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Durante 2 horas, no plenário da Câmara Municipal, o presidente da comissão de especial de estudos do complexo municipal de cinema, o vereador Wagner Romão e representantes de diversas instituições debateram a importância de Campinas pensar em uma rede de articulação para os espaços públicos. a gente captou as iniciativas da sociedade civil que existem na cidade e que, portanto, nenhuma delas aqui é eh abastecida por recursos públicos, né? Nós temos os o CESC Campinas, que de certo modo, sim, né? a partir do sistema S, eh, há recursos públicos envolvidos, mas é de iniciativa do próprio CESC, a do Unicamp, que é o sindicato dos docentes da Universidade de Campinas, ah, o CCLA, como você já disse, uma instituição, né, de de acho que quase centenária aqui na cidade de Campinas, né, envolvendo a questão da cultura e também a experiência da Taturana, que é uma, né, uma agência de distribuição de de filmes alternativos que atuam no Brasil inteiro, até fora do Brasil. Thago AO, coordenador de programação do Sesc Campinas, e a Marl Marcondes, vice-presidente do Centro de Ciências, Letras e Artes, abordaram as experiências das respectivas instituições com o cinema. Essa ligação do Centro de Ciências com o cinema já é muito antiga, talvez a mais antiga de Campinas, né? A relação do Centro de Ciências com Cinema começou em 1950. Quando então veio para Campinas o seu Marino Zigiate, que faleceu recentemente, a gente tem realizado esses lançamentos com debate, com palestra, tem sido muito proveitoso, né? Eh, só que a gente tem encontrado uma dificuldade, por exemplo, hoje em dia a gente tá ali no centro, né, na rua Bernardino de Campos e o lugar não é o mais seguro, né? Uma coisa muito importante que nós conseguimos nos últimos anos foi manter as exibições de terça-feira à noite, né? fixar essa data eh dentro do nosso teatro, que é o espaço onde a gente faz as exibições, que é o espaço mais adequado, relativamente tecnicamente é muito bom ali. Eh, e a gente conseguiu manter que todas as terças-feiras a gente tivesse exibições de cinema nesse espaço. Parece uma coisa simples, mas diante do contexto do Sesc de tantos eventos, de tantas linguagens, às vezes a gente deixa até de fazer uma circulação de de shows, espetáculos, tal, para manter mesmo a frequência, a a constância da exibição de cinema eh as terças-feiras, né? Então essa é um ponto muito importante e a gente também lá no CESC também não tem uma eh uma necessidade de receita, né, para pras exibições, então a gente consegue fazer gratuitamente. O Instituto Taturana é uma organização social sem fins lucrativos, que atua pela democratização do acesso ao cinema e também promove e quer potencializar o cinema como ferramenta de impacto social. A gente fala do cinema e vem toda aquela mística, aquela mágica. A gente tem lembranças muito boas das exibições na sala de cinema, mas todo mundo aqui várias vezes lembraram do primeiro filme, do primeiro curto que assistiram na escola, como foi importante, da exibição no cineclube, como a discussão foi legal e de muitas outras outras experiências, cinemas ao livre, projetos itinerantes, sem falar de mostras e festivais que são mais reconhecidos, inclusive porque na indústria é o sistema de validação que que conta. Então eu acho que uma coisa importante é a gente tirar da invisibilidade. Ao término, o vereador Wagner Romão abordou que a comissão pensa grande e quer uma sala de cinema fora dos shopping centers. Há uma necessidade forte de que Campinas tenha pelo menos uma sala, eh, uma sala de cinema, eh, digamos assim, de nível mundial, né, de a gente possa, de repente eh receber em Campinas festivais internacionais, em rua, que não seja no shopping, que seja financiada pelo poder público, né, com exibições gratuitas de filmes de qualidade e que possa ser uma referência pro pelo menos pro interior do estado de São Paulo, né, que Campinas tem esse potencial, tem orçamento para isso, tem história, tem trajetória, tem tradição no audiovisual e Campinas pode ter isso, mas ao mesmo tempo, eh, há toda uma uma isso que a gente comentou aqui a respeito da rede, né? Essa rede ela precisa ser tentacular, ela precisa chegar também nas periferias da cidade.