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O parlamentar Wagner Romão realizou a terceira reunião da Comissão Especial de Estudos para tratar sobre o complexo municipal das Salas de cinema. A reunião contou com a participação do diretor e da secretária municipal de cultura. existe uma demanda, a gente conhece, eh, mas muitas vezes, eh, eu acho que é nosso papel estar para o diálogo, mas também com o pé na realidade. Acho que parte do que o Gabriel, eh, comenta sobre sobre a questão de servidores e tudo, acho que a gente tem que sempre ter um olhar muito realista, né, e e avançar naquilo que é fundamental. Quando a gente pensa a rede de de cinema da cidade, né, a gente tem um debate muito intenso, inclusive com as pessoas que estão aqui presentes, que são muito qualificadas, que acho que a princípio dá pra gente pensar que aqui seria mais adequado até uma roda do que uma mesa, porque todo mundo que tá presente aqui é muito qualificado, tem muito a contribuir. O desenvolvimento do audiovisual e o direito ao acesso foi pontuado pelo público. Mas a primeira coisa de tudo é lembrar que quando a gente tá falando desse desenvolvimento do audiovisual, dessa capacidade toda da circulação, da exibição, de ver nossos filmes, a gente tá não só falando pro setor que produz o audiovisual, né? A gente tá falando para toda a sociedade e o direito de ter a fruição e o acesso a conteúdos audiovisuais, não só da própria cidade, que é fundamental, porque frequentemente obras regionais, assim, quer dizer, nos seus locais não são vistas. Muitos filmes, né? É mais fácil ver o filme do Júlio em Cane do que em Campinas. Um diretor de cinema alertou sobre questões técnicas que devem ser consideradas na construção das salas de cinema. Existe no mundo um padrão eh técnico eh que determina o que é e o que não é uma sala de cinema. Eu acho que é importante a gente estar atento a isso, porque se a gente tá usando essa linguagem, eh vamos discutir a criação de uma sala de cinema, a gente tem que ter consciência desses padrões técnicos, que é o que determina. Porque quando a gente faz um filme, a gente vai lá e calibra a cor do nosso filme pros padrões técnicos dos projetores de cinema que existem não. A segunda coisa que eu também sempre falo é o cinema não é só a questão técnica, né? ao cinema envolve a programação, envolve a curadoria, envolve eh os filmes que vão estar em cartaz, enfim, às vezes o custo eh de produção dessa programação é maior do que de da manutenção técnica. É muito difícil você manter uma sala de cinema funcionando 5, se dias por semana com três, quatro sessões por dia. Eh, então quando for pensar nisso, tem quear pensar no aspecto técnico da sala, mas também tem que pensar no aspecto da programação. Para o parlamentar, a reunião reforça a comunicação com o executivo municipal em busca do desenvolvimento das produções cinematográficas de Campinas, bem como a exibição dessas obras. A gente tem aqui pensado em alternativas para pensar formas de fortalecer a exibição de filmes, essa a possibilidade da fluição de dos fos do que é produzido aqui em Campinas e fora daqui, claro. Eh, e a gente tá tentando um pouco mapear isso, né? como é que o poder executivo tem pensado isso e como também a sociedade civil que teve aqui presente pode colaborar um pouco. Acho que a a busca é a gente conseguir aliar o fortalecimento da exibição técnica, ou seja, da de salas de do que aqui foi chamado de salas de cinema, ou seja, em que a gente possa realmente eh fluir aquilo que foi produzido pensando-se em cinema, em em, né, em perfeitas condições de exibição, com aquilo que é possível, eh, tanto de modo orçamentário, como também experiências que acontecem pela cidade, seja em escola, seja em céus, seja eh em espaços que a sociedade civil também mantém, né?