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A carta de adesão ao Pacto das Cidades antiracistas foi assinada pelo prefeito Dário Saad ao lado de diversas autoridades entre secretários municipais, vereadores da Câmara de Campinas e representantes do movimento negro. O Pacto, parte do projeto Cidades antiracistas é resultado de uma parceria com a rede de enfrentamento ao Racismo do Ministério Público do Estado de São Paulo e o Conselho Estadual de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra. O que essa carta Compromisso de cidade antirracista tá pedindo, Campinas já tem a maioria delas, que é a estrutura, o conselho, a promoção, a questão da CPIR ter uma estrutura de coordenação, estrutura administrativa eh da promoção da igualdade racial. Então, a gente já tem, mas a gente fez questão de assinar. Vou levar isso pra região metropolitana de Campinas amanhã na reunião com uma pauta extraordinária e a cidade agora tem o compromisso de avançar mais. Campinas tem essa essa questão histórica de ser considerada a última cidade eh que aboliu a escravidão. Tem também um na história a referência das fazendas eh que tinham escravos em Campinas. Eram consideradas fazendas que eh tratavam muito mal os escravos. Os escravos eram ameaçados em outras fazendas de serem mandados para fazendas de Campinas. Mas a cidade hoje tá virando essa página eh como referência de enfrentamento à desigualdade racial e referência em enfrentamento ao racismo. O evento realizado aqui no salão vermelho da prefeitura reforça o compromisso de Campinas com a equidade, a diversidade e o combate a todas as formas de discriminação. A cidade foi um dos municípios que inspirou e apoiou o projeto desde o início de sua construção. Todas essas políticas públicas que a cidade tem foram aprovadas pela Câmara, pela Câmara Municipal de Campinas ou muitas surgiram dentro da Câmara de Campinas. Então essa atuação da Câmara eh de Campinas também é fundamental nesse resgate histórico e na no avanço das políticas de promoção de igualdade racial. Além do vereador Luís Ibico, que acompanhou a cerimônia de assinatura do pacto, o vereador Permínio Monteiro representou a presidência da casa de leis e falou sobre a atuação dos parlamentares e a urgente necessidade da luta contra o racismo ganhar ainda mais força e visibilidade. Campinas evoluiu muito eh em leis antiracistas e sabemos da importância de ter o poder executivo, o poder legislativo em conjunto. Hoje uma iniciativa do Ministério Público do Estado de São Paulo, apenas 73 cidades assinaram essa carta. temos que eh pedir, né, solicitar e acompanhar de perto junto com o Ministério Público para que outras cidades do estado de São Paulo assine essa carta, porque é muito importante abraçar essa causa, é muito importante ter o conselho nos municípios de todas as cidades do estado de São Paulo, lutar, lutar e lutar mais para alcançar os espaços de instituições que ainda não existe homens, mulheres pretas e homens pretos ocupando determinados cargos em instituições no nosso estado. nosso município e também no Brasil. O promotor de justiça do Ministério Público de São Paulo e coordenador estadual do projeto Cidades antiracistas, destacou que o pacto é voltado para toda a sociedade, já que o combate ao racismo é uma questão de cidadania, ou seja, um dever do Estado e de toda a população. eh um compromisso político que os gestores municipais fazem com o Ministério Público paraa implementação das estruturas de promoção da igualdade racial previstas no Estatuto da Igualdade Racial, a criação de um conselho municipal, um órgão de promoção e um plano municipal. Com essas estruturas, a participação popular e a efetiva concretização de políticas públicas nas mais diversas áreas, saúde, educação, eh cultura e todas as outras, a gente entende que a gente pode ter uma promoção da igualdade racial cada vez mais concretizada e claro também a criação de um fundo municipal para execução dessas políticas públicas. Engada em ações e movimentos que combatem o racismo, a coordenadora de jornalismo da TV Câmara Campinas palestrou sobre o protagonismo negro dentro da comunicação social e a responsabilidade dos veículos de imprensa no processo de inclusão desses profissionais. A gente traz um painel falando justamente qual é o papel do jornalista quando traz as pautas e o compromisso da TV pública quando a gente fala nessas pautas propositivas. Por quê? Porque geralmente as TVs comerciais a gente vê o negro e em pautas policiais, em pautas negativas. Então, qual é o nosso compromisso em propor pautas? Por exemplo, quando fala de saúde, trazer um médico negro falando, quando fala de algum estudo, trazer um especialista negro falando, quando a gente fala não só no 20 de novembro, não só no mês da consciência negra, mas durante todo o ano, como é propor essas pautas e o compromisso da TV pública, no caso da TV Câmara Campinas tem esse compromisso, principalmente após a resolução de 2022, que faz parte justamente desse enfrentamento ao racismo. E claro, também ser uma TV antiracista. Outro dia, inclusive eu ouvi, ah, agora tá na moda. Não, não é que negro e afrodescendente tá na moda, é porque ele é tão capaz quanto qualquer jornalista branco ou branca. Eu vejo dessa forma. Então a gente precisa avançar para que mais de nós estejam também trabalhando como jornalistas, como apresentadores e outros cargos também de gestão no jornalismo. Para o coordenador da Coordenadoria Setorial de Promoção da Igualdade Racial da Prefeitura de Campinas, a assinatura do pacto quebra um paradigma institucional. A assinatura vem dar pra gente legalidade institucional. e quebra também essa questão do racismo estrutural. O próximo passo é continuar fazendo aquilo que ah o movimento negro em Campinas já vem fazendo, que é a luta pela efetivação da 10.639, 639, que é o ensino da africanidade dentro da escola pública. é a validação da do compromisso do município de Campinas com lideranças negras é continuar lutando e quebrando o racismo institucional, estrutural de entretenimento e principalmente o racismo religioso que tanto tem machucado a escolha e a fé de muitos negros e negras, não só no município de Campinas, mas em todo o estado. Sob céu cordeanil das Américas, hoje se ergue um soberbo perfil. É uma imagem de luz que em verdade traduz a história do negro no Brasil.