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O ato simbólico, em homenagem a Cristiane Laurito da Silva reuniu quase 150 funcionários no plenário da casa de leis. O presidente da Câmara Municipal, o vereador Luiz Rossini, servidoras e servidores se concentraram por 20 minutos no espaço para um momento de reflexão e emoção também. Cristiane tinha 37 anos e era servidora pública concursada da Câmara de Campinas desde setembro de 2014 no cargo de analista contadora. Atualmente ocupava o cargo de coordenadora de execução orçamentária e financeira. Na última sexta-feira, ela foi vítima de uma tragédia familiar em Limeira, onde morava com o marido e o filho Té, de 2 meses. Em sinal de respeito, a Câmara decretou luta oficial de três dias a partir de segunda-feira e a bandeira da cidade de Campinas foi colocada a meio mastro. Para pedir paz e energia positiva, a maioria das servidoras vestia branco, inclusive as vereadoras Débora Palermo, Paola Miguel, Mariana Conte e Guida Calisto. Hoje a gente sente como uma violência doméstica que eh cometeu, gerou, né, um um feminicídio, gerou uma uma grande tragédia familiar, afeta também na saúde mental dos colegas de trabalho da Câmara Municipal. Então esse ato ele vem muito no sentido da gente conseguir entender que o a dor do luto é uma dor coletiva. Cristiane e Té não podem virar apenas uma estatística. A gente precisa viver essa dor, esse luto e mais paraa frente discutir como que a gente faz que essa crescente de feminicídios elas se interrompam e não tirem mais pessoas que nós amamos. Esse é um momento muito sensível, é um momento de luto eh dos colegas, dos amigos, das pessoas que conviveram com a Cris. Foi importante esse momento com uma memória, como uma elaboração do luto. A, o luto, a elaboração coletiva do luto é importante e também vai exigir da gente fazer reflexões sobre essa situação. Eh, o feminicídio é uma realidade, é um momento e o que nós sempre discutimos é que o feminicídio tá muito mais perto, a violência contra a mulher tá muito mais perto do que a gente imagina. Os homens, infelizmente, são ensinados a de que eles têm o direito de decidir sobre a vida e a morte das mulheres da sua família. Então, eu acho que a gente precisa dar uma resposta política enquanto sociedade e precisamos também de um olhar atento, um acolhimento pra gente identificar quando a mulher está sofrendo a violência doméstica. Esse ato é extremamente importante para chamar a atenção dessa cidade, dos parlamentares, de nós autoridades eh políticas, né? legislativas do próprio poder público para que a gente possa eh atender, atentar a essa questão, a essa questão e a gente poder estabelecer aqui projeto, programa que possa apoiar essas mulheres, as nossas mulheres, nós que trabalhamos aqui, a poder se a poder se defender, a poder ser acolhida, que ela possa ter um espaço saudável de denúncia e que ela possa ser acolhida com sigilo. É isso coloca para nós esse esse desafio, inclusive também de dialogar com os homens dessa casa. Deixo aqui a nossa solidariedade aos familiares e amigos. Durante o ato, Luiz Rossini pediu um minuto de silêncio. O momento foi encerrado com aplausos. Uma última homenagem em reconhecimento à trajetória de vida de Cristiane como profissional, amiga, filha e mãe. M.