A Comissão Permanente de Educação e Esporte da Câmara Municipal de Campinas realizou a terceira reunião do ano com debate sobre a ausência de monitores e profissionais cuidadores para crianças atípicas nas escolas públicas do município. Famílias que matricularam seus filhos no início do ano relatam que não tiveram o atendimento previsto em lei, com o professor de apoio que é direito da criança com deficiência simplesmente sem chegar à sala de aula apesar de pedidos formais e encaminhamentos. Uma representante da Secretaria Municipal de Educação detalhou a estrutura da rede, explicando que o profissional cuidador atua em atividades de higiene, locomoção, alimentação, acessibilidade aos materiais pedagógicos e autocuidado, podendo ser exclusivo um a um ou compartilhado dependendo do grau de comprometimento. Uma mãe de aluno autista trouxe relato emocionado sobre a falta de planejamento e comunicação que recebeu uma criança vinda de uma ONG renomada com padrão particular de atendimento, evidenciando o abismo entre o discurso da inclusão e a prática nas escolas de Campinas.
Presidida pelo vereador Ben Lima, a Comissão Permanente de Educação e Esporte da Câmara se reuniu pela terceira vez no ano. O tema do debate foi a ausência de monitores para crianças atípicas nas escolas públicas do município. Demanda trazida pelo vereador Wagner Romão.
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