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E se o mundo inteiro acabasse hoje, o que você faria? Choraria, sonharia ou desacreditaria? Se o mundo acabou, tudo então terminou. O que faria se agora fosse o fim? Ah! Eu abraçaria o vento, eu abraçaria o mar, eu abraçaria a pessoa que me ensinou a amar. Eu abraçaria o tempo. Eu abraçaria meus pais. Eu abraçaria a pessoa que me ensinou a amar. Pedro foi diagnosticado com câncer no fêmor aos 12 anos de idade. Hoje, aos 20, ele conta como superou ao lado de sua família os períodos de internação. Na época eu não entendia direito o que era ter câncer, né? O que como funcionava o tratamento. E foi tudo novo para mim. Assim, quando eu senti os primeiros efeitos da quimioterapia, eu eu entendi o porque o câncer é tão grave assim. Eu sentia muito medo, muito medo. E mas aqui no Boldrini os profissionais sempre me acalmavam, tentavam ah, tentavam sempre me deixar tranquilo, né? Essa música, ela nasceu de toda a situação que eu passei aqui no Boldrini. Eu, com todo esse passado, todo esse sentimento de medo que eu tive na época, sentimento de ansiedade, né? Eu aprendi a transcrever e lidar com meus sentimentos, trazendo isso pra música. Uhum. E eu peguei do melhor que eu tinha, das coisas boas que aconteceram no tratamento. Eu não pensei nas ruins para passar uma esperança para quem tá passando pelo mesmo. E essa música só foi possível porque hoje eu tô aqui, porque o Goldrini com certeza me ajudou nisso tudo. Com 48 anos, o Centro Infantil Boldrini é o maior hospital especializado no atendimento de pacientes com câncer e doenças hematológicas da América Latina. Os índices de cura chegam a 80% comparáveis aos de centros de referência da Europa e dos Estados Unidos. Ao longo de sua história, a instituição já atendeu mais de 10.000 1 novos casos de pacientes com câncer vindos de várias regiões do Brasil, além de países da América Latina. O Williams veio da Bahia depois do diagnóstico de leucemia da pequena Eloía de 8 anos. Eu já tinha uma residência aqui no estado de São Paulo e nós descobrimos lá. Então, ela passou o período inicial lá na Bahia, porém eh, por questão mesmo de do tratamento, da dificuldade do caso dela, nós, através de uma pesquisa, nós optamos por vir para vir para o Bodrini, né? Fomos foi ela foi bem acolhida e até então o tratamento dela tá sendo de de forma excepcional. Não tem, só temos agradecer, né, ao ao Bodrini porque e ela já tá no período de manutenção, né, já no Agora isso aqui é só uma intercorrência mesmo tratamento porta da baixa imunidade, porém eh só temos só agradecer ao hospital excelente, tem ajudado não só mim, mas várias famílias do país inteiro, né? Então, o pessoal do Tocantins, do do norte do país, eu brinco, assisto, jogo, como, tomo banho. A instituição transformou o cenário da oncologia pediátrica no país ao longo de quase cinco décadas de atuação com pesquisas e atendimento humanizado. Ver o Boldrine com 48 anos para mim significa como ver o meu filho que cresceu até 48. é um processo de desenvolvimento, emancipação do filho, que ele vai adquirindo a sua própria personalidade, vai diminuindo as dependências que ele tem da mãe. Então, eu vejo o Boldrine como filho mais novo. Ele realmente é o meu filho mais novo. Uhum. e que ah ele foi desenvolvendo com o tempo e como todo filho, você tem o envolvimento da família, o envolvimento da sociedade, a oferta das circunstâncias. E esse desenvolvimento é tão harmônico como é o desenvolvimento de uma criança. Para mim, o Hospital Bodrini é um exemplo de excelência. Eu acho que todos os funcionários e os médicos, eles passam isso para mim, eles passam excelência. E quando eu tava aqui, eu senti uma segurança no meu tratamento, mesmo com medo, mesmo com o podia acontecer o pior, mas eu ainda quando vim aqui sentia essa segurança que o Boldrini dava. Fico assim emocionada quando eu vejo o quanto a população de Campinas participou nessa construção, participou num desenvolvimento na sua manutenção. Eu considero assim um milagre do amor a hora que eu vejo como que a cidade albergou e cuidou também dessa criança.