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O plenarinho da Câmara Municipal foi palco da quinta reunião da comissão de legislação participativa. O encontro foi presidido pela vereadora Guida Calisto e contou com a participação do arquiteto e urbanista Luís Cláudio Bittencur, que realizou a palestra Comparativo analítico três urbanistas, três concepções de cidade, que abordou sobre o centro histórico de Campinas e de como o local foi construído e delimitado ao longo do tempo. Retomar a história do centro de Campinas, a partir das suas camadas arquitetônicas, espaciais e simbólica, é mais do que um exercício técnico ou historiográfico. É um gesto de escuta. escuta da cidade como um corpo cultural, onde se sobrepõe formas de poder, experiências sensíveis e projeto de futuro. Encontrar o espaço como forma histórica, ética e sensível é talvez o primeiro passo para restaurar a presença do tempo na política urbana. Pra gente poder entender hoje, é extremamente importante que a gente entenda o nosso passado, né? A gente tenha o o conhecimento disso. Eu costumo sempre dizer, né? fazer o nosso inventário. A gente precisa fazer o nosso inventário. E hoje todos os dilemas, todos os desafios que estão sendo pautados inclusive na cidade com relação à área urbana, o centro histórico da cidade, o centro da cidade de Campinas, ele traz, né, eh essa essa história, porque que a gente chega hoje no ponto que tá, que é uma um território extremamente importante, né, eh, extremamente popular. mas que está completamente abandonado pelo pelo poder público. Você vê lá eh muitas vezes as ruas, a iluminação das ruas, os equipamentos públicos totalmente desocupados e piorou isso muito depois da pandemia. Então, eh, toda essa formação nossa histórica, eh, revela que o centro urbano eh histórico de Campinas, a região central, ela nasce com essa característica, com esse perfil de ser disputado pela população que mora aqui, que vive aqui, que trabalha aqui e que demanda para o poder público esse olhar. O convidado falou da importância de todos entenderem sobre a organização estrutural do município de Campinas. Não se pode discutir uma cidade só dentro do seu das suas secretarias técnicas. Você precisa discutir com a cidade, com a ciência, com conhecimento técnico, mas também com a população, com os moradores, com aqueles que usam espaço, com aqueles que moram no espaço. Não podemos continuar nessa direção, essa direção de afastar as pessoas. de diferentes culturas, de diferentes valores sociais, leva necessariamente a uma cidade violenta. Essa comissão é uma comissão que discute eh eh a legislação participativa, né? Para você fazer qualquer projeto de lei, você precisa pensar a cidade. E pensar a cidade é pensar dentro da cidade que mais precisa, pensar quem é mais é vulnerável, porque a gente sabe que tem um que tem uma classe econômica, ela ela por ela ser eh financeiramente mais eh robusta, né, vamos se dizer assim, mais privilegiada, ela tem condições de se organizar, enquanto que os trabalhadores têm mais dificuldades. Então os trabalhadores precisa ter esse suporte do estado, né? precisa ter esse suporte do poder público. A partir disso, a comissão da de legislação participativa precisa pensar também mais a cidade e principalmente esse território do centro.