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Primeira reunião ordinária da Comissão de Constituição e Legalidade contou com 19 projetos na pauta e apenas um foi arquivado. A Biblioteca do SESIA Moreiras preparou uma programação especial nesse mês de fevereiro com atividades para crianças e adultos, incluindo clubes de leitura. Saúde. Agora desta semana vamos conversar com o infectologista Pedro Martins. Ele que é mestre, professor de pós-graduação da AFIA Educação Médica, vai trazer informações sobre o vírus NIPAC. Quarta-feira de cinzas marca o fim oficial do carnaval de 2026 e a volta à rotina de trabalho em Campinas. Essas e outras notícias você acompanha a partir de agora no Câmara Notícia desta quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026. Meiodia e 15. Participe com a gente, mande a sua sugestão de pauta, a sua opinião aqui pro WhatsApp da redação da TV Câmara Campinas. Anote aí, 1997829377. Se você preferir, pode apontar a câmera do seu celular para o Qcode que aparece no seu vídeo e aí você já entra em contato direto com a nossa redação. E um balanço divulgado na manhã desta quarta-feira pela Prefeitura de Campinas aponta que o carnaval da cidade reuniu 288.000 pessoas em 9 dias de programação de 2026 e registrou um aumento de público em relação ao ano passado, quando 250.000 1 foliões participaram do evento. A programação contou com dois finais de semana de pré-carnaval e também nós tivemos cinco dias de folia oficial entre 13 e 17 de fevereiro. Ao todo, 64 blocos passaram pelas ruas da cidade durante o período levando música, diversidade, cultura e ocupação dos espaços públicos em diferentes regiões. Vamos lá agora que a gente abre então a edição de hoje do Notícias da Metrópole falando da ressaca do carnaval. E você aí descansou? Curtiu a folia? Viajou, trabalhou? Pensando nisso, a nossa equipe foi ao centro de Campinas e conferir como foi a manhã do campineiro. Quem traz as informações é Felipe Gomes. Boa tarde, Felipe. Boa tarde, Mirina. Boa tarde para você que está acompanhando a programação ao vivo da TV Câmara Campinas. Olha, é isso mesmo, Mirna. Hoje é quarta-feira de cinzas, dia que marca o fim oficial do carnaval de 2026 e para muitos significa volta à rotina de trabalho. De acordo com dados da prefeitura, em 2026, o carnaval de Campinas reuniu 288.000 fuliões pelas ruas da cidade. Em 2025 foram 250.000 pessoas, representando aí um aumento de 15,2% de fuliões na rua. A programação de Campinas foi intensa, começou no dia 7 de fevereiro, numa sexta-feira e terminou nesta terça-feira, dia 17 de fevereiro. De acordo com dados, ao todo foram 64 blocos que passaram pelas ruas da cidade de Campinas e hoje marca aí a volta, a rotina de trabalho para muitas pessoas. Curtiu o carnaval ou ficou em casa? Na verdade, eu foguei na segunda-feira, a fechou a loja e ontem nós todos trabalhamos nós de portas fechadas para colocar a loja em ordem. E agora então o ano começa, começa de verdade agora, a partir de agora com certeza. Mas final de semana aproveitou ou ficou em casa? Em casa. Aproveitei a família que a gente trabalha a semana toda, né? E a família tem sempre prioridade. E aí, aproveitou o carnaval? Muito. Pulou os bloquinhos? Quantos bloquinhos você foi? É, no todos, todos. Aham. E agora tá voltando pro trabalho. E como que vai ser? Ai, agora eu tô procurando meu serviço, né? Tava desempregada, tô procurando um serviço. Agora o ano começa de verdade? Então, agora começa. E aí, aproveitou desde desde o das outras semanas os pré-carnaval ou foi só esse final de semana? Ah, todos todos os dias aproveitando sempre. Para mim foi normal, porque eu não pulei carnaval, eu só fiquei em casa, eh, treinei e foi um dia normal para mim. Ficou descansando, então? Sim, descansando. Conseguiu recarregar as energias, agora vai voltar a trabalhar mais mais animada. Agora o ano começa de verdade? Sim, agora o ano começa tranquilo e consegui passear também, sair. Conseguiu passear, aproveitou bastante, então, os passeios? Sim, bastante. Senhor pulou o carnaval? Não, não, não, não. Ficou em casa, ficou descansando. Tranquilo, tranquilo. Aproveitou a família? Graças a Deus. Ainda tomei uma latinha e boa. Ou deu para, deu para aproveitar os passeios também? Não, passei agora só agora no fim do ano de novo. Agora não tem. São João, no São João, Bahia. E o senhor aproveitou o carnaval ou ficou em casa? Fiquei em casa. Também em casa. Aproveitou a família ou deu um passeio também? Não, só a família. Só tranquilo, descansando. E agora? Agora o ano começa de verdade. Espero que sim, né? Espero que sim. Vamos ver. É isso, Mirna. E entre o dia 31 de janeiro e dia 17 de fevereiro, foram 67 desfiles e apresentações de blocos de rua, além de festas em casas de eventos. Em 2025, foram 240 horas de programação. Em 2026, o total chegou a cerca de 500 horas de atividades, considerando o pré-carnaval. e os dias oficiais da folia aqui de Campinas. Todos esses dados foram divulgados pela prefeitura do município. Volto com você aí no estúdio, Mirna. Obrigada, Felipe. A gente lembra que em alguns pontos da cidade a folia foi até a madrugada de hoje, mas ontem a chuva da tarde desta terça-feira causou a queda de árvores e galhos nas regiões leste e sul de Campinas. As equipes de serviços públicos trabalharam na desobstrução de vias e a INDECA sinalizou o trânsito e orientou motoristas. Um balanço divulgado pela prefeitura aponta queda de 21 árvores e duas quedas de galho sem vítimas. No taquaral, imagens de quem estavam lá mostra na região do cartódromo que a os carros que foram afetados foram 21 veículos que estavam estacionados no local. Também não tivemos vítimas. E de acordo com a prefeitura, a Secretaria de Serviços Públicos tem um estudo em