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A sua prelotação na sala de aula foi tema na terceira reunião ordinária de 2026 da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude da Câmara de Campinas, presidida pelo vereador Gustavo Peta. O encontro discutiu os impactos no número elevado de alunos por turma na qualidade do ensino e nas condições de aprendizagem. É um dado muito preocupante, né? Existem algumas regiões da cidade que possuem essa superlotação e isso prejudica o processo de aprendizagem, isso prejudica eh a inclusão, a educação especial, que é tão importante nas na rede. Isso causa muitas dificuldades pros professores, pros educadores. Então é um prejuízo enorme e uma cidade como Campinas, que é uma cidade rica, que arrecada muito, pode resolver esse problema. Então, a reunião da comissão foi nesse sentido. Nós ouvimos aqui o relato de uma mãe atípica que tá muito preocupada junto com várias mães em relação à inclusão com com qualidade, o relato de professores, de gestores e também o posicionamento da Secretaria Municipal de Educação em relação ao tema. Para ampliar o debate, a comissão ouviu profissionais da área da educação e representantes da sociedade civil. Entre os convidados estavam a professora Lindsen Carvalho, a diretora educacional Cristina Roncado, a mãe atípica Cádia Congido e o José Flávio Gate, representando a Secretaria de Educação, trazendo esclarecimentos à população. Não podemos perder de vista que o município hoje atende apenas 25% dos estudantes do ensino fundamental enquanto o estado atende os outros 80. E que essa demanda é compartilhada e que o cidadão, o estudante, residente e e morador do município de Campinas é que vai estar submetido muitas vezes a uma condição muito mais complexa do que aquela que nós temos na rede municipal. Se a qualquer proposta que vier de adequar as capacidades de atendimento, ela não for feita com toda a responsabilidade, com a garantia da oferta de vagas para todos que nós já atendemos, porque senão nós podemos chegar numa situação em que a escola do município tá lá atendendo 20 estudantes e aquele aqueles demais que residem no entorno da escola municipal, inclusive aqueles têm prioridade de atendimento, que são estudantes da educação especial, ao chegar nesse limite de 20, vão ser atendidos na escola com quem se compartilha a demanda. que em geral vai ser estadual e numa condição que nós temos relatos que às vezes chega próximo a 40 estudantes matriculados. A preocupação hoje que nós temos visto, né, na Secretaria de Educação é sobre o baixo índice da alfabetização das crianças na rede de Campinas. Porém, como que essas esses índices podem subir se a gente tem um descaso desde a educação infantil? Eu sou professora adjunto um e eu posso dar aula tanto de de educação infantil como fundamental. Eu [roncando] já tive, já fui professora de AG1, isso há do anos atrás, onde nós tivemos 39 bebês matriculados numa sala com três agentes. Esse é um tema que é é necessário políticas públicas, que já existem leis, né, no cotidiano escolar para serem aplicados, porque leis existem, só não tá acontecendo eh na rotina, né? Então, em ambientes superlotados, eh, para as crianças neurodivergentes, o excesso dos estímulos, que é visual, barulho, movimentação, falta de organização, desencadeiam crises, ansiedade, sobrecarga sensorial em muitos alunos, principalmente os autistas, porque nós temos uma lista de espera, gente, quilométrica, né, para vaga na escola. Então, as fichas de inscrição estão lá, você tá tá livre se quiser ver. Então, a gente tem uma demanda de espera para vaga na escola. Então, para que isso aconteça, a prefeitura tem que cumprir com o papel dela de fazer um estudo realmente efetivo e construir essas escolas. Gente, vocês veem um outro caminho para isso? Eu não vejo, porque a gente tem que garantir o direito da criança na escola, mas tem que garantir esse direito com qualidade. Além dos convidados, o encontro também abriu espaço para a participação do público presente, que trouxe relatos e experiências sobre os desafios enfrentados no dia a dia das escolas. E estou no Silvia Pascoal, que é uma escola que há muitos e muitos anos sofre com a superlotação. Também me espanta esse número da rede que apenas acho que 10 unid e salas de aula estariam acima do do módulo, porque só na minha unidade o ano passado, cinco turmas, todo os dois AG2 e os três, os dois AG1 e os três AG2 terminaram o ano acima do módulo. Minha turma terminou com 33 bebês e crianças. Atualmente eu estou com 29. E a cada mês a gente recebe uma matrícula nova via ordem judicial. Então eu tenho certeza que eu vou terminar o ano com mais de 30 novamente. A discussão contou ainda com a participação do vereador Wagner Romão, reforçando a importância do diálogo entre o poder público e a comunidade escolar. E a gente tem que fazer esse debate sobre qual é esse, qual é o perfil desse alunado, qual é esse perfil desse aluno, dessa aluna, quais são dentre esses que têm eh necessidades especiais, que tem situações de neurodivergências, que tem situações de deficiências, né? Eh, eu tive recentemente, né, eu e Lúcia tivemos a visitando a secretária da educação, ela nos falou de algo em torno de 2300 crianças, né, Lúcia, que estão dentro desse quadro, né, de que necessitam eh de atenção de educação especial, seja de cuidadores, seja de professores especializados, mas a gente precisa ter isso muito eh digerido, né, em termos de exatamente quais são essas necessidades. Да.