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Na terceira reunião da Comissão Especial de Estudos sobre políticas públicas voltadas às pessoas com alguma das neurodivergências presidida pelo vereador Wagner Romão, o parlamentar abriu o encontro com um resumo dos trabalhos já realizados. Nós então fizemos uma primeira reunião em que a gente iniciou os trabalhos, aprovamos um plano de de atuação que vai durar ao longo desses 6 meses. Evidentemente a gente pode fazer uma ou outra adequação, né, sobre o que a gente propôs, mas já aprovamos uma pauta inicial, já fizemos uma segunda reunião que foi uma, na verdade, foi uma reunião mais pra gente discutir o conceito das neurodivergências com a Dra. Eloía Wer, né, que é do Prateia lá da USP, da USP, da Unicamp, é o Prateia da Unicamp. Eh, foi muito interessante. Os convidados falaram sobre locais que possam efetivamente atender as demandas desse público. A representante do PAICA, Programa de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente, fez observações quanto às áreas de lazer. O transtorno do espectro autista, ele envolve características neurológicas que afetam a comunicação, a interação social e o processamento sensorial. Essas condições exigem ambientes estruturados, previsíveis e seguros que favoreçam a regulação emocional, o bem-estar físico e mental. Em Campinas, a carência de políticas públicas que reconheçam os espaços de lazer, arte, esporte e cultura, como também terapêuticos capazes de contribuir para o desenvolvimento integral da pessoa autista. A inclusão da pessoa com TEIA nas políticas públicas deve ir além da acessibilidade física, abrangendo a adaptação sensorial, o acolhimento social e o reconhecimento do lazer como um direito e um instrumento terapêutico. Eh, o lazer é esporte e a cultura no município hoje a gente dispõe de parques como a Pedreira do Chapadão, a Lagoa do Taquaral, o Parque o o Domingone. Porém, todos esses espaços, eles não têm as adequações necessárias à segurança e as necessidades sensoriais das pessoas autistas. Esses locais, apesar de amplos e acessíveis, eles não oferecem estruturas que previnam fugas, controlem estímulos intensos, como sons, luzes e odores, ou disponibilizem áreas de calma e regulação sensorial. O representante do grupo de apoio às famílias falou da importância de dados da educação como histórico da saúde dos atendidos. Ele também pontuou os desafios para as crianças possam ter entretenimento. Eu e a minha esposa, a gente não queria levar o Lucas nos espaços públicos porque ele queria subir no escorregador de forma ao contrário. Ele queria brincar de forma diferente e eu começava a podá-lo. Não, não, não, Lucas. Brincar é assim. Brincar é assim. Aí eu lembrei de Celestim Fenê. Não, brincar não é assim. Brincar é do jeito que ele quer brincar, da forma que ele quer brincar. Por que que eu quero controlar o brincar dele? Precisamos sair da lógica da tutela e do tratamento para entrar na lógica do pertencimento do direito. A verdadeira inclusão acontece quando uma pessoa autista é vista não como indivíduo a ser apenas corrigido o tempo todo, mas como um cidadão pleno de direito, cuja diferença enriquece a nossa sociedade. A assistente social da Associação Pestalose de Campinas avaliou que o número de pessoas com deficiências e neurodivergências está subestimado, o que é mais um desafio para o acesso aos serviços públicos. Existe um isolamento social gigantesco da população, pessoas com deficiência e pessoas com neurodivergência. E elas vão ser atendidas, talvez se elas chegarem num serviço da assistência social, porque se elas não chegarem no CRAS ou num distrito de assistência social que não era para fazer atendimento, mas faz, né, aqui no município de Campinas, eh, não, elas não existem. Então assim, quantas pessoas estão por aí dentro do município de Campinas que a gente não sabe e que elas têm podem ter alguma deficiência, estão em isolamento social e muitas dessas famílias que às vezes chegam é por di, né? Diz que denúncia. Com a participação de pessoas da plateia que trouxeram pontos de vista e contribuições, a comissão segue para um novo encontro na construção de políticas públicas que atendam as pessoas com neurodivergências. Quando a gente cria a comissão, né, e uma comissão com esse caráter, a gente sabe que a gente cria expectativas, né, porque acho que a Ana falou muito bem, né, porque a esperança a gente não pode deixar morrer, né? Então a gente, eu queria aqui pactuar mesmo com vocês, né, que ficaram até agora, que vieram aqui, que a gente vai trabalhar muito para que a gente possa ter uma, né, quer dizer, ter um resultado forte dessa comissão aqui dentro das suas limitações. Vocês sabem que o legislativo, né, ele tem eh assim, ele não não é diferente do executivo, né? O executivo ele tem o orçamento na mão, ele pode direcionar recurso, né? embora tenhas tais emendas impositivas aqui, tem muitas limitações com relação a isso também, né? Mas acho que a nossa tarefa aqui é a gente tornar, claro, tornar público tudo isso que vocês falaram, né? O drama que muita gente sabe que existe, mas quando vem o depoimento de vocês, ela ele assume um outro um outro caráter.