andamento que vai embasar um projeto para melhorar a drenagem naquela área do antigo cartódromo. A pasta estuda a viabilidade de aumentar a captação e a condução das águas. O estudo foi iniciado em novembro e deve ser concluído ainda este ano. A galeria atual que foi construída a 60 anos com hipermeabilização da bacia com o passar dos anos se tornou insuficiente. Então, um baita susto. A gente lembra que inclusive ontem nós tivemos aí aquele alerta da Defesa Civil, mas para muita gente o alerta chegou muito em cima, não deu tempo de sair de algumas áreas. Bom, agora a gente vai falar de combate ao alcoolismo, porque o dia de combate ao alcoolismo foi na última semana e nós tivemos aqui em Campinas uma escola estadual que promoveu uma roda de conversa com estudantes para discutir a prevenção e o consumo de álcool. A reportagem acompanhou a atividade e ouviu autoridades e alunos. O Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo celebrado no dia 18 de fevereiro motivou ações de conscientização em Campinas voltadas a jovens. Na última semana, estudantes do ensino médio participaram de atividades educativas. Acompanhamos uma roda de conversa com F em informar e prevenir o consumo de álcool entre adolescentes com estudantes do Colégio Estadual Carlos Gomes. Hoje já foi comprovado cientificamente que não existe dose segura, né? E os adolescentes estando em formação, né, do seu organismo ainda, então eles são muito mais prejudicados. Então é levar essas informações para ele, para eles, para eles se conscientizarem que eles usando o álcool, eles estão causando um malfício para eles, pro organismo deles. Um dos palestrantes que participou da roda de conversa foi o vereador e presidente da Câmara, Luiz Rossini, que falou aos estudantes sobre a importância da prevenção e da conscientização desde a juventude. A última pesquisa feita pela UNIFESP dá conta que 60% dos adolescentes já fizeram uso, pelo menos experimental, de bebida alcoólica. 13% faz uso abusivo nos últimos tempos. 30% tem acesso, compra a bebida quando quiser. 40% recebe a bebida da mão dos pais. E tem um artigo do Estatuto da Criança Adolescente que torna crime você oferecer qualquer substância que possa causar dependência a jovem menor de 18 anos e a sociedade não conhece isso. Então, iniciativas como essa ajuda inclusive a falar da legislação e mostrar e conscientizar porque a lei tenta proteger os adolescentes no contato com o álcool. Para Campinas isso é fundamental. As atividades fazem parte da programação do Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo, que reúne ações educativas em escolas e espaços públicos de Campinas. do ano, eu tenho desenvolvido um projeto com alguma escola do município, do estado. É um projeto de prevenção às drogas, onde a escola toda participa fazendo as pesquisas que a gente monta um projetinho, leva para eles fazerem eh desenvolverem o projeto com orientação dos professores e nós da gente da Coordenadoria de Prevenção à drogas, porque aí eles se envolvem, né? Eles buscam as informações, então não é a gente que tá levando pr eles, eles digam, ai, será que é verdade? Será que, né? A gente dá o caminho onde procurar os o site, as páginas páginas idôneas e aí eles montam o projeto. O tema do consumo de álcool também faz parte das discussões desenvolvidas dentro do ambiente escolar. Nós temos os jovens e, infelizmente, cada vez mais novos, eles estão entrando nas drogas e álcool. Eles começam pelo álcool. Aí a dependência começa a ser muito grande, eles acabam indo para umas drogas mais pesadas. Então, quanto mais palestras, incentivos nós tivermos com a parceria eh da prefeitura, que nos ajuda muito, a gente começa a colher os frutos. Os estudantes também participaram da atividade e falaram sobre o que aprenderam durante a roda de conversa. Eu acho que a álcool, qualquer outro tipo de droga deixa a pessoa muito feia. Por exemplo, quando uma pessoa tá sobre o uso de alguma substância ilícita, ela muda completamente, muda o comportamento, muda a forma que ela pensa. Às vezes a pessoa pode ficar até agressiva e tipo assim, meu conselho acho que seria para não fazer, porque a gente pode ficar agressivo com as pessoas que a gente gosta. Eu tô achando muito legal esses vinhos que ele mostrou também. É muito importante, né, pra gente ver o que acontece. É a primeira vez que vocês participam de alguma palestra ou de algo relacionado contra o uso do álcool e de drogas? Sim, é minha primeira vez nossa palestra e eu tô achando muito legal. Sim, importante e necessário, né? Todo mundo aqui jovem tá quase chegando na vida adulta, tem que aprender a importância disso. E você vai conscientizar os seus colegas, seus amigos na sua casa para esse tipo de uso não acontecer? Bom, né? Sempre tem que tem que tem que ajudar os amigos sempre. às vezes encarna-se a vida do álcool, nunca mais sai. É, e a gente lembra que além dessa questão de uso do álcool e outras drogas, o álcool, inclusive é um dos fatores mais predominantes no quando a gente fala em acidentes de trânsito. Agora a gente vai falar um pouquinho sobre cultura, porque o Centro Cultural Sesi Campinas preparou uma programação especial, inteiramente dedicada à literatura e aos processos criativos. Ao longo de todo o mês de fevereiro de 2023 tem toda uma programação que a Taila Ramos traz agora. Atividades totalmente gratuitas realizadas no complexo da Avenida das Amoreiras em Campinas, incluem clubes de leitura, oficinas de escrita criativa e contação de histórias. Uma das novidades deste mês é o Clube do Livro Infantil. Esse mês a gente vai inaugurar o Tertulinhas, que é um clube do livro para as crianças. Então, mensalmente, eh, a ideia é que a gente selecione dois livros para ler com as crianças, justamente