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A quinta reunião da Comissão Especial de Estudos para a implantação de um complexo de salas de cinemas municipais em Campinas reuniu representantes da Câmara Técnica de Audiovisual, dos Cineclubes da Cidade e dos movimentos de preservação do patrimônio histórico. O vereador Wagner Romão é o presidente da comissão e destacou a importância do contato com o cinema, oportunidade, recursos, a gente ter também vontade política. a gente entende que a atual secretaria de cultura tem sim vontade, já expressou isso aqui na nas reuniões anteriores, mas eu acho que a lição que fica também de hoje é essa vitalidade do movimento cineclubista aqui na cidade de Campinas, a importância desse movimento pra formação de público, né? As pessoas que são apaixonadas por essa arte, não só na produção, mas na fruição, né? na fluição cultural, no entendimento de que o cinema é não não se trata apenas de de uma arte ou de um de um vetor de cultura, mas de algo de formação da vida das pessoas. As salas públicas teriam uma liberdade de exibição muito maior do que as salas comerciais. É muito fácil se eh receber esses influxos do mercado, né? as os grandes lançamentos que vão ser lançados nos vários shoppings do Brasil inteiro, às vezes do mundo inteiro, né? Mas que a a a o a alternativa a isso nos cine clubes é justamente a possibilidade de você discutir, de você conversar, de você tirar dúvidas, dialogar sobre essa experiência que é assistir um filme. As salas do shopping e exibem apenas eh filmes comerciais. 90% das produções são norte-americanas, não há espaço nem para produção que é feita na nossa comunidade e muito menos para filmes de outras nacionalidades ou alternativos. Os presentes apontaram a necessidade de ter uma sede para essa exibição, independente dos espaços já existentes e de possíveis novos locais. Então, perde-se o título de patrimônio material. Então, tendo um lugar como a sede, como identidade, e isso não não seria um obstáculo para que o Miss possa estar em toda a cidade, em outros espaços. A vereadora Paula Miguel, que é membro da comissão, respondeu o apontamento da audiodescritora Bel Machado sobre a importância de acessibilidade para todos os públicos. dizer que para Isabel, né, quando a gente pensa em acessibilidade, a gente precisa pensar em todas as formas de acessibilidade, não só eh na acessibilidade arquitetônica, né, na questão da dificuldade de mobilidade, mas a gente precisa pensar também como que a gente vai garantir para pessoas cegas estarem no local participando, pessoas surdas também. A gente tem uma uma crítica que chegou até a Câmara sobre o intérprete de Libras de ser pequenininho ali no canto. Então da dificuldade muitas vezes de conseguir até enxergar, né, como se fosse o volume, de não ter a possibilidade de ampliar, né, intérprete de Libras para que ficasse maior. Então quando a gente pensa no cinema, a gente tem que pensar também em como a gente possa garantir a participação de todas as pessoas que quiserem frequentar aquele espaço. Depois do recesso parlamentar, as reuniões da comissão voltam a acontecer, além das visitas técnicas a potenciais locais de exibição na cidade. No final, um relatório será apresentado. Como que a gente pode estruturar essa política pública, né, desde o início, desde pensando as tradições que vêm, né, de de décadas atrás, de um século atrás, que o cinema já tá, já se já se fez presente em Campinas. Mas eh mais do que isso, como é que a gente pode realmente estruturar isso em termos de política pública? Quais são os custos? Quais são as estratégias pra gente fazer com que essa política pública seja a mais articulada possível? É ter uma sala de cinema na região central, é ter salas de exibição na cidade como um todo, nos bairros. Como é que a gente faz com que essa programação possa ser, né, a curadoria dessa programação? Como é que isso pode ter articulação com as realidades locais? Então, acho que é isso que a gente vai discutir a partir do dia 1o de agosto.