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Foi realizada na Câmara Municipal de Campinas a quinta reunião da Comissão Permanente da Mulher presidida pela vereadora Mariana Conte e Guida Calisto, membra da comissão, com uma palestra que traz o tema violência de gênero do silenciamento ao feminicídio e que as pessoas aí de casa também possam se apropriar desses temas, ter o conhecimento e as caminhos jurídicos para fazer valer esse direito que é um direito das mulheres. de não serem violentadas, de serem respeitadas, de não serem eh humilhadas eh seja no âmbito presencial, também nas redes sociais. Com ampla atuação na defesa dos direitos das mulheres, a advogada e palestrante Maira Héquia abordou os diferentes ciclos da violência, as estruturas sociais que perpetuam o silenciamento das vítimas e os caminhos legais e institucionais para o enfrentamento desse tipo de crime. A cada 8 minutos existe um estupro no Brasil e as maiores vítimas são as mulheres e as crianças. Então, acho que o ponto de partida é a gente entender que os direitos fundamentais das mulheres, eles estão sendo atacados e vilipendiados. E no Brasil, eh, me parece que a gente ainda tá muito distante de alcançar um mundo ideal quando a gente faz o cotejo da quantidade de legislação que a gente tem para proteger as mulheres. Eu falo que se a gente precisa de lei para que a mulher não seja morta, não seja estuprada, tenha a mesma eh o mesmo salário, né, na mesma função, se você tem eh legislação para tentar coibir a violência institucional, se a gente precisa de lei para isso, é porque fatalmente a sociedade falhou. A gente precisa do Estado direcionando, né, eh, como que as partes devem se comportar. Para Mariana, a comissão atua para transformar este cenário por meio de pautas, propostas legislativas e fiscalização das políticas públicas existentes. A gente debateu a questão do feminicídio e a necessidade política de acolhimento, orientação para as mulheres, sendo é uma pauta nova. Nós estamos lutando isso por isso há tanto tempo, né? Agora nós vamos ter a criação da Secretaria da Mulher e nós estamos lutando para que a Secretaria da Mulher contemple essa pauta, que a Secretaria da Mulher não seja um cabidão, né? Nós não queremos que seja mais um espaço para acomodação política. Nós queremos que seja um espaço para que as mulheres consigam ter o direito de cidadania. Nesse final de semana nós temos a conferência da mulher. Esse vai ser um espaço importante também que nós vamos levar essa pauta para além disso, né? Isso com uma política fundamental de combater o feminicídio. Para além disso, nós temos que combater eh a propagação eh seja em eh real ou nas redes sociais, né? eh, da misogenia, do desprezo pelas mulheres, dos ataques das mulheres, isso é muito importante, e a violência política de gênero que nós temos sofrido. Nós temos visto, na verdade não é uma coincidência que nós estamos tendo uma escalada da violência contra as mulheres, do feminicídio e uma escalada da violência política de gênero contra nós mulheres que estamos aqui no exercício do nosso mandato parlamentar. Nós somos minoria. A entrada das mulheres na política é muito recente. Foi uma conquista representativa, uma conquista da democracia, mas nós estamos indo vivendo uma escalada de uma agressão constante e permanente contra nós. E isso tem uma raiz. A raiz é esse reforço que tá tendo esse reforço cultural do machismo, sobretudo por meio da propagação de ideias de misogenia, de ideias que colocam a mulher numa posição subordinada. M.