para difundir a a literatura já desde cedo. Eh, então é regada muitas brincadeiras, começa com caça palavras, onde as crianças vão buscar, né, encontrar o livro em que a gente vai ler aqui. É, e aí a partir daí começa a leitura, tudo de uma forma muito lúdica para que as crianças consigam entrar mesmo na história e ver a leitura como uma brincadeira também. A atividade lúdica de incentivo à leitura inclui caça ao tesouro literária e descoberta de livros infantis. Quando se trata do tertulinhas, é uma curadoria que eu mesma faço, com base em alguns assuntos para tratar com as crianças, mas nós temos também o Tertulihas, né? O Tertulinhas é uma ramificação dos do Tertúulhas, eh, onde é feito em colaboração com o público que vem aqui. Então, eu faço uma pré-seleção de títulos que a gente pode ler, trago aqui, nós decidimos em conjunto. Então, todas as pessoas que se inscrevem no meu CESI, vem até aqui para fazer a parte do clube do livro, eh, seleciona qual a gente vai ler e então a gente lê durante o mês e volta aqui para fazer o debate sobre a obra. Para os adultos, um dos destaques é a quarta dos contos, com bate-papos a partir da obra Mulheres que correm com os lobos, unindo literatura e psicanálise. A gente também tem os encontros literários, né, que acontecem sempre nas quartas-feiras. Então esse é Quarta com os Lobos, onde a gente lê o livro, Contos do livro Mulheres que correm com os lobos, trazendo um viés da psicanálise, analisando conto a conto. Além de promover atividades com crianças e adultos, a biblioteca do Sésia Moreiras é aberta a toda a comunidade durante o contraturno escolar. A biblioteca ela é aberta de quarta a sábado para todos os públicos, para todo mundo da região de Campinas e de Campinas, onde as pessoas podem vir para retirar livros ou também só para aproveitar o espaço, porque pois é um ambiente de convivência. Então aqui tem jogos de tabuleiro, onde as famílias podem passar à tarde. Eh, e aí para retirar livros é só fazer o cadastro, um cadastro rápido, acessível. Eh, e aí todo mundo que tiver o cadastro pode tirar até dois livros, eh, ficar com eles por 15 dias. Então, eh, de quarta a sábado, a partir das 18 horas. Tá aí, ó, o recado para quem queira aí ter acesso a toda essa literatura. E a gente sai das notícias da Metrópole para falar do trabalho da Câmara Municipal de Campinas. E ela tem a uma das comissões da casa, das mais de 20, já realizou uma primeira reunião e a comissão de constituição e legalidade que analisou 19 projetos que tramitam aqui no legislativo. A primeira reunião ordinária de 2026 da Comissão de Constituição e Legalidade foi presidida de forma interina pelo vereador Roberto Alves. Participaram os vereadores Wagner Romão, Eduardo Magoga, Nick Schneider, Felipe Marquezi e Luiz Yabico. Foram discutidos e votados os pareceres de 19 projetos. Primeira, hoje estou substituindo aqui o vereador Oto Alejandro para me fácil, que é uma comissão muito importante nesta casa. Começamos já com 19 projetos, teve alguns pedidos de vista. Eu tenho certeza que vai ser um ano de muito trabalho e é isso que nós temos que fazer, é trabalhar em prol do povo campineiro. O que vier, os projetos vão ser todos eles analisados para que sim eles vão pro plenário para ter o parecer de todo o plenário da Câmara. Entre os projetos votados, o item três, de autoria da vereadora Guida Calisto, que altera uma lei complementar de 1990 sobre o uso de ônibus a maiores de 65 anos para estender a gratuidade a pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, foi rejeitado. O vereador Eduardo Magoga justificou o voto. Senhor presidente, também quero fazer uso da tribuna e explicar para você que nos assiste de casa. Eu acredito que a matéria eh é pertinente e muito importante. Eu acho que é algo que todos os municípios gostariam de ter o transporte gratuito, mas nas condições que são apresentadas, às vezes não são explicadas. como o vereador Nick deixou claro aqui, para a população seria custo zero, mas o município ele acaba arcando eh com todas essas esses benefícios que são dados, não apenas eh no caso desse projeto, que seria para as pessoas maiores de 65 anos, mas até para os estudantes da nossa cidade, vereador Ni, que todos os projetos que que vêm é nesse sentido de trazer o benefício, o governo municipal acaba subdesidiando. Na fala do vereador Romão, ele fala que governo federal ele vem nessa linha, nesse sentido. Pra gente seria muito importante se o governo federal custeasse tudo isso, se o governo federal repusse e destinasse ao município o recurso para subsidiar todas essas passagens. Aí seria muito mais fácil da gente ter uma lei eh no município no momento para poder beneficiar as pessoas acima de 65 anos. Então, o subsídio acaba vindo do governo municipal e é por isso que a matéria se trata de vício de iniciativa. Outros vereadores no passado, como o vereador Nick falou, também já propuseram temas compatíveis a esse, a classe de pessoas que precisam de ser favorecidas, mas a gente se encontra nessa situação. E além de serviço de iniciativa, temos o impacto financeiro do município. E é muito fácil a gente ter eh uma um discurso dizendo que o governo federal vem nesse sentido propondo isso, mas o governo federal também deveria subsidiar os municípios que são impactados direto no seu orçamento. Então, parabenizo a vereadora pela intenção da matéria, mas também vou seguir o voto contrário do nosso relator. Obrigado, presidente. Nove projetos foram aprovados, outros nove receberam pedidos de vistas e apenas um foi rejeitado. Próximo agora, todos os pedidos que foram pedidos vistas, os vereadores vão poder analisar para que eles possam voltar para a comissão e a gente aprovar. Estamos já dando os parecer para