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A Câmara Municipal de Campinas realizou uma audiência pública para discutir o aumento dos casos de violência física, psicológica e moral sofridos por profissionais da enfermagem no exercício das atividades. A gente tá numa situação muito alarmante, né, de violência praticada contra profissionais da enfermagem. Eh, mais de 80% dos profissionais relataram em pesquisa realizada pelo COREMEN, pelo Conselho Regional de Enfermagem, que já receberam algum tipo de violência eh física, moral, psicológica nesses últimos 3 anos. Então, é algo que não pode acontecer. Isso fere a dignidade da pessoa que tá trabalhando ali e que precisa ter calma, tranquilidade para atender bem as pessoas. Essa audiência pública teve basicamente esse ponto eh de destaque, de diálogo. Nós protocolamos hoje, né, um projeto de lei que visa criar um protocolo e defesa desses profissionais aqui na cidade de Campinas, possa ser utilizado em todas as os as unidades de saúde, as UPAs, hospitais, enfim, públicos e privados, né, para que a gente possa resguardar os direitos e que esses profissionais possam trabalhar com tranquilidade, com dignidade. representantes do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo, o Corém, do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Campinas, do SIN Saúde, dos diretórios acadêmicos de universidades de Campinas participaram da audiência pública. É a hora de avançarmos para as ações concretas. É hora de construirmos legislações municipais que protejam a enfermagem e a saúde. É hora de implementarmos medidas efetivas de segurança, como os protocolos obrigatórios de proteção nas unidades de saúde, ações intersetoriais entre saúde, segurança pública e assistência social e campanhas educativas permanentes e nos locais e de apoio às vítimas, como essa que o Corém tem atuado fortemente. De acordo com o parlamentar, o objetivo da audiência é debater causas, consequências e soluções para o enfrentamento à violência, buscando propor políticas públicas que garantam condições seguras de trabalho e valorização da categoria. Ele reforça também que denunciar é fundamental. Ainda nós temos, né, as ouvidorias dos próprios hospitais, eh, os os próprios sindicatos, mas nós entendemos que precisamos ter algo mais desenvolvido, algo previsto em legislação específica que possa resguardar essas esses profissionais que tanto ajudam toda a população da cidade do Brasil. M.