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A Comissão Especial de Estudos destinada a analisar a implantação de uma fazenda de acolhimento municipal em Campinas foi oficialmente composta. A iniciativa de autoria do vereador Nelson Os tem como objetivo ressocializar pessoas em situação de vulnerabilidade, além de avaliar a viabilidade de um espaço estruturado para concentrar em um único local diversos serviços, integrando ações das secretarias de assistência social, saúde, trabalho e renda, segurança pública, desenvolvimento econômico, habitação, entre outras. Essa fazenda de acolhimento eu vejo como uma das melhores formas de resolvermos pelo menos amenizar a questão dos moradores de rua, que não é só na região central, são em várias regiões e vários bairros do município de Campinas. Isso é uma questão que é a nível nacional, né? acaba eh todos os municípios passando por esse problema social, mas eu enxergo Campinas até como vereador do município de Campinas. Nasci em Campinas, sou neto de comerciante, sempre vivi um centro da cidade pujante, sempre com o comércio, eh, eh, trabalhando de uma forma muito fervorosa. E hoje nós não estamos encontrando isso. Hoje nós estamos encontrando mais moradores de rua do que a própria população que está lá para pro comércio, até porque muitos dos imóveis já estão fechados, pagando IPTU, absurdo, né? E isso tudo gera ali um mal-estar, não só na economia, como também na desemprego. Quantos comércios ali já foram embora por conta dessa situação que envolve os moradores de rua. Então essa fazenda ela vem nesse sentido, acolher essas pessoas em vulnerabilidade. Em vez de ficarmos com vários serviços espalhados pela cidade, nós teríamos nessa fazenda todos os serviços, assistência social, o CAPS, o psiquiatra, o posto de saúde. Então ali seria uma espécie de um poupatempo das pessoas em vulnerabilidade, onde todos os serviços iriam passar por lá. Ali o morador de rua iria passar por um QG ali da Polícia Civil para saber se ele não é um desaparecido ou uma pessoa foragida do sistema prisional. Ali através da assistência social iria fazer uma avaliação para saber se ele tem vínculo familiar ou não, ou se o vínculo está fragilizado, tá rompido, se ele é de Campinas ou se ele é de outra cidade, se ele quer voltar para sua cidade de origem. A comissão será composta por até quatro vereadores e terá o prazo de 180 dias para elaborar um relatório técnico com estudos, propostas e encaminhamentos sobre o tema. O projeto também prevê a criação de um setor específico em parceria com a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, para viabilizar, nos casos previstos em lei, o tratamento compulsório de dependentes químicos que não possuam discernimento e estejam colocando em risco a própria vida ou a de terceiros. um espaço da saúde aonde iria fazer uma avaliação, verificar se ele é dependente químico, se for já vai para um tratamento no mesmo local. Se não for dependente químico, for alguma outra doença, outra comorbividade, ele pode ser encaminhado diretamente para esse espaço. Então, seria um espaço aonde nós iríamos ressocializar de verdade essas pessoas, tratar como gente e de lá eles sairiam já para um QG da Secretaria de Trabalho e Renda, que realiza o feirão de emprego todos os meses praticamente com várias vagas de emprego e essas pessoas iriam para o mercado de trabalho. Então, eu vejo como o melhor, a melhor política social, o emprego. Primeiro nós vamos tratar essas pessoas que estão doentes e estão em situação de rua, tirar da rua e ressocializá-las de forma digna.