que a próxima sessão que vai ter já possa, acredito eu que vai ser um número muito maior do que os 19 e assim vai ser e vamos estar trabalhando todo esse o ano todo. Os projetos que foram aprovados pela Comissão de Constituição e Legalidade estão aptos para que a presidência coloque em pauta na votação pelos vereadores da Câmara. E olha só, o legislativo da cidade abriu espaço para o debate sobre proteção animal na primeira parte da quarta reunião ordinária por iniciativa da vereadora Fernanda Solto. Foram discutidas ações de combate à violência contra os animais aqui na cidade e muito mais. Por iniciativa da vereadora Fernanda Solto, a primeira parte da quarta reunião ordinária da Câmara Municipal de Campinas foi dedicada ao debate sobre ações de enfrentamento à violência contra os animais. O caso do cachorrinho orelha em Florianópolis, que, né, um cachorrinho comunitário que foi assassinado de forma brutal, eh, trouxe uma onda de mobilização em todo o Brasil contra a impunidade para quem comete os crimes de maus tratos, mas também expôs um problema estrutural que nós estamos vivendo, porque o caso do cão orelha não é um caso isolado, é uma coisa que a gente tem denunciado que muitos casos como esse acontecem todos os dias e não chegam ao nosso conhecimento. E a gente e pensou que seria muito importante utilizar esse espaço institucional a Câmara Municipal de Campinas nesse momento em que esse debate tá sendo feito em todo o país para trazer evidências desse desmonte da política de proteção animal, da falta de responsabilização do poder público com relação à proteção animal, ouvindo quem tá no dia a dia enfrentando essas dificuldades, as protetoras, os protetores, as ONGs. E dizer que essa situação crescente dos maus tratos contra os animais é uma realidade em Campinas. O encontro reuniu autoridades, protetores e representantes da sociedade civil em um momento de debate e mobilização pela ampliação de políticas públicas eficazes para proteção animal no município. O que dá para se analisar não apenas com o caso de Campinas, mas vários casos de DPBEAS do estado inteiro, é que esse modelo não funciona. Nós vamos precisar rediscutir o modelo de DPBEIA, essa história de que o poder público tem que fazer tudo, tá errado. O vereador Wagner Romão falou: "Olha, precisa da conscientização da população primeiro, precisa isso mais do que fundamental pra gente colocar na cabeça de uma pessoa lá atrás que lá na no num bairro, em qualquer lugar da cidade que ele não pode bater no animal, não pode bater em ninguém, não pode bater no animal". É previsto em lei o crime de maus tratos. E o que que é crime de maus tratos especificamente? É a crueldade e o sofrimento com os animais. Por isso que eu começo falando do caso do Mairinque, né, que o vereador Romão enfatizou aqui. A estrutura está boa, OK, mas ele está numa prisão, numa solitária. Por que que ele está preso? Se fosse um santuário, seria um pouco diferente. Mas qual é a pena? Qual é o crime que ele cometeu para tá causando sofrimento de eh eu digo sofrimento porque quando ele está preso comendo, bebendo água e não tá tendo um lazer, um amor, um carinho, também é sofrimento. E também aí eu começo a falar também da questão do rodeio e do da lei do do do artigo do estatuto que foi eh que foi suspenso, na verdade, 99. Ele não fala só do rodeio, ele fala também dos animais em circos. Quer dizer, é um retrocesso absurdo. Animais em circos é puro sofrimento e animais em rodeio também é puro sofrimento e crioldade. Outros vereadores da Câmara Municipal também marcaram presença no debate. Quero reforçar minha posição contra a volta dos rodeios por entender que isso gera sim um processo de maus tratos e colocar o nosso mandato à disposição por essa luta e causa tão importante. E depois os últimos acontecimentos que a gente tem visto sobre principalmente, né, que ganhou mais visibilidade do cãozinho orelha, é fundamental que a gente tenha uma legislação dura a nível municipal, não só na punição, mas também enfrentamento ao número alto de cães abandonados que a gente vê na cidade de Campinas. Agora a gente vai falar um pouquinho de ferramentas legislativas que são utilizadas aqui na Câmara Municipal. A gente começa com requerimento porque o vereador Wagner Romão protocolou um requerimento que questiona a prefeitura sobre a renovação de contrato de serviço de moto lância do SAMU com a rede Mário Gat. O vereador Wagner Romão recebeu uma denúncia de que a Rede Mário Gat decidiu não renovar o contrato do serviço de motolância do SAMU sob a justificativa de corte de gastos. por isso, protocolou um requerimento pedindo explicações ao poder executivo. A gente recebeu uma denúncia de que esse serviço das motolances, que é oferecido pela rede Mario Gate, vai ser descontinuado, ou seja, vai ser interrompido agora em março. E esse serviço é muito importante pra cidade, porque a motolância, os enfermeiros que ocupam as motolâncias são aqueles que chegam mais rápido numa situação de emergência, furam, né, aquela o congestionamento, podem chegar mais rápido, eh trabalham com acidentes de trânsito, trabalham com paradas cardiorrespiratórias e é muito importante no na questão, nas questões de saúde desse tipo de tratamento, que o o socorro venha o mais rápido possível. Esse serviço custa muito pouco pra Rede Mario Gate. São apenas menos de R$ 6000 pro aluguel dessas motos. Já paga tudo, licenciamento e seguro e outras, né, outras questões. De acordo com o parlamentar, a moto traz mais agilidade, chega mais rápido ao acidente e salva vidas. A gente tem uma cidade, eh, veja, nesse momento de chuvas, inclusive o trânsito é intransponível, né? a gente perde muito tempo no trânsito. E a ambulância do SAMU, ele é, embora ele possa