Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
A reunião contou com moradores e comerciantes locais da região do Campo Belo, no entorno do aeroporto de Viracopos, representantes da OAB, da Secretaria Municipal de Habitação e autoridades da Câmara Municipal de Campinas. O ponto central é a situação das famílias que foram removidas de suas casas e tantas outras que estão sendo ameaçadas para saírem do local para continuidade da obra de duplicação da rodovia Engenheiro Miguel Melihado Campos, que teve início em 2022 e que lutam agora para que o que foi prometido seja cumprido. A previsão de conclusão que era de 2 anos já foi postergada para dezembro deste ano. Três embargos foram feitos. mais recente em março de 2024. Eles falaram que eu não tenho direito procurar outro lugar. Agora tá vindo a ciclovia, né? Eles estão coagindo a gente, estão querendo que a gente saia de qualquer jeito, sem dar soluções. A gente liga, eles não atendem, a gente manda mensagem, eles não respondem nem nada mais. Eu tenho um comércio, eu comecei a construir, simplesmente falaram que a derry construiu em área inadequada, que não era apropriada pra gente ali. Aí eles foram e derrubaram meu comércio, a minha obra tava já caminho andado, eles foram, derrubaram. Até agora o Flávio não me ressarceu com outro terreno, simplesmente não tem mais terreno pra gente. O material que eu que eu construí, eu perdi tanto o material quanto a mão de obra e eles falam, não dão resposta, né? Não falam nada. A gente não tem resposta sobre nada ainda. Eu sou representante, né, do meu pai. Ele foi um dos primeiros habitantes, né, que fundou a feira do rolo, né, o Zé do Coco, que é conhecido, né, ele tem quase 35 anos que ele está na Miguel Melhados, né? A obra afetou muito, né? Ele afetou muito a gente, que é o nosso patrimônio, né? O coco que a gente trabalha eh foi um é um patrimônio da gente, mas agora você vê esse patrimônio do jeito que está desmoranando, vamos se dizer, né? É muito triste, né? Porque a gente lutou por isso, né? mesmo, como a ODR fala que foi ilegal, né, no local onde a gente tava, né, eh, por ser a Miguel Melhado, uma rodovia, mas foi dali que a gente tirou o nosso sustento, sabe? Foi dali que a gente conseguiu tudo que a gente tem hoje. E agora a gente tem dois pontos que ainda está na rodovia. Estamos sendo pressionados para tirar o os dois pontos que estão ainda no local, que a gente não tiramos justamente porque não recebemos o que prometeram. O presidente da Câmara de Campinas, vereador Luís Rossini e os parlamentares colocaram o legislativo à disposição da comunidade nessa luta e falaram dos próximos passos. Desde que eu iniciou essa obra aqui da duplicação da Miguel Milhado, vários vereadores têm tentado intermediar para minimizar os problemas e os impactos que a obra vem causando, principalmente em relação às famílias. Recentemente nós recebemos uma comissão de moradores que ainda não foram contemplados junto com o advogado Dr. Gondolfo, pedindo para que a presidência em nome da Câmara intermediasse uma reunião. Nós fizemos uma um convite para todas para as várias entidades DR, Defensoria, CDHU, né, para poder sentar e ver se a gente consegue chegar a um bom termo, né, e finalizar essa questão. A reunião hoje foi para discutir isso. Nós vamos dar continuidade a isso, porque, infelizmente, não houve representação desses órgãos e nós vamos solicitar uma reunião, tentar ir a São Paulo para ver se conversa com eles, mas a Câmara, com os vereadores aqui presentes estão dispostos a ajudar a população. Este fato em si, a duplicação da rodovia Miguel Melhado do Campos, que ficou alijado, né? Ou seja, o DR da cidade de Campinas deixou que fosse ocupado de forma irregular. Agora a rodovia vem acontecendo e os moradores estão cobrando direitos, estão cobrando eh situações, pendências que o que o próprio DR assumiu responsabilidade e que não está acontecendo. Então para nós é muito importante todo o trabalho que vem sendo feito no no desenvolvimento da cidade de Campinas, da região do Campo Belo, mas também muito importante a o conjunto das pessoas, a reunião, o grupo de pessoas que se reuniram para que possam buscar os seus direitos. Então, eh é fundamental, acredito que seja um novo passo no sentido de de de trazer dignidade humana respeito aos moradores que já existem aqui há mais de 40 anos e tem que existir esse equilíbrio e nós acreditamos que hoje será um grande passo nesse sentido. a gente acompanha uma situação muito complicada, muito difícil, pessoas que perderam as suas casas, pessoas que perderam seus comércios com a construção da dessa da rodovia Miguel Melhado, dessa dessa dessa obra. Eh, isso não pode ficar assim. Essas pessoas estão passando uma necessidade grande, tão sendo atacadas nos seus direitos à moradia, ao trabalho digno. E a gente quer uma posição do DR, do Departamento de Estradas de Rodagem do governo do estado de São Paulo, que a gente esperava que tivesse aqui nessa reunião hoje, tinha confirmado que viria, né? Precisamos também de apoio da Defensoria Pública do Estado para que a gente possa dar uma dignidade para essas pessoas. É inadmissível que tenhamos famílias pobres sendo retiradas sem uma solução de moradia. Moradia ainda é uma política pública de muita importância, né? Só quem morou em favela, só quem morou, nasceu numa situação de área de risco, sabe e só quem paga aluguel sabe o quanto é isso impacta a vida. Isso dá adoecimento nas famílias, né? Então não dá pra gente ver essa situação e ficarmos quietos. A gente espera que o DR e o governador Tarcío de Freitas dê uma resposta eh alternativa séria, né? eh uma resposta que de fato venha corresponder uma política pública de moradia que dê casas para essas pessoas que eles estão desalojando.