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A quarta reunião da Comissão Especial de Estudos sobre o Complexo Municipal de Salas de Cinema de Campinas contou com a presença de representantes das cidades de Santos, de Búzios e Maricá, no Rio de Janeiro. As cidades têm uma boa experiência com cinema público e a reunião serviu justamente para essa troca de informações. O presidente da comissão, vereador Wagner Romão, conduziu os trabalhos que contou também com a presença do vereador e membro da comissão Carlinhos Camelô. A gente tá nesse momento em que na nossa comissão nós fomos ver as experiências municipais. A gente precisa ter essa concretude das experiências, entender as dificuldades, entender os objetivos de cada de cada gestão, né? Na verdade, mais do que isso, não se trata só de uma questão de um governo, mas de uma proposta de como as cidades se entendem na relação com cinema. Lá em Buses, eh, em 2013, eh, tinha um espaço que ele foi desapropriado pela prefeitura. Na época, o prefeito eh tinha também uma contrapartida da da concessionária de água e ele pediu que aquele espaço fosse revertido no cineatro. Eu acho que é o eh até onde eu sei, posso tá falhando na minha pesquisa, é o único a única igreja que se tornou cinema no Brasil. Assim que foi ter o primeiro prefeito, se inaugurou dentro do da dos postos e salvamentos que nós temos lá na cidade, são sete. Três deles foram eh colocados à disposição da cultura, um para uma biblioteca, outro para uma gibteca e um para um cine ararte, né? Então nós temos uma sala pública que é única, acho que fica na orla da praia. Então quando você abre assim, você vê o mar, né? Somente na capital paulista, um estudo da SPCINE identificou que para cada R$ 1 investido na produção de filmes ou séries, o setor audiovisual tem um retorno médio de R$ 20 e os cofres públicos recebem R$ 1,9. Acho muito interessante como é que isso pode se articular como política pública, como é que a gente pode, quer dizer, a gente não tá discutindo aqui, aí acho que isso é interessante, apenas as salas de exibição, apenas o debate sobre o cinema, né? Ela articula uma série de outras políticas públicas no campo da educação, né, no campo da da própria economia da cidade, do desenvolvimento econômico da cidade. O cinema é uma indústria, é uma área de eh de empreendimento, de de fortalecimento econômico da cidade. Para o vereador, a cidadania também ganha com o fortalecimento da cadeia produtiva do audiovisual. é uma área que tem tudo a ver com a questão da formação, da cidadania, né, das crianças, dos adolescentes, das pessoas idosas, né, eh, que gostam do cinema e que podem se eh se formar enquanto pessoas pelo cinema. Acho que isso que é a coisa mais apaixonante do cinema, é aquele você lembrar do filme que você viu quando você era criança, isso te trouxe um sentimento, né, e aquilo te traz uma experiência, te te responde questões, dúvidas da sua própria vida. No próximo dia 30, a comissão se reunirá novamente e já tem pauta definida. Dessa vez tratando dos circuitos comunitários, de como é que as comunidades podem se articular, o cine que é uma maneira autogestionária de lidar com a questão do cinema, né, que tá é muito diferente da gente do do circuito dos shopping centers, né? Então o cine clubismo tá vivo, tá muito forte em Campinas. A gente vai trazer essas experiências também. E eu queria que as pessoas pudessem continuar acompanhando a nossa ação aqui nessa comissão de estudos.