fazer ali algum trajeto mais rápido, mas ele é um carro, né? Uma ambulância, é um furgão. A moto ela tem condição de furar esse bloqueio e de fazer com que as pessoas possam, né, que os enfermeiros possam chegar muito mais rápido e no acolhimento das vítimas. Isso salva vidas. A gente tem um dado de que em paradas cardiorrespiratórias, cada minuto perdido é igual a 10% a menos de chance de salvar uma vida. Então, quer dizer, a a Rede Mariugate inclusive economiza recursos, né, porque ela vai poder, o enfermeiro chegando a tempo, ele vai poder eh iniciar os procedimentos, né, de de acolhimento, de resgate dessas vítimas. Então não há justificativa plausível para que esse serviço seja descontinuado. O requerimento é um documento enviado à prefeitura, então, que que ela tenha 15 dias prorrogáveis pelo mesmo período para responder os questionamentos dos vereadores. E a Câmara aprovou uma moção do vereador Benê Lima, que pede ao governo do estado a recuperação emergencial da ponte na rodovia Lix da Cunha, que liga Campinas ao Hortolândia. Foi aprovada a moção do vereador Ben Lima, que apela ao governo do estado de São Paulo e ao Departamento de Estradas de Rodagem pelo reparo emergencial da ponte danificada na rodovia Lix da Cunha, que liga Campinas a Hortolândia. A estrutura sofreu danos após as fortes chuvas. Olha, foi uma ponte que foi danificada aí pelas chuvas. Eh, tá causando muito transtorno. A gente sabe que Campinas Hortolândia tem uma demanda de carro muito alta, então essa ponte ela não pode ficar eh sem reparo muito tempo. Então a gente tá fazendo, estamos fazendo essa moção pro governador para que seja um reparo rápido, visto que já fazem seis dias, eh, causando transtorno, tem uma faixa bloqueada. Então a nossa moção é para que seja o mais rápido possível para que pare de causar transtornos pra população de Campinas, também de Hortolândia. Por causa desses danos, a faixa leste da rodovia interditada. O trecho opera no sistema Pare e Siga nos dois sentidos, o que, segundo o parlamentar, tem causado transtornos aos motoristas. É uma ponte que passa milhares de pessoas por dia. Eh, e também se não fosse teria que arrumar. A gente tá pedindo celeridade nisso um para que seja mais rápido, porque pode causar acidente, eh, lentidão no trânsito já está causando. Então, a nossa moção é justamente para isso, para que dê celeridade e rapidez aí no reparo da ponte da Sadali que sacunha. E a gente lembra que a moção é um documento que quando aprovado pela Câmara representa a opinião dos vereadores do legislativo da cidade. Ela é encaminhada aos órgãos competentes que também respondem e tomam as devidas providências de acordo com o pedido realizado e ela pode ser de apelo, de apoio e de aplauso também. E hoje é dia da quinta reunião ordinária. A Câmara vai analisar nesta quarta-feira, entre outros itens, dois projetos de lei que tratam da proteção do consumidor e de direitos dos animais. As propostas serão analisadas em primeira discussão pelos parlamentares. Uma delas é de autoria do vereador Luiz Yabico, que regulamenta o agendamento de atendimentos técnicos domiciliares por empresas de telefonia, internet, TV a cabo e serviços semelhantes. A proposta estabelece que os atendimentos deverão ser realizados com hora marcada, escolhida pelo cliente, sendo vedado agendamento por turno, manhã, tarde ou noite. O texto também prevê que as empresas disponibilizem um sistema de rastreamento em tempo real do técnico, permitindo ao cliente verificar a localização aproximada e o tempo estimado de chegada. Caso não seja possível cumprir o horário agendado, a empresa deverá avisar com no mínimo 2 horas de antecedência, oferecer um novo horário, conforme a conveniência do cliente e conceder um desconto de até 10% na fatura subsequente como uma compensação. Se a se isso virar lei aqui em Campinas, as penalidades vão desde advertência, na primeira ocorrência a multas progressivas que podem chegar a 10.000 unidades fiscais do município, que hoje corresponde a R$ 50.99 R99 e a partir da quarta infração, com uma possibilidade de aplicação em dobro em caso de reincidência, os valores arrecadados serão destinados ao Fundo Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor. O outro projeto é de autoria do vereador Herbert Ganen, que propõe alterações do Estatuto de Proteção, Defesa e Controle das Populações de Animais Domésticos de Campinas. proibindo o confinamento de animais em condições inadequadas. Pela proposta, será considerado confinamento proibido qualquer situação que não garanta o pleno atendimento às necessidades físicas, mentais e naturais dos animais, especialmente quando houver um aprisionamento, por exemplo, em gaiolas que restrinjam mobilidade ou causem lesões e estress. As penalidades previstas para quem descumprir a norma inclui uma multa entre 100 e 3.000 unidades fiscais do município, que fique em média entre 7.649 a R$ 19.378, a apreensão dos animais e a cassação da inscrição municipal e do alvará de funcionamento no caso de pessoas jurídicas. Em caso de reincidência, os valores das multas serão dobrados. A quinta reunião ordinária será realizada hoje a partir das 6 horas da tarde no plenário da Câmara. Você pode participar pessoalmente. A entrada é pela Avenida da Saudade 1004, desculpe, a entrada é pela engenheira Roberto Mes 66, que é entrada do plenário do legislativo. E claro, a TV Câmara Campinas transmite ao vivo essa reunião que hoje discute os projetos da pauta. Vamos falar um pouquinho de saúde porque é a hora. Olha só, de falarmos sobre uma nova doença que tá alertando aí, que é um surto do vírus NIP na região as que acende um alerta nas autoridades sanitárias, especialistas em saúde pública pelo seu alto potencial de gravidade. A