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A reunião abordou o tema direitos em disputa, porque pais precisam recorrer à justiça para garantir inclusão. O vereador Wagner Romão abriu o encontro apresentando relatos de pessoas que o procuraram. A Jeisa Lorane diz assim: "Só queria saber quando a pessoa neurodivergente terá o direito à redução de sua carga horária para ir nas terapias e médico, pois é exaustiva a humilhação de pedir uma troca de folga ou sair mais cedo à chefia. Quando a sociedade irá entender que o autista cresce e que ainda assim ele faz tratamento à vida toda?" O evento reuniu especialistas do Ministério Público, da Defensoria Pública e da OAB Campinas para discutir os principais entraves que dificultam a efetivação dos direitos das pessoas neurodivergentes. É um prazer imenso saber da existência desse grupo de estudos na Câmara voltado a à discussão, a reflexão sobre as políticas públicas voltadas às pessoas neurodivergentes. É um prazer ter sido convidada para est aqui para esse debate, para poder falar um pouco sobre o papel do Ministério Público e nos implicar nessa luta, eh, nessas reflexões e naquilo que tiver ao nosso alcance. Não vamos cair na história de que é preciso um laudo médico por e simplesmente para entender uma pessoa como pessoa com deficiência e que o problema está nela e que ela que precisa ser transformada, ela que precisa ser aspas curada, né? Isso é algo ultrapassado. O problema está na sociedade. De acordo com a advogada, faltam políticas públicas efetivas e maior divulgação das leis que garantem o atendimento inclusivo. Nós precisamos olhar pra história dos direitos das pessoas com deficiência. É muito importante que nós conheçamos como chegamos até aqui, como chegamos na convenção, como nós chegamos na LBI, que esse ano completou 10 anos. Foi muito celebrado, foi muito importante, é um avanço enorme, mas nós precisamos partir para outros lugares nesse momento que são lugares de efetivação dos nossos direitos. Não basta nós sabermos que temos esses direitos, nós precisamos de fato conseguir exercê-los. A Comissão Especial de Estudos segue promovendo encontros para ouvir especialistas e propor encaminhamentos que fortaleçam as políticas públicas de inclusão em Campinas. De maneira geral, a as dificuldades elas estão tanto relacionadas a ao digamos ao atendimento, né, das pessoas que têm neurodivergências na escola, na saúde, eh na assistência social. Mas a gente tem feito um esforço também aqui, eh, Cristiane, Nayara e Renata, eh, a pensar outros setores de políticas públicas, né? a gente entende que a questão do trabalho e renda é muito importante, né? A questão do esporte, a questão do lazer, a questão da cultura, né? Eh, então é é é esse é o entendimento nosso de pensar que uma política integrada, né? De pensar que a gente precisa ter algo, né? No contexto do executivo municipal que a gente sabe também que não vai dar conta de todas as questões, né? Mas que a gente precise pensar sim uma política integrada de atendimento às pessoas e às famílias.