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O Centro de Distribuição de Produtos Orgânicos conta com uma infraestrutura completa em um espaço de 1200 m²ados, que inclui câmara fria para os produtos em Natura e uma cozinha exclusiva para o processamento mínimo de alimentos. Alimentos como frutas, vegetais, ovos, grãos chegam diretamente dos produtores. Tudo fresquinho e o mais importante, sem agrotóxicos. Nossos alimentos são alimentos naturais, vindos do campo, sem eh veneno, sem agrotóxico. E o minimamente processado é que a gente higieniza, embala, mas não muda a característica do produto. Então é muito importante um centro de distribuição. Nós estamos numa região de 5 milhões de de habitantes, porque a gente consegue no mesmo local centralizar toda a logística e todo o sistema. Então, todos os produtos dos pequenos agricultores, da agricultura familiar, vem para cá, a gente separa, organiza, embala. Daqui é organizada a nossa logística. Então a gente coloca escala nessa cadeia que é uma cadeia de economia solidária, que é uma cadeia que não é não tem o papel de atravessador e tudo que é produzido nessa cadeia de economia solidária é volta aos agricultores e todos aqueles e aquelas que fazem parte dessa cadeia. A proposta é facilitar a cadeia de alimentos saudáveis e garantir que os produtos cheguem até os consumidores e vendedores com mais qualidade e preço justo. Para Arlei, essa iniciativa vem de muita luta e um dos desafios é desmistificar que esses alimentos não são para toda a sociedade. acabou tendo essa fama os produtos orgânicos, porque eles eram vendidos em feira, são vendidos em feira principalmente, né, direto do consumidor e acabou criando uma imagem que os produtos orgânicos eh são mais caros e são produtos de uma classe mais com mais poder aquisitivo, as classe A e B. Por isso, a rede livre se propõe a democratizar isso, desgizar o orgânico e o agroecológico e botando escala, né? E um centro de processamento como esse é muito importante, porque a gente pega os produtos da agricultura familiar, que normalmente são pequenos agricultores, traz para cá, processa eles, organiza, embala e a gente também pode colocar na merenda escolar, porque às vezes a prefeitura até quer comprar os produtos dos pequenos agricultores na merenda escolar, mas não tem quem entrega, não tem uma quantidade. Então a gente junta tudo isso, organiza, facilita a vida do agricultor, porque ele não precisa ficar trazendo, a gente vai lá e busca, então ele concentra na produção, na terra, na roça, no cultivo, no carinho com o produto. O Centro de Distribuição faz parte da logística de armazenagem e distribuição de rede livres, que conta com lojas em Campinas e uma na cidade de Santos. Em todas as lojas são comercializados produtos agroecológicos e orgânicos. e que fomentam a economia solidária. É uma cadeira diferenciada, a gente chama de uma nova economia, a economia solidária. E se a gente tem economia solidária, um outro mundo é possível, um mundo solidário, onde as pessoas colaborem e não vivam em competição, uma querendo passar por cima da outra, tal. É uma outra dinâmica, porque a gente tem o direito de ser feliz, a gente tem o direito de conviver com a nossa família, comer alimentos saudáveis, né? A gente faz uma campanha contra os alimentos hiperprocessados. O alimento bom é aquele que teve o tempo necessário para ficar na terra, que fez fotossíntese, que tem todos os nutrientes, que é o tempo da natureza. E a Rede Livres quer levar isso para você, pro pra população de Campinas, pra população da EMC e principalmente paraas crianças das nossas escolas que tem que comer bem para ter uma vida adulta feliz, saudável, inteligente para construir o mundo que a gente precisa. M.