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Agora, a biblioteca de obras raras da Unicamp celebra uma marca histórica, Os 10 anos da chegada da coleção Fausto Castilho. O acérafo, que pertenceu ao renomado filósofo, professor e tradutor falecido em 2015, reúne milhares de volumes e consolidou-se como um dos principais centros de pesquisa para estudiosos brasileiros e estrangeiros, ocupando uma área especial no térrio do prédio da biblioteca. Eh, a gente entende que essa coleção ela é fonte de pesquisa para quem pesquisa, né, para quem fonte de informação para quem pesquisa eh em humanidades, né, em filosofia, né? Então, o que torna essa coleção especial, né, é o conjunto que que o Fausto formou ao longo da vida, né? Eh, então são cerca de 11.000 volumes, né, com grifos, anotações, né, eh, que ele fez nos livros, né? Então, os usuários hoje em dia vem pesquisar justamente eh esses grifos, né, e o que ele fez no no material. A coleção é fruto de um trabalho minucioso de preservação. Entre 2016 e 2022, cada uma das páginas, das milhares de obras passou por um processo rigoroso de higienização, classificação e catalogação por temas. São os livros com dedicatória, com grifos e anotações dele, né? Eh, muitos livros, edições de livros de filosofia que são difíceis de serem encontrados aqui no Brasil, né? E que ele e que ele conseguiu comprar, adquirir ao longo da vida, né? eh algumas primeiras edições de livros de literatura, né? Eh, livros com dedicatória do Sartre, por exemplo, né? Que quando ele veio pro Brasil, o o Fausto recepcionou ele aqui, teve contato com ele, né? Eh, então, os livros com dedicatória e esses livros que são difíceis de serem encontrados, né? Então, tem alguns livros que nem são tão antigos, mas que eles são edições escassas no Mercado Livreiro e que o Falso tem, né? Então, é, esses são os livros mais interessantes assim, né, da coleção. O grande legado que ele deixa pra filosofia, né, é uma tradução do de uma de uma obra do Heidegger, né, que ele foi obra de vida toda, né, desse trabalho de tradução. E aí ele tem diversas edições em línguas diferentes, né, que ele usou para poder trabalhar na na tradução pro português, né, então, eh, esse apanhado que ele fez da obra do Heiniger para poder executar esse trabalho, né? Além dos clássicos da filosofia e das humanidades, a coleção de Fausto guarda tesouros pessoais como a escrivaninha de trabalho do filósofo. A gente reproduziu a coleção toda, né? Eh, quando a gente recebeu, vieram as estantes, os livros, os documentos, né, que ele que ele gerou, os documentos de pesquisa principalmente e os objetos pessoais, né? Então, umas maletas, né, e objetos que ele usava no escritório. E a gente reproduziu em certa medida, né, esse espaço aqui na biblioteca para que as pessoas também conheçam não só o perfil intelectual, né, mas também o perfil mais humano, né, de uma pessoa que era uma pessoa comum, né, e que trabalhava e que vivia e tinha seus interesses pessoais além dos interesses eh de trabalho. Castilho foi peça-chave na concepção da Unicamp e uma das maiores curiosidades do acervo é uma lousa onde o professor desenhou o traçador urbano da universidade. O Fausto além desse trabalho como filósofo, né, ele teve papel importante na formação da universidade, né? Então ele foi convidado no início da da da Unicamp, né, pelo Zelino Vais e ele teve papel importante na na formação, no sentido de pensar o campus, que é o que a gente chama de campus radial, né? Então, o símbolo da Unicamp, ele é o formato da da universidade e o Falto pensou nisso, né? Então, uma praça que conecte que conectasse todas as faculdades e os institutos, né, com a biblioteca central no entorno, né, o restaurante universitário e criar essa conexão entre os estudantes. A Bora funciona de segunda a sexta-feira, das 9 da manhã às 5 horas da tarde e o acervo pode ser consultado para pesquisa por meio de agendamento, já que as obras não podem ser retiradas. Mais informações pelo site www.bora.unicamp.br. A gente tem intenção de receber, né, pessoas que se interessam pela preservação da memória no geral, né? Então o nosso trabalho é voltado para isso, né? Então, a ideia é que a gente eh forneça o acesso eh o maior acesso que a gente consiga.