infecção pode ocorrer por contato direto com os animais infectados e pelo consumo de frutas contaminadas. E esse é o tema em destaque no quadro Saúde agora com Cassiane Alves. Olá, saúde agora no ar levando muita informação para você. E hoje vamos falar sobre um patógeno que tem acendido alertas na Ásia, mas que não representa uma ameaça imediata ao Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Vamos falar sobre o vírus NIP. Convidamos o Pedro Martins, ele que é infectologista, mestre em infectologista, professor de pós-graduação em infectologia da AFIA Educação Médica, que já está conectado aqui conosco. Seja muito bem-vindo, Dr. Pedro. Obrigado. Bom dia. Bom dia, Dr. Pedro. Bom, pra gente iniciar então, né, falando um pouquinho sobre esse vírus NIP, que realmente tem acendido muitos alertas, tem também várias eh notícias, né, falando que o vírus é um novo COVID-19 que está chegando no Brasil. Já saiu também aí uma um documento, né, do Ministério da Saúde falando que no Brasil nós não temos casos. Mas então pra gente iniciar, o que podemos dizer sobre esse vírus? Eh, o o vírus NIP, ele é um vírus que ele já foi eh descoberto na década de 90 ali, por volta de 1991, eh que inicialmente ele foi reportado ali em alguns países ali do Sudeste asiático, ali no sul da Índia, em Banglad, eh na Malásia, em alguns outros países ali por aquela região. Já é um vírus que a gente já tem conhecimento desde a década de 90, que causa alguns pequenos surtos locais. ali já teve eh o reporte, né, a documentação de alguns eh casos em em pessoas ali naquela região, mas que começou a a levantar um um alerta maior por conta do aumento do número de casos no no sul da Índia, mas é um vírus da família do sarampo, da cachumba, né, um paramixovírus, mas que apesar dele ter uma uma taxa de transmissão secundária, né, uma transmissão eh eh após o primeiro contato muito menor do que esses outros vírus, né, ele tem uma letalidade muito alta, porque é um vírus que gosta de inflamar o sistema nervoso central. Então, por conta disso, eh, ele levanta alguma preocupação em relação à letalidade, mas é um vírus que tem uma transmissibilidade muito menor a esses outros vírus que a gente já tá acostumado a ver, tanto da COVID como do sarampo, que é muito maior do que o do que o NIP, por exemplo. E como que ele age no organismo, Dr. Pedro? Como que é eh como que é essa transmissão, né? é de alto risco, tem essa esse grau de letalidade. Como que esse vírus então ele age no nosso organismo para ter aí um grau também grave do vírus em uma em um paciente diagnosticado? A gente tem inicialmente uma fase eh clínica que é bastante inespecífica, que ela pode eh ser vista em várias outras doenças, né? Febre, dor no corpo, dor de cabeça, uma prostração, né? O que a gente chama de síndrome gripal, né? um um um sintoma inespecífico, né, que a gente fica um pouco mais mais mole, mais deitado, aquela vontade de ficar mais parado. Então, esse essa fase inicial da da doença que dura três a 7 dias mais ou menos, ela é indistinguível de qualquer outra doença. E aí depois de um determinado momento dessa fase inicial, o vírus ele adquire uma capacidade de entrar no sistema nervoso central. E aí a partir do momento que ele entra no sistema nervoso central, ele acaba eh se multiplicando ali nas células do sistema nervoso. E aí a letalidade dele acaba sendo pior por conta da encefalite que ele gera, que é uma inflamação nos tecidos do cérebro do do cerebelo. Então essa esse tropismo dele, essa predileção, essa vontade que ele tem de ir pro sistema nervoso central é que torna ele bastante preocupante por conta do risco que ele pode ter de gerar um determinado sintoma neurológico, né? E aí, dependendo do local do cérebro que for afetado, ele vai gerar um sintoma diferente. Pode ser às vezes uma crise convulsiva, pode ser eh um rebaixamento do nível de consciência, né? O paciente vai ficando um pouco mais sonolento, até o coma e algumas outras alterações eh locais, dependendo da área que ficou afetada. Pode afetar um pouco a fala, pode afetar um pouco o movimento, dependendo de qual área do cérebro ali tá mais inflamado. Então, o espectro de manifestação neurológica é muito diverso, né? O paciente pode ter sintomas bastante amplos. vai depender de qual área do cérebro que foi eh afetada, certo? E no caso da transmissão, Dr. Pedro, né, a gente tem as informações que eh a transmissão ela é de animais, né? Tem o morcego, que foi já feito esse estudo, né, na na Ásia, em todo a Índia, na naqueles países. Tem também a situação de de animais para humanos e de humanos para humanos. Tem alguma relação? como que é essa transmissão, né? O que que a gente precisa tomar também de alerta e cuidado nesse sentido? Eh, o vírus NIPA, ele é ele é considerado uma zoonose, né? Ele é um vírus de transmissão de o animal pro humano. Eh, a gente imagina que esse vírus já circulava entre os animais há algum tempo. Em determinado momento ali, a partir da década de 90, ele conseguiu gerar esse salto, né, essa capacidade de infectar humanos. O principal reservatório dele na natureza são os morcegos, mas são morcegos de grande porte, né? As raposas voadoras que são morcegos frugívoros, são morcegos, não são morcegos hematófagos, né, que se alimentam de sangue, são morcegos que se alimentam de frutas, mas são morcegos muito grandes que só tem na Ásia ali no Sudeste asiático, não são espécies nativas do Brasil, eh, que podem chegar até 1,5 m de envergadura. São são morcegos enormes, né? E eles têm por hábito eh se alimentar da seiva ou de alguns frutos de algumas plantas. E aí quando o homem ele entra em contato com as frutas ou a seiva dessas plantas da palmeira, eh, do vinho de palma, enfim, que que são eh coletadas da natureza, se essas amostras de frutas ou de seivas estiverem contaminadas pela saliva ou pela secreção eh dos morcegos ou pela urina, isso pode gerar uma infecção. É o principal eh a principal fonte de transmissão é a partir do contato eh com as secreções dos animais doentes. Aí destacando-se o morcego. já houve a documentação de transmissão da infecção para porcos, eh, então para suínos e para outros animais de interesse, é, de produção econômica, cavalos, eh já houve essa essa essa, eh, esse diagnóstico dessa infecção também passando para essas outras espécies de interesse econômico. Eh, e eles também adquiriram a capacidade de infectar humanos, né? Então a gente aconteceu um surto na na Ásia também por volta de 97, 98, que fazendeiros, pecuaristas ali de eh de de porcos, de suínos acabaram tendo contato com os animais doentes e desenvolveram a encefalde pelo pelo vírus NIPA. Eh, a transmissão interumano ela ela é ela é pequena, né, comparada a outras infecções, mas ela já foi documentada. A nível de comparação, uma pessoa doente com sarampo, ela é capaz de infectar até 18 outras pessoas. Eh, na COVID a gente chegou no máximo aí de um de uma taxa de ataque secundário ali eh de 2.5 a três, assim, nos piores momentos da pandemia. Eh, o vírus Nipa, ele tem uma taxa de transmissão de 0.3 a 1. Então, uma pessoa doente, ela teria capaz de eh disseminar a a infecção para eh 0.3 pessoa, né? Então, 10 doentes poderiam eh contaminar outras três pessoas, mas felizmente é uma uma um risco muito baixo de transmissão. Eh, e como a letalidade também é muito alta, ela acaba tendo um potencial pandêmico, né, de virar uma pandemia muito menor. Eh, a gente já teve documentação de transmissão intrahospitalar, né, mas predominante, predominantemente em cenários de recurso um pouco mais escasso, onde a gente não tinha equipamento de proteção individual paraa equipe assistencial ali, pros médicos, enfermeiros, fisioterapeutas que estavam ali implicados no cuidado, né? Então, eh, já houve documentação humano, humano, mas ela é menor e geralmente aconteceu quando a gente não tinha a garantia dessas medidas, né, de segurança, que a gente chama de precaução padrão, eh, utilização de eh máscara, equipamento de proteção individual, luva, óculos, capote, né, que é como se fosse um jaleco que a gente coloca para evitar o contato com secreções, eh, e a falta da higiene das mãos, né, no depois do contato com cada paciente. Nesse caso, eh, a prevenção ela seria evitar então o contato, né, com esses animais e com esses frutos também que podem aí estar contaminados, né, falando dos habitantes dessa região. Isso é uma é uma questão bastante cultural, né, eh o o a coleta da e até um próprio meio de subsistência, né, a gente também tem alguns cenários do Brasil eh uma atividade parecida, né, de de distração. é, mas que não entra em contato com o vetor. E aí a recomendação é que caso seja consumido, né, eh, o fruto eh ou a seiva da da palmeira eh nesse contato ali na natureza que a gente tente pelo menos ferver eh para produzir um melaço. Isso teoricamente teria uma condição mais favorável de eh eliminação do vírus, evitar o consumo afresco, né, já que a gente não consegue garantir que esses vírus não podem ter entrado em contato ali com as frutas a partir da secreção desses animais doentes, né, dos morcegos doentes. Uma medida que foi eficaz no sudeste asiático foi a colocação de algumas telas de proteção mecânica mesmo, eh, fazer como se fosse uma uma rede, um um campo que proteja os morcegos de entrarem as árvores, né, de que os morcegos entrem em contato com essas árvores. Então, a construção de barreiras mecânicas ali para evitar que eles tenham acesso a pelo menos as regiões que são mais próximas e de vilarejos ou de povos e que habitam ali aquelas regiões, foi eficaz na na redução da transmissão do vírus porque evita que o morcego vá até as árvores que são utilizadas pro extrativismo ali, pro pra retirada dos frutos e pra retirada da ceiva ali naqueles naqueles territórios. E aí quando você afasta o morcego ali da daquele cenário, tanto das árvores como da da parte eh pecuária, né, dos porcos, dos cavalos, enfim, a gente consegue evitar que o vírus atinja essas populações e que posteriormente eh possa causar doença eh nas pessoas que têm contato por ali. Então, a a principal barreira de eficácia foi a redução da da do contato do morcego com as árvores, eh, na na tentativa de de evitar que ele entre em contato com a fruta e com a seiva, mas caso não seja possível, quando a gente fizer a extração, evitar deixar a seiva fermentando ao ar livre, né? Tentar eh direcionar ela para determinados locais onde ela possa fermentar longe da presença de morcegos para poder fazer a extração do vinho de palma e de outras de outras bebidas fermentadas que são adquiridas a partir da seiva da planta. Eh, e na impossibilidade disso também tentar ferver para poder eh submeter o vírus ao processo de degradação pelo calor para que ele não possa prosperar ali naquela naquela naquele líquido, né, na ceiva da planta ou no próprio vinho de palma que é fermentado ao ar livre. A gente tem eh não não tem estudos em humanos ainda em relação à vacina para para prevenção eh especificamente do vírus NIPA. A gente tem estudos que foram conduzidos em humanos de da vacina do vírus rendra. que é um vírus parecido, que também circula no sudeste asiático e que espera-se que ele possa ter uma proteção cruzada ali de até 80%. Então, a gente já teve estudos clínicos com essa vacina, não é do vírus NIP especificamente, mas é de um vírus semelhante que pode garantir algum nível de proteção cruzada. A gente teve alguns estudos que estão sendo conduzidos em relação à eh eh produção de vacinas pro vírus NIPA especificamente, mas que por enquanto eles foram conduzidos só em animais. Então a gente eh tem ali condução em ratos de laboratório, em primatas não humanos, né, que são macacos, mas a gente ainda não tem estudos específicos do vírus NIPA para para vacina em humanos. O que a gente tem eh de mais eh eh avançado são as vacinas do vírus Rembra, que pode conferir alguma proteção cruzada com o vírus NIPA, certo? Dr. Pedro, nesse caso, eh, como que é feito o tratamento, então, né, já que não tem essa vacina específica para esse vírus, mas o paciente, como que ele é diagnosticado com esse vírus? E o tratamento no caso aí da desse vírus, né, dessa pessoa já acometida com o vírus NIPA? Eh, a gente também teve alguns estudos incipientes assim que ainda estão engatinhando um pouco em relação a medicamentos para utilizar pro tratamento específico da infecção pro vírus NIPA. Então, hoje o que a gente tem de melhor evidência é o tratamento de suporte. Então, não existe hoje um tratamento específico antiviral que a gente consiga usar para poder diminuir ali a atividade inflamatória da encefalite, né? Então, se o paciente faz eh como sintoma da encefalite uma crise convulsiva, o tratamento vai ser dar um anticonvulsivante, né? Então a gente não tem um tratamento específico, a gente acaba tratando o sintoma. Paciente fez febre pela infecção, a gente vai dar um antitérnico, tá com dor, vai dar um analgésico. Eh, tá desidratado, a gente vai oferecer para ele hidratação venosa. Então, serão medidas de suporte, geralmente conduzidas em terapia intensiva, né, pra gente poder tentar diminuir e a atividade inflamatória do vírus. Mas a gente ainda não tem estudos que eh tenham demonstrado eficácia de um antiviral específico que possa eh diminuir a a inflamação ali do vírus enquanto o vírus ainda tá em atividade, né? Eh, houve alguns estudos já que foram desenhados eh com medicamentos que a gente já tentou usar para outras drogas. Então, eh já já tentaram fazer estudos para tentar comprovar a eficácia da hidroxicloroquina, que a gente também viu, eh, na época da COVID, que também não foi eficaz. a gente não teve uma boa resposta da hidroxicloroquina em relação ao tratamento da infecção pelo vírus NIPA. Eh, tentamos usar o reimbesivir e o FAV piravir, que são outros antivirais de ação um pouco mais ampla, eh, que podem acelerar um pouco as pesquisas especificamente pro vírus NIPA, porque a gente já tem dados de segurança, né? A gente já usou eles para outras doenças, então a gente sabe qual que é a dose tóxica, quais são os eventos colaterais. Então, não seria um medicamento novo que estaria sendo desenvolvido para poder usar especificamente contra o vírus NIP. Então isso acelera um pouco as pesquisas porque a gente pode pular as fases que a gente precisaria ter eh de comprovação de de segurança, né? A gente parte para fases de comprovação de eficácia. Então isso talvez acelera um pouco as pesquisas caso a a situação epidemiológica do vírus piore. A gente precise lançar mão de drogas que a gente já tem para tratar uma doença que tá se apresentando de maneira nova, né? Eh, além do rendesivo, do Fav Piravi, a gente tem a produção de alguns outros eh medicamentos que são novos, que são anticorpos monoclonais que atuariam especificamente ali contra o vírus NIPA, mas que as pesquisas ainda estão em fases eh muito iniciais e que a gente ainda não tem eh a disponibilidade de utilizá-los em larga escala, né? né, caso seja necessário eh a contenção de um surto, as coisas ainda estão muito eh vinculadas ao ambiente de pesquisa clínica, então ainda não tá eh disponível para uso eh eh indiscriminado, né, pra gente conseguir prescrever para todos os pacientes que tiverem suspeita da infecção. Então hoje a principal tratamento que a gente consegue disponibilizar para os pacientes é o tratamento de suporte, né? é garantir uma internação hospitalar, fazer o monitoramento dos eventos adversos e caso ele manifeste algum sintoma, a gente tratar de acordo. Tá certo, Dr. Pedro? Muito obrigada. Quero agradecer a sua participação aqui no Saúde agora de trazer um pouquinho, né, das informações, tirar as dúvidas também e trazer todo o seu conhecimento em relação a esse vírus aí que tem se falado bastante, que tem acendido esse alerta aqui para todo mundo. Muito obrigada. Obrigado. Fico feliz pelo convite. Tô sempre à disposição sempre que vocês precisarem. É um prazer a gente estar junto para poder discutir temas em saúde. Com certeza. Muito obrigada, Dr. Pedro. Bom, o saúde agora fica por aqui. Você pode assistir esse episódio e tantos outros também pelo canal do YouTube da TV Câmara Campinas. Até a próxima edição. Até lá. Olha só, a gente abriu hoje o Câmara Notícia e falamos no início do nosso telejornal sobre a tempestade que aconteceu nesta terça-feira em algumas regiões da cidade. Quarta-feira amanheceu com uma temperatura um pouco mais amena, mas há possibilidades de chuva rápido durante o dia e a noite. Agora vamos à previsão de amanhã. É sol com muitas nuvens durante o dia e períodos de céu nublado. De acordo com o climatempo, a temperatura deve ficar entre a mínima de 20 e a máxima de 30º. Mas eu acabo de abrir inclusive aqui, olha, o Cagre da Unicamperta que há o risco de chuvas fortes, raios e vendavais em nossa região. Então vamos ficar em alerta também com essa nova possibilidade para saber se inclusive teremos que nos proteger, assim como aconteceu com quem estava na região do Taquaral e outros bairros da região sul e suleste. O Câmara Notícia fica por aqui, lembrando que hoje é dia de reunião ordinária a partir das 6 horas da tarde. Mais detalhes sobre os projetos da pauta você encontra lá no site campinas.sp.lege. leg.br. Eu fico por aqui. Uma boa tarde. Continue com a nossa programação. เ