de dialogar sobre a violência de gênero que faz milhares de vítimas no Brasil. Semana sim, semana não, uma mulher é assassinada na nossa cidade. Isso é feminicídio pelo simples fato dela ser mulher. E assassinada, ou seja, é um homem matando uma mulher. geralmente são ex-companheiros, ex-namorados, pessoas que não querem aceitar o fim do relacionamento e é o machismo, é a misogenia, é o ódio. Então, e é extremamente importante que a ministra esteja aqui na nossa cidade apresentando esse conjunto de medidas que todos têm que se empenhar. O combate ao feminicídio tem que envolver todo mundo, homens, mulheres, as instituições, o parlamento, o poder judiciário, o poder executivo. E também tem que ter financiamento. Política se faz com financiamento público. Não adianta você falar da boca para fora que protege mulher se você não faz. Numa cidade do nosso tamanho, né, que é a cidade de Campinas, a gente consegue ter uma uma melhor equipamento, né? A gente tem todos os equipamentos previstos na Lei Maria da Penha, inclusive eh essa é uma das nossas lutas, né? Falamos também paraa ministra que a gente consiga ampliar a quantidade de servidoras que fazem atendimento. Isso também é responsabilidade do estado, porque as DDMs são quem realizam ou bilhetin de ocorrência, mas principalmente as medidas protetivas que podem ali garantir a segurança das mulheres. E também foi anunciado que mulheres que têm medida protetiva, elas vão ter tipo um smartwatch, né, para elas acompanharem aonde esse agressor tá e ele estaria utilizando tornozeleira eletrônica. E isso poderia garantir que as mulheres não fossem surpreendidas, porque a partir do momento que ele tá entra no range, né, essa pulseira seria acionada e ela poderia buscar ajuda a tempo. Nós estamos vendo uma escalada do feminicídio, significa que o feminicídio está aumentando, está aumentando em quantidade, está aumentando inclusive em características de crueldade. Está aumentando no assassinato não só das mulheres, mas das crianças. Cada vez é mais comum a gente ver que as mulheres são mortas numa relação afetiva por pessoas da família e também o seus filhos. Então é muito sério isso que a gente tá vivendo no país. E esse pacto é fundamental. O pacto é fundamental para que a gente possa ter as políticas seja uma realidade na vida das mulheres. Nós precisamos que a proteção da mulher seja uma realidade. Significa investimento, significa capacitação, significa contratação de pessoas, significa articulação entre os vários poderes, significa que as mulheres que estão numa situação de violência precisam ter o seu a sua vida respaldada, precisam ter segurança para sair dessa situação. é uma dessas propostas, é uma proposta de fortalecimento das políticas públicas, de proteção à vida e a dignidade das mulheres, de proteção dos seus filhos, também proteção em todas as suas dimensões, né? A gente sabe que para enfrentar o feminicídio, para enfrentar a violência, é necessário política pública eficaz. E para isso é necessário investimento, para isso é necessário, são necessários servidores. Não existe política pública feita sem trabalhadores, especialmente no caso das políticas voltadas para as mulheres sem trabalhadoras. Yeah.