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Escrita pelo jornalista José Pedro Martins, a coleção resgata a história e o impacto de 10 entidades que transformam vidas na cidade de Campinas. Entre elas, Lar dos Velhinhos de Campinas, creche Bento Quirino, Instituto Padre Aroldo, Apai Campinas, Casa de Jesus, Hospital Sobrapar, Centro Infantil Boldrini, Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira, Grupo Primavera e União Cristã Feminina. Eu tive muita sorte em Campinas de conhecer o trabalho maravilhoso das entidades sociais, né? Campinas é uma cidade que brilha, que tem vocação solidária por causa dessas entidades. Então, na identificação dessas 10, a gente escolheu aquela representativas de vários setores, né? Três delas são centenárias, né? o Cândido Ferreira, o Lar dos Elinhos e a creche Bento Querino tem mais de 100 anos de atuação. Então mostra como a cidade tá sempre aberta pros grandes desafios. Projetos como Academia Educar e Leia Comigo fazem da casa um novo ponto de encontro para promover ideias e iniciativas para todo o Brasil. os nossos projetos, eles têm essas duas grandes missões e aí a gente escolhe a forma de implementar tudo isso. Então o projeto Academia Educar, que foi o projeto que fez a a Fundação Educar começar, ela forma lideranças juvenis para serem protagonistas, então protagonistas de si mesmo, das próprias vidas e aí poder ser protagonista na vida, na sociedade, na escola, aonde for. O outro projeto que é muito grande também é a produção de livros, que a gente faz com que através das histórias, da contação de histórias, a vida das pessoas se transformem, seja pela história, seja pelo relacionamento de um educador lendo com uma criança. Então, é como se a gente escolhesse as ruas para transformar e para mostrar que sim, todo ser humano merece ser acreditado. A casa doada pela família Pascoal representa a transformação de um espaço de memórias em um centro de educação e cidadania. Essa casa foi feita de uma maneira muito gostosa. Quando a gente, a família toda fazia assim, quando um ia construir, o resto da família ajudava. Então, e aí quando outro ia construir, o resto da família ajudava. Então aqui foi feito o projeto pelo meu irmão, que é um projeto muito bonito, e ele ajudou a construir. Depois, quando ele fez a dele, a gente fez a mesma coisa. Então, não é uma casa vendável, é uma casa que tem história até do arquiteto, da do engenheiro, tudo. E aí num dia, conversando com a minha filha, a minha esposa, a gente falou: "Pensamos em voz altas e se fizermos a casa, virá a casa educar?" Aí minha filha falou: "Olha, e a mamãe vai cuidar do jardim". Todo mundo de acordo e aí coincidiu da empresa ter sido parcialmente vendida e a gente ter que sair de dentro do prédio da empresa e a educar já tem 35 anos. Então, para onde a gente iria? Encaixou com a casa e a casa ganhou uma outra razão de ser. Os jovens são em torno de 80 a 100 por ano. Aqui eles vivem na casa deles. Lá lá era uma empresa, então não tinha a mesma liberdade. E agora não. Aqui eles cuidam da casa, eles fazem tudo, todo dia tem algum evento e eles se sentem responsáveis. É uma delícia poder na vida, com a idade que eu tenho, meu irmão também, que é um pouco mais velho, poder devolver pra sociedade coisas que a gente ganhou da sociedade, né? Assim como os livrinhos de hoje, são entidades que a gente participa desde a origem, eu, eu, meu irmão, minha mãe, meu pai, e poder devolver para eles livrinhos para que quem venha a ajudá-los conheça a história deles. Então, a gente gosta de cultivar a história. E a frase tirada do guarda-chuva de mensagens mostra a sintonia da escritora com os propósitos da Casa Educar. É verdade. O que sustenta a alma é a esperança. Cora, coralina. Mais do que isso, eu acho que a esperança é o que nos sustenta até eh, para passar pelo que o mundo tá passando, né? precisa muita esperança e muita resiliência. E isso é que a gente tenta trabalhar com o jovem. [Música]