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O diagnóstico de câncer de mama chegou na vida da contadora Fabiana Brito após ela anar algo diferente no seio, procurar atendimento médico e insistir. No meio da rotina, dos planos e da vida que seguia normalmente, ela precisou parar para enfrentar uma nova realidade. Na minha última mamografia de 2024, já tinha aparecido um nódulo de 1 cm que tinha sido diagnosticado como algo normal. Só que eu percebi que esse nódulo de 1 cm ele foi crescendo. E em junho de 2025 eu procurei eh novamente o médico para falar, né, me questionar sobre esse nódulo, que eu percebi que ele tava crescendo e fiz novos exames. Só que, infelizmente, os novos exames que eu fiz, eh, o resultado deu que era algo normal. Em setembro, o exame feito deu como eu não tivesse nada, era algo normal. Só que aquilo tava me incomodando muito, começou a doer, começou me incomodar para fazer exercícios físicos. E aí voltei novamente no médico para questionar e aí ele me encaminhou para um mastologista e aí eu fiz novos exames e aí sim eu fui diagnosticada realmente com o tumor que era carcinoma nível três e veio o diagnóstico. Entre exames, consultas e incertezas, veio também a força. A força para iniciar o tratamento, reorganizar a rotina e encarar o medo de frente. E devido à quimioterapia, ela precisou raspar o cabelo cacheado que tanto amava. É, cabelo, ainda mais para mulher cacheada, é uma coisa de identidade, né? A gente sabe que é um cabelo que demora mais para crescer, ele eh demora mais para ficar no formato que a gente quer. E eu sempre fui apaixonada pelo meu cabelo. Então assim, eu já cortei ele pela metade. E hoje assim para mim tá sendo muito difícil, tipo, é uma coisa assim, uau, e agora? Como eu vou ficar sem o meu cabelo? Mas é algo que eu preciso fazer. Então não, eu tenho que lutar por minha vida e tenho também que me conscientizar que o que eu tenho por dentro é muito mais importante. Eu tenho que viver, eu tenho que me curar e esse é vai ser uma fase que eu vou ter que passar. E histórias como a de Fabiana t se tornado cada vez mais frequentes no Brasil. Primeiro, o diagnóstico tem sido feito com mais frequência. Depois a gente atribui a um outro fator que é o estilo de vida que a mulher vem vivendo, né? O estilo de vida da mulher moderna tem levado ao aumento de alguns fatores de risco para câncer de mama, como, por exemplo, ter poucos filhos, ter filhos mais tarde, não amamentar, uma menopausa tardia, uso de terapia hormonal, consumo de álcool. São todos fatores que estão associados ao aumento do desenvolvimento do câncer de mama e são todos os fatores que a gente tem visto na mulher de hoje. Então, além do diagnóstico, esses fatores de riscos embutido na vida da mulher. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer, o Brasil deve registrar mais de 78.000 novos diagnósticos de câncer de mama por ano entre 2026 e 2028. De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, o aumento dos casos está ligado a vários fatores e o envelhecimento da população é um deles. Nós sabemos que quanto mais se vive, mais o risco de desenvolvimento da doença, né? A gente pode perceber que no passado, principalmente na década de 60, 70, as pessoas morriam com 50, 60 anos. Hoje existe uma tendência a viverem 80 até 90 anos. e o tempo do desse desenvolvimento da doença, ela acaba tendo mais probabilidade de desenvolver, então acaba aumentando esse número. Porém, o médico mastologista faz um alerta sobre o aumento de diagnósticos também na população jovem. Claramente a gente tem percebido e as estatísticas têm mostrado esse aumento na na população jovem. Isso traz uma angústia, porque essa população jovem é uma população que ela tá fora do período que a se recomenda de rastreamento, né? Nós entendemos que eh provavelmente esse aumento na população jovem tem sido relacionados a esse estilo de vida que nós acabamos de conversar. A prevenção e o diagnóstico precoce salvam vidas. Manter os exames em dia, observar qualquer alteração nas mamas e procurar atendimento médico ao menor sinal de alerta são atitudes que podem fazer toda a diferença. Façam também, claro, os exames anuais, mas não confie apenas nesse diagnóstico. Façam sua autoavaliação e qualquer sinal de diferença no corpo, insistam em saber o que é o diagnóstico disso. Façam uma biópsia. Percebeu alguma coisa? Insistam, porque nós que precisamos cuidar da nosso corpo, da nossa vida, a mulher tem que se atentar ao seu corpo, sentir a mama, se conhecer, porque a partir do momento que ela palpe alguma coisa na mama, ela sinta, ela deve procurar imediatamente o serviço de saúde, principalmente o mastologista. Uhum. E outra coisa, realizar os exames de rastreamento, no caso é a mamografia a partir dos 40 anos. Isso é disponibilizado no serviço público. Daqui paraa frente é foco na cura, eh, na força interior, na fé, no amor e seguimos em frente. O cabelo vai crescer. eh curtir essa fase e é isso.