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Sob a presidência do vereador Vini Oliveira, a nona reunião ordinária da Comissão Permanente para Assuntos da Região Metropolitana de Campinas reuniu representantes das câmaras municipais da região para tratar o tema metanol, discussão sobre os riscos da adulteração de bebidas e seus impactos na RMC. O vereador, presidente da comissão ressaltou a necessidade de investigação e fiscalização diretamente na fonte da adulteração, destacando que a atuação precisa ir além da apreensão. Deve alcançar quem produz, distribui e comercializa de forma irregular. Eu acredito que a gente deve ir direto ao ponto, né? a gente deve ir direto na base da adulteração, como tá sendo feita essa adulteração, a partir de onde tá sendo feita essa adulteração e por quem está sendo feita essa adulteração e de quem está vindo essa adulteração. Eu acho que esse é o primeiro ponto. Para isso, a gente conta também com as forças de segurança que vem desempenhando um papel importantíssimo nesse trabalho. Carlinhos Camelô defendeu a fiscalização preventiva como estratégia eficaz para impedir a entrada de bebidas adulteradas no mercado local. Infelizmente as fiscalizações, a essas apreensões, elas são feitas muito em cima dos comércios quando se há algo que nem agora pareceu casos do metanol, entendeu? Na na tantas cidades que tá acontecendo aí no Brasil, aí a fiscalização ela fica em cima. Mas eu acho que infelizmente nós tínhamos que ter uma fiscalização que mantesse um ritmo. A hora que para-se essa questão do metanol, a fiscalização também ela dá uma parada e as coisas acontecem. Vamos pegar vários exemplos de várias coisas que acontecem. Quando vem a tona que dá uma reportagem grande, é um um ato que todo mundo bate em cima, mas depois passou também aquele office, as coisas se param. Então, acho que a fiscalização ela tem que ser eh contínua, trabalhar paraa saúde da população, onde as pessoas consigam trabalhar, porque infelizmente nós temos muitas pessoas do bem pagando por aqueles do mal. Outro ponto forte da reunião foi o balanço das operações recentes de repressão à comercialização de bebidas adulteradas. No dia 5/09, nós já startamos uma operação chamada operação autenticidade, vereador, envolvendo o sim, centro de inteligência metropolitano, que envolve as inteligência das 20 guardas da região metropolitana e nós tivemos 130 estabelecimentos fiscalizados, 13 pessoas det, 48 tipos de produtos apreendidos. e 13 locais foram lacrados. Aí no dia 3/10, num bairro aqui da cidade de Campinas, o bairro Cidade Singer, nós conseguimos, através do trabalho de inteligência da Guarda Municipal de Campinas, nós conseguimos localizar um barracão onde foi apreendido 612 caixas de cervejas, totalizando 14.688 688 garrafas e cinco pessoas presas. E aí no dia 9/10 nós fizemos uma fiscalização em bares localizado na região do Cambuí, do Taquaral. E aí, como o vereador Carlinhos Camelô falou, foi muito importante porque nessa fiscalização tinha clientes no bairro. Então nós podemos conversar com os clientes e falar: "Ó, esse estabelecimento está tranquilo, não tem nenhuma irregularidade". E nós continuamos, vereadores, continuamos fazendo o trabalho de inteligência, levantamento para futuras ações. A ação mobilizou cerca de 190 policiais e agentes, envolvendo as guardas municipais das 20 cidades da RMC, sob a coordenação do Centro de Inteligência Metropolitano. Um grupo de trabalho com representantes das cidades deve ser criado para acompanhar e integrar as ações de fiscalização e prevenção. Por fim, eu sugiro a criação de um grupo de trabalho intermunicipal, né, vigilância sanitária, legislativo, associações de bares e restaurantes de todos os municípios, que se reúnam periodicamente para troca de experiências, auditorias conjuntas e padronização de boas práticas. Também seria importante se cada município nomeasse um responsável local para atuar como ponto de contato para esse tema, para que possamos criar uma rede metropolitana sobre o assunto. No.