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Cada compra ainda vira conversa entre corredores cheio de aromas, bancas tradicionais e personagens conhecidos pelos frequentadores. O mercado campineiro segue como um dos retratos mais autênticos da vida de bairro em Campinas. >> Ambiente aqui é gostoso, viu? Eu trabalhava um dia mudei para Campinas e tô amando morar aqui. Tá sendo a melhor coisa para mim vir trabalhar nesse mercadão foi uma das coisas muito boa na minha vida. Aí eu trabalho aqui na Impório, né? da eu passo aqui para ser atender. Sou atendente aqui na na aqui na lanchonete no café e eu tô aqui para atender, né? Atender com sorriso. Os clientes que vem também são as pessoas boas. Eu também amo fazer isso, amo atender, sou da Bahia, sou comunicativa. >> Bom, e hoje o mercado campineiro completa 70 anos. E olha só, pessoal, preservando exatamente aquilo que atravessa o tempo, as relações humanas construídas no dia a dia. >> A gente tá resistindo ao tempo, à modernidade, porque aqui o acolhimento é outro, né? É o olho no olho, o cliente que sabe o nome do dono da banca, a dona da banca que sabe o o que o cliente quer, o que ele gosta. Então, nós estamos resistindo ao tempo, 70 anos, >> 70 anos aqui do mercado campineiro. >> É, eu, né, graças a Deus, tô aqui há 38 anos fazendo parte dessa história, né, né? Trabalhei 32 com o meu pai, também foi fez parte dessa história, mas ele já se foi, né? E a gente tá dando continuidade aí. >> Já tá mais da metade do tempo aqui. >> Mais a metade do tempo. Isso mesmo. Não sou um dos mais velhos aqui dentro. Mas, né, no período que eu, esses 38 anos, faço parte desse desse grupo que é que faz mais tempo que tá aqui dentro, né? >> O aquário é o mais antigo por aqui. >> Aqui então é o lugar mais antigo do mercado campineiro. É a loja mais antiga. >> É a mais antiga. É, foi originário assim, é, com o mercado original era é predominante de orientais, né, no começo assim. Aí meu pai veio para cá, ele é imigrante, né? Ele veio pro Brasil, no começo ele veio começou na lavoura, né? Aí depois ele quis partir para uma cidade maior, né? Aí ele veio para cá e como ele era eh no Japão, ele morava numa rejal praiana, né, que era uma rejal que tinha praia, peixes e ele sempre teve afinidade com peixes, né? E ele aí ele começou com aquarismo e aí ele se implantou aqui em Campinas, né? ficou eh começou a montar as lojinha ali no cantinho, aí foi aumentando, aí ficou três bancers aqui. >> E pouca gente sabe que até o terreno onde o mercadinho está instalado carrega parte da história da cidade. A área foi doada pela família da Baronesa Geraldo de Rezende, a Santa Casa de Misericórdia de Campinas. Esse terreno foi doado a em 1954, começou a construção e dia 21 de maio foi a de 1956 foi a inauguração. Realmente o terreno foi doado pela baronesa com a intenção de por 99 anos ser um mercado. Então, nós estamos aqui na na luta, né, contra o tempo, contra a modernidade, mas de coração muito quente recebendo todos os clientes. >> 70 anos depois da inauguração, o mercado campineiro continua sendo mais do que um espaço de comércio. É um lugar de encontros e muita história. >> Eu acho que as coisas são mais limpas, mais organizadas, né? Eu acho que sei lá, eu e outra, eu fiquei amiga das pessoas aqui. Eu amo a o açog da Janete, a Silvia, maravilhosos, né? >> Eu acho que esse é o diferencial, né? Fazer amizade >> a pessoas, pessoas são incríveis. >> Tá completando 70 anos o mercado. >> Uau! mais mais velho que eu. Então, um pouquinho. Parabéns para ele, >> para nós.