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Fazer a compra do mês está cada vez mais difícil. Isso porque depois de 5 meses de queda, o preço médio da cesta básica voltou a registrar aumento em Campinas. A conclusão é do Observatório PUC Campinas, que mapeia a variação dos valores dos itens que compõe a cesta monitorada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioconômicos. No mês de outubro, né, no comparativo aí com setembro, ele teve um aumento de 0,44%, tá? A sexta foi pro valor de R$ 777. Foi uma alta, né, foi uma alta pequena, mas ela interrompe sequência de cinco quedas da cesta básica. Então a gente desde maio a gente vem experimentando quedas na sexta e e essa foi a primeira alta depois disso. A pesquisa analisou 13 itens da cesta básica. Seis tiveram alta nos preços, mas o destaque vai para dois produtos que dispararam. A batata teve um aumento de mais de 25% e o tomate subiu 10%. Esses dois itens, eh, acho que é importante dizer, eles, eh, são itens que apresentam muita oscilação às vezes no mesmo mês, né? Então, são itens que é importante o consumidor às vezes esperar uma semana se puder, claro, né? porque isso pode representar uma economia de preço. Eh, a batata teve uma alta grande, mas no acumulado do ano ela tem uma queda. Então, em relação ao início do ano, a gente pode dizer que a batata está mais barata. Já o tomate ele ele está mais caro do que no início do ano. A Ana Rosa sentiu o salgado no bolso quando viu o preço da batata. Tá pior que o bacalhão, minha senhora. E olha, e também a qualidade, né? Porque tem dessas grandes assim, mas não compensa levar da grande, porque olha, levar dessas aqui já deu mais 1 kg. Então a gente tem que ver, né, uma média para poder levar de quantidade, porque quantidade a gente quer, mas o preço não tá ajudando nem um pouco. Aí coloca essas miudinhas também, né, que a gente já tem que fazer toda porque senão perde. Tá difícil, tá difícil, tá puxado. Batata não dá, não dá. Aliás, não é só batata, né? Mas como a batata é mais, né, a que a gente usa mais no dia a dia, então vai a batata mesmo com o preço que tá, mas leva menos quantidade. Mesmo em dia de varejão, não dá para encher o carrinho. Eles têm aumentado bastante, né? E por isso que eu procuro ver em dias que tem promoção, porque aí a gente consegue um preço, digamos que a gente entende um pouco mais justo. Hoje, por exemplo, tá R$ 4,99, né? Quase R$ 5. Também não é barato, mas perto do preço normal que ultrapassa R$ 8 fica em conta. De uma forma geral, a parte de varejão tem aumentado bastante, né? Uma hora é porque chove, uma hora é porque não chove. Então, realmente fica assim bem difícil pra gente manter o mesmo gasto todo mês. Apesar do aumento, a projeção do economista é que os preços dos alimentos se acomodem nos últimos meses do ano e que a variação anual da sexta não ultrapasse o 5% alinhado com a inflação oficial. a gente chama de cesta base que existem as cesta base, as cestas básicas vendidas como um pacote, mas não é exatamente essa. É um conjunto de produtos que são 13 itens de alimentação. Os bem básicos estão arroz, feijão, farinha, carne. Então, a gente avalia cada produto individualmente para compor esse valor. Eh, em relação à percepção do consumidor, né? Eh, eu acho que o consumidor, claro que ele percebe esses aumentos, né? Nem sempre a percepção do consumidor é a mesma que a gente está mostrando, porque muitas vezes aquele mercado onde o consumidor compra pode ter tido um aumento um pouco menor, um pouco maior do que o que a gente tá observando. E também porque a gente tá acompanhando mês a mês. Às vezes a percepção do consumidor tá ligada a um preço que ele tem como referência de dois meses atrás ou três meses atrás. Então, muitas vezes é normal a gente aqui mostrar um preço que cai, mas que da perspectiva do consumidor continua caro. Isso realmente pode acontecer. Por outro lado, alguns produtos apresentaram queda. Entre as quedas, a gente teve aí a queda do pão francês, tivemos a queda do leite também. Arroz que vem caindo também devagar, mas vem caindo, né? o consumidor talvez tenha percebido a gente eh principalmente durante o ano de 23 e ano e o ano de 24, a gente teve uma alta no preço do arroz, até aquela enchente no Sul contribuiu para isso e o o os o saco de 5 kg de arroz passava dos R$ 30 facilmente. Hoje a gente já consegue encontrar novamente ele abaixo dos R$ 30. Então ele não tem aparecido na nossa pesquisa porque ele não se destaca, mas quando a gente pega num histórico de 6 meses, ele é um dos produtos que recuperou aquele preço que tinha 1 ano e meio, 2 anos atrás. A alta nos preços da cesta básica tem diversas causas. Uma delas são os fatores climáticos, como explica o economista. A oscilação de preços normalmente se deve a questões de oferta ou o custo do dos produtores, né, ou alguma restrição de algum insumo que é usado ou mesmo das questões climáticas. Para driblar o preço alto, pesquisar pode ser uma das alternativas. A carne, por exemplo, é um item que pesa muito na cesta. Então você economizar 10% no preço da carne é muito diferente de economizar, por exemplo, 10% no óleo de soja, porque a gente usa em quantidades diferentes. Então é importante o consumidor tá atento a isso. Eh eh de certa forma o consumidor tem o seu mercado da sua preferência, mas sempre vale a pena, sim pesquisar e acho que sempre vale a pena também eh estar atento justamente essas mudanças de preço, né? Acho que a gente pode ter uma atuação enquanto consumidor pesquisando, mas também enquanto cidadão de tá ligado sobre o que tá acontecendo com os preços e se for o caso, né, exigir alguma mudança, alguma